Funeral Wedding

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Liv Kristine – Vervain

447641E a voz de veludo voltou as suas raízes. Lembro de ter deixado de escutar essa donzela na época do debut álbum do Leaves Eyes, ou seja, há uma década atrás.

E quando vi o anúncio de lançamento desse álbum, olhei com uma certa desconfiança.

Mas já nos primeiros acordes de “My Wilderness”, você sente um certo ar nostálgico e que te leva lá nos tempos áureos do Theatre of Tragedy.

Seguindo adiante temos “Love Decay”, que confesso que na primeira audição não me apeteceu os vocais de Michelle Darkness, mas a medida que fui conhecendo o álbum e ouvindo diversas vezes, essa música se tornou um dos pontos altos do disco, ainda mais por lembrar e muito, o velho Theatre of Tragedy com os duetos de vocais.

“Vervain” faixa que dá nome ao material e tem uma pegada mais “alegre” e um certo ar de modernidade em sua sonorização.

“Stronghold of Angels”, para mim é a faixa que já valeria a aquisição do álbum, a participação de Doro nesta faixa deixa-a mais que especial, além de ter os dois pés fincados no Doom Metal. Arrastada, melancólica e com dois anjos cantando, pra que melhor?

Depois da tristeza da faixa anterior, temos a modernosa e feliz “Hunters”. Esta faixa lembra um pouco a fase modernosa do ToT, com uma pegada mais dançante e alegre demais para esse escriba.

“Lotus” vem em seguida e traz consigo uma certa melancolia, já que boa parte da música é apenas piano e vocal, lá pela metade da faixa que o restante dos instrumentos entram para acompanhar, seguido de um excelente solo de guitarra.

“Elucidation” segue na mesma proposta da citada Hunters, ou seja, bem alegre e modera.

“Two and a Heart”, segue numa tendência mais pesada e menos alegre, já “Creeper”, tem uma boa dose da fase Aegis, ou seja, é lenta, porém bela e serve de uma boa abertura para a faixa de encerramento.

Para encerrar temos outra música arrastada e com uma certa melodia depressiva, “Oblivious”, vem para entristecer ainda mais os corações partidos, além de ser um prenúncio de que o álbum chega ao seu final.

A versão Deluxe do álbum, contém 3 bônus, a faixa “Unbreakable”, “Love Decay” e “Stronghold of Angels”, estas duas últimas são versões apenas com os vocais de Liv Kristine.

 

Liv Kristine – Vervain (Napalm Records)

1. My Wilderness

2. Love Decay

3. Vervain

4. Stronghold of Angels

5. Hunters

6. Lotus

7. Elucidation

8. Two and a Heart

9. Creeper

10. Oblivious

 

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Napalm Records

Grey Widow – I

Grey Widow - I - coverÉ completamente normal ao ouvir uma banda nova o ouvinte escutar com cuidado a proposta do grupo em questão e todas as nuances do mesmo, ouvindo não apenas duas ou três vezes o álbum e sim por uma semana ou mais. Obviamente que existem álbuns que agradam na primeira audição, mas outros precisam de uma análise mais aprofundada para um compreendimento justo do trabalho.  Quando ouvi, I, primeiro álbum lançado da banda Inglesa, Grey Widow, meu primeiro pensamento foi, não de repulsa, mas sim de um não entendimento de proposta. Já ouvi muitas bandas de Sludge/Doom Metal, mas nenhuma me desagradou, e essa também não, o grupo apenas não prende a atenção.

A afinação e a distorção são extremamente graves, usuais do Sludge, mas estou certo de que aqui é feito com demasiado exagero, deixando transparecer com clareza o chiado de agonia das distorções do baixo e guitarra. Os vocais são urros e berros agonizantes e impossíveis de se traduzir ou tentar distinguir palavras, talvez ai esteja o resquício de arte do grupo. O objetivo é claramente passar esse sentimento de agonia indescritível, aliado á um som de menos receptividade audível possível, totalmente não comercial.

Sendo assim, fica claro que o som dos ingleses é destinado somente pra quem curte o extremo Sludge e o apoio a um estilo musical bastante não comercial, um som feito pra poucos, que serão dignos apreciadores da arte bastante restrita que é o som do Grey Widow, mas que para este mero escriba e ouvinte é um som para lá de meu entendimento e gosto, heh!

 

Grey Widow – I (Independente)

1. I

2. II

3. III

4. IV

5. V

6. VI

7. VII

8. VIII

 

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Resenha por: Guilherme Rocha

#Premiere: The House of Capricorn

A banda neozelandesa The House of Capricorn, acaba de lançar o vídeo para a faixa “The Only Star in the Sky” de seu novo álbum intitulado: Morning Star Rising.
O vídeo conta com algumas ilustrações bem macabras e que casam com a temática luciferiana da banda.
Seu mais recente trabalho sairá pelo selo finlandês Svart Records e tem seu lançamento agendado para o dia 9 de novembro.

Skepticism prepara seu novo álbum

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O lendário grupo de Funeral Doom, Skepticism, está preparando seu novo álbum intitulado de “Ordeal” e que será gravado ao vivo. A banda resolveu capturar esse novo material de uma maneira diferente, e apenas uma pequena platéia poderá acompanhar essa gravação que será na casa de shows Klubi, situado na cidade de Turku na Finlândia.

Esta será a primeira vez que será executada em público as faixas de “Ordeal”. Segundo a banda, as novas músicas são carregadas de emoção, devastadoras e ainda assim, bonitas.

Os sortudos ganharão uma cópia de seu EP 7″, lançado originalmente em 1992. Este 7″ não estará disponível para o grande público, apenas para os que comprarem os ingressos para acompanhar as gravações.

O vindouro álbum, será lançado pelo selo Svart Records da Finlândia e está disponível nas lojas em maio de 2015. Este álbum estará disponível em CD/DVD e em LP/DVD.

 

Maiores informações nos links abaixo.

www.skepticism.fi

www.klubi.net

Ghoulgotha – Prophetic Oration of Self

ghoulgotha - coverApenas 2 sonzinhos desse grupo estadunidense, que antecede o seu debut-album previsto para início do próximo ano e  que teve este EP 7″ lançado via Blood Harvest agora no início de setembro.

O som apresentado por eles é um Death/Doom Metal bem Old School, lembrando em algumas passagens o velho de guerra Encoffination, talvez por causa da presença de W. Sarantopoulos a.k.a Elektrokutioner, aqui levando os vocais e as 6 cordas.

Abrindo este 7″ temos a faixa “Prophetic Oration of Self”. Ela começa com um riff cortante de guitarra e um andamento mais “rápido” do que exatamente Doom.

É bem verdade que esse pegada lembra muito a linha do Incantation. Na passagem seguinte temos o inverso, uma levada arrastada lembrando o indefectível Cianide e ao longo de seus pouco mais de 7 minutos, temos essa variação de andamento.

Na sequência temos uma faixa mais curta, porém seguindo na mesma pegada da anterior, “Disintegration Paradox”. Devido a sua grande variação rítmica, ora mais rápida e ora mais arrastada, algumas dessas passagens me lembraram o trabalho do Hypocrisy em seu The Fourth Dimension, devido ao peso e crueza de seu material. Encontramos guitarras pesadas e vocais guturais, sem deixar espaço algum para harmonizações de teclados e outros instrumentos que possam modificar a sua áurea Old School.

EP que vale a pena ser conferido, ainda mais se você sente saudade daquela magia do início dos anos ’90.

 

Ghoulgotha – Prophetic Oration of Self  (Blood Harvest)

1. Prophetic Oration of Self

2. Disintegration Paradox

 

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Blood Harvest

As Autumn Calls – Cold Black & Everlasting

coverCom quase 15 anos de estrada, o grupo canadense, As Autumn Calls, lançou ano passado seu segundo álbum, sendo o primeiro, (An Autumn Departure) lançado em 2011. A banda é formada por: James (gutural e baixo), Andrew (guitarras e vocal limpo), Darren (bateria) e Brendan (guitarras).

Pois bem, pra começar, que o som do grupo fica muito mais interessante quando os músicos integram elementos acústicos, como ocorre na primeira canção do cd. O vocal limpo de Andrew encaixa perfeitamente, e soa muito mais melancólico que os guturais de James, e isso iriam descaracterizar o som do grupo, que é o Death/Doom Metal, que executam de maneira demasiadamente inflexível.

São poucos, os momentos que se destacam, sendo a primeira faixa, “Haunted”, a melhor canção do álbum, justamente por conter o maior trecho acústico e com vocais limpos. “These Doleful Shades”, também se encontra entre as melhores, possui uma ótima melodia e alguns contratempos muito bem encaixados. E a esperada trinca final, “Darkness Reflected”, “Darkness Confined” e “Darkness Everlasting” acabam não entretendo tanto o ouvinte como gostariam, apesar de todas possuírem excelentes introduções.

Talvez, esteja sendo um pouco duro com o grupo, mas esperava algo á mais de um grupo canadense que possui uma grande banda no meio do Doom Metal, a lendária, Woods of Ypres. Apesar da falta de elementos criativos, não é possível afirmar que o grupo não vale a audição, muito pelo contrário, fãs de Death/Doom Metal devem sim dar uma chance ao grupo, só não esperem nada além da zona de conforto.

 

As Autumn Calls – Cold Black & Everlasting (Rain Without End)

1. Haunted

2. Black Night Silent

3. These Doleful Shades

4. The Light Which No Longer Shines

5. Darkness Reflected

6. Darkness Confined

7. Darkness Everlasting

 

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Rain Without End

 

Resenha por: Guilherme Rocha

Stoic Dissention – Autochthon

RWE004Em algum lugar desta imensidão chamada internet, eu havia ouvido/lido falar dessa banda e me lembro também de ter lido o rótulo de Black/Doom Metal o que acabou por não me chamar a atenção, por coisas que não vem ao caso agora.

Recentemente recebi do parceiro Rain Without Rain esse novo opus e fui dar uma conferida no som desses estadunidenses.

Acredito que se esse material contivesse apenas a faixa de abertura “Wolcnum”, este álbum já seria digno de aquisição por boa parte dos doom metallers existentes nesta terra. O termo Black não se enquadra nesta faixa, pois o que encontramos aqui, é um Doom Metal arrastado, beirando ao Funeral Doom, algumas viagens sonoras que poderíamos chamar de projeções astrais.

“Weathered Stones” esta sim, tem uma pegada mais voltada ao Black Metal, porém encontramos algumas passagens mais jazzísticas e inúmeros contratempo, além da bateria ser bastante intrincada. Lá pela metada da música, temos uma mudança de tempo drástica e o som se torna arrastado. A música é guiada pelas teclas de piano, bateria e baixo, logo uma guitarra sem distorção é ouvida e o clima se torna bastante funéreo, ainda mais quando os vocais de Zach vociferam algumas frases.

Dando seguimento ao disco temos “A Fevered Grip”, essa música começa muito arrastada, praticamente morrendo. Encontramos uma intervenção da segunda guitarra, onde faz uma linha mais melódica, o que me lembrou muito os trampos do My Dying Bride. Se toda a depressão que se moldou nas duas faixas anteriores, nesta aqui, ela aflora já nos primeiros minutos. Em pouco tempo, tudo o que tinha cor se torna cinza e vamos seguindo esse enegrecimento até o final de seus 8 minutos.

“The Father of my Trials” vem em seguida e essa faixa segue numa linha mais Doom tradicional, sem ser arrastada. Os vocais hipnóticos de Zach são o ponto alto da faixa, visto que ele vai do grunhido ao lírico em poucos segundos.

Para encerrar temos “The Eldritch and the Atavistic”, mas não se engane com o começo progressivo alá Opeth, pois logo torna-se um esporrento Black Metal, crú e ríspido, lembrando as tosqueiras dos bons tempos do Dark Throne. A medida que o tempo avança, temos o seu retorno ao ambiente deplorável para encerrar de forma mais trágica e fúnebre possível.

Álbum que me surpreendeu bastante e que certamente ficarei mais antenado quando um novo opus deles for liberado.

 

Stoic Dissention – Autochthon (Rain Without End)

1. Wolcnum

2. Weathered Stones

3. A Fevered Grip

4. The Father of My Trials

5. This Feral Temple

6. The Eldritch and the Atavistic

 

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Rain Without End

Entrevista: Doomsday Fest (Qerberos, Contempty, Saturndust, Abske Fides)

Prestes a acontecer a segunda edição do Doomsday Fest, o idealizador Rafael Sade fez uma pocket entrevista com as bandas participantes, para saber delas o que pensam à respeito do fest, da cena Doom Metal no Brasil e o que os apreciadores do estilo poderão esperar das bandas nesse dia 26/10 que se aproxima.


1- O Doomsday Fest chega a sua segunda edição, após a primeira edição ser muito bem aceita pela crítica/público. O que esperam desta edição?

Nihil (Abske Fides): A primeira edição do Doomsday Fest ajudou a preencher uma grande lacuna de eventos específicos voltados para o Doom Metal em São Paulo. Esperamos que a sua segunda edição tenha tanto sucesso quanto a primeira e consolide o evento na agenda anual da cidade.

 

Anderson (Comtempty): Que a galera compareça e de força ao evento, e que todos em comum possam desfrutar de um evento incrível como este, totalmente voltado ao Doom. 

 

Felipe Dalam (Saturndust): É interessante participar novamente do festival, da outra vez tocamos como duo e ainda sim foi muito gratificante.

 

Felipe Nascimento (Qerbero): O Doomsday é um festival precedido pela sua reputação.

O Qerbero fica muito honrado por ter sido convidado para participar. Achamos que é um patamar acima da nossa história no sentido de organização e produção.

E é bem legal poder tocar para um público que não é exatamente no círculo com qual estamos habituados.

 

 

2 – O número de bandas e público do estilo tem crescido consideravelmente durante os anos. Qual seria o motivo?

Nihil: Atualmente existe um certo movimento “retrô” no Heavy Metal que se mistura facilmente com propostas mais modernas. A internet tem dado conta de concentrar toda essa diversidade e fazer o casamento entre o velho e o novo. Com o Doom Metal isso não é diferente, pois o estilo tem atraído fãs de diversos backgrounds e um público novo acostumado com diversas referências. Isso se manifesta pela grande quantidade de sub-gêneros como stoner, sludge, funeral, folk, drone, etc.

 

Anderson: Acredito que blogs e redes sociais são bastante responsáveis por tal crescimento.

Para quem faz músicas do estilo, a obra criada representa mais que somente notas musicais em harmonia, mas uma maneira de se expressar sentimentalmente.

 

Felipe D. : Acredito que as bandas do festival sejam de estilos bem variados na verdade, principalmente a nossa.

 

Felipe N. :  Difícil responder decentemente. Provavelmente porque com a Internet e a facilidade de se obter informações de qualquer tipo facilite também a descoberta de estilos musicais subvalorizados ou meio esquecidos em diferentes contextos.

Podemos dizer que temos mais ou menos a mesma proposta musical desde 2008 ou 2009, muito antes do doom ser mais aceito como hoje, tendo em vista, obviamente, o contexto que temos a oportunidade de participar que são rolês mais ligados ao punk. Hoje a coisa tá tão desenvolvida nesse meio que não é mais surpreendente podermos compartilhar um evento inteiro com bandas lentas ou com temáticas semelhantes. A 5, 6 anos atrás era muito difícil disso acontecer.

 

 

3 – Vocês notam o retorno do público nos shows e na procura por merchandise ?

Nihil: Sim. Além da presença nos shows e nas redes sociais, também temos alguns CDs e camisetas sendo vendidas.

 

Anderson: Sim, certamente. As pessoas que curtem, voltam e procuram material da banda

 

Felipe D. : Por conta do certo hype do stoner/doom/afins aqui no Brasil, sim, por sorte somos considerados de uma forma até um exemplo do que vem acontecendo. O feedback tem sido bom, mas preferimos nos focar no som e não em um rótulo como certas bandas que estamos vendo surgir.

 

Felipe N. : Ah sim. A procura é absurda, nós que ficamos devendo um pouco porque não temos materiais bons o suficiente pra colocar na roda.

Somos notadamente uma banda problemática quanto à continuidade, sempre estamos um pouco atrasadoos em comparação a outras bandas que admiramos e temos notícias. Mas pelo menos umas camisetas vão rolar nesse show!

 

 

4 – O que o público pode esperar de vocês neste festival?

Nihil: O de sempre: peso, lentidão e más energias.

 

Anderson: Esperem um show memorável, para que possamos somar forças em prol do Doom Metal.

 

Felipe D. : Preferimos não deixar pistas, mas é bem possível que toquemos o novo full-lenght na íntegra!

 

Felipe N. : Mais uma tentativa honesta de firmar a banda, com uma proposta musical que vai ser passada com qualidade já que rolará uma estrutura bacana. Somos muito gratos por isso.

Podem esperar aplicação e honestidade.

 

Serviço:
doomsssLast Time Produções orgulhosamente apresenta:

 

DOOMSDAY FEST – 2º EDIÇÃO

O FESTIVAL 100% DOOM METAL DO BRASIL!

 

com as bandas:

Abske Fides (SP) – Funeral Death/Doom
Qerbero (SP) – Sludge/Doom
Saturndust (SP) – Stoner/Doom
Contempty (Rio Pomba – MG) – Death/Doom

 

MORFEUS CLUB
Rua Ana Cintra, 110 – Ao lado do metrô Sta Cecília

Entrada – R$15

 

PROMOÇÕES:

Email: listaslasttime@gmail.com (com o assunto INGRESSO DOOMSDAY para ingresso antecipado ou DOOMSDAY FEST para os sorteios)

Clique no link, curta a página da Last Time Produções, curta e compartilhe o flyer do festival, e concorra a 2 entradas VIP :https://www.facebook.com/lasttimeproducoes/photos/a.393925977369908.87713.393917770704062/664745863621250/?type=1&theater

Profetus – As All Seasons Die

profetus as all seasons dieGravado nas névoas brancas de verão de 2013 e em diversas partes da Finlândia, este quarto opus desse Funeral Doom que me chega as mãos.

Este álbum trás uma formação diferente do que gravou o álbum anterior, com a saída de S. Kujansuu e dando lugar a N. Nieminem nos órgãos e tivemos a saída de E. Kuismin para a entrada de D. Lowndes nas guitarras, além da adição de uma terceira guitarra (barítona), sendo tocada por M. Mäkelä. Este ficou conhecido por seu trabalho nas bandas como Tyranny e Wormphlegm.

Este EP é de certa forma temático, visto que cada faixa representa uma estação do ano. Abrindo com “The Rebirth of Sorrow”, onde temos aquele característico som das linhas de órgão de igreja dando o clima moribundo e os vocais falados de A. Mäkinen e adição de linhas acústicas de violão.

Seguindo para próxima estação temos “A Reverie (Midsummer’s Dying Throes)”, e aqui temos aquele velho Profetus, música extremamente longa, morosa, com batidas cadenciadas de bateria, aquele vocal sufocante e atmosfera cortante. Temos uma estação toda passando por nós e a sensação de envelhecer meses em apenas pouco mais de 10 minutos.

Seguindo adiante temos a vez do depressivo outono, com a faixa “Dead are our Leaves of Autumn”. Essa música já começa de forma arrastada e os vocais de Anssi ecoam na mente. Temos uma bela linha de guitarra, isso sem contar que essa faixa tem a participação de J. Hartwig do Mournful Congregation, em um solo infindável de guitarra, numa influência floydiana.

Para encerrar temos “The Dire Womb of Winter”. A maior faixa do álbum e assim como o inverno finlandês, essa música é extremamente gélida e introspectiva.

Para o amante dessa vertente sonora, fica a possibilidade de aquisição desse material em diferentes formatos.

A versão LP e digital que está sendo distribuído pelo selo finlandês Svart Records e a versão digipak luxuosa pelo selo japonês Weird Truth Productions.

Aos interessados, entre em contato com a banda no link abaixo e tenha um ano de depressão em menos de 37 minutos.

 

Profetus – As All Seasons Die (Svart Records/Weird Truth Productions)

1. The Rebirth of Sorrow

2. A Reverie (Midsummer’s Dying Throes)

3. Dead are our Leaves of Autumn

4. The Dire Womb of Winter

 

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The Morningside – Letters From The Empty Towns

a1431974914_10Se o Funeral Wedding fosse um blog genérico e resenhasse todo e qualquer tipo de metal, certamente este disco estaria figurando com uma das melhores notas. Mas como a nossa temática é voltada ao Doom Metal/vertentes, irei explicar melhor o porque da nota abaixo da média.

Apesar da produção ser maravilhosa, a audição de todos os instrumentos com muita clareza, o peso das guitarras é algo absurdo. As letras repletas de críticas sociais e urbanas e o trabalho gráfico é excelente.

Lembro de ter visto no grupo da banda do facebook, que estariam preparando um novo material e isso me encheu de esperanças para poder continuar a ouvir aquelas lindas melodias de guitarras e andamentos mais lentos.

Mas já no primeiro acorde desse álbum, da faixa “Immersion”, notamos que a proposta apresentada será exatamente o oposto.

Um som mais extremo, lembrando aquilo que a banda Death vinha fazendo nos últimos 3 álbuns, algumas influências de Melodic Death Metal encontramos aqui e ali também.

Nem mesmo as cadenciadas “Deadlock Drive” ou “Ghost Lights” com suas linha de guitarra que lembram os trabalhos antigos em algumas passagens, salvariam o álbum e o trariam de volta ao Doom.

“Sidewalk Shuffle” e seu riff introdutório me trouxe a mente a faixa Heartwork do álbum homônimo do Carcass, num mix com a banda finlandesa Gandalf.

“On the Quayside” e sua passagem mezzo acústica e linhas de vocais limpos que lógicamente lembrariam Opeth e afins.

“The Traffic Guardian” é outra faixa que lembra os trabalhos do Carcass, do já citado Heartwork.

Indicado para os órfãos da banda Death, Opeth e fãs de Melodic Death Metal em geral.

Agora, eu vou voltar para os álbuns antigos e esperar por um novo material naquela linha antes de declarar morta mais uma excelente banda de Doom Metal.

 

The Morningside – Letters From The Empty Towns (BadMoodMan/Solitude-Prod)

1. Immersion

2. One Flew (Over The Street)

3. Deadlock Drive

4. Sidewalk Shuffle

5. On The Quayside

6. The Traffic Guard

7. The Outside Waltz

8. Ghost Lights

9. The Letter

 

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