Funeral Wedding

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Grimfaith – Preacher Creature

bmm060-13É inegável a importância do grupo português Moonspell para cena do Gothic Metal, e grande parte dessa importância é atribuída ao estilo vocal de Fernando Ribeiro, um verdadeiro mestre do gênero. Percebemos muitos grupos novos tentando traçar os mesmos caminhos deste gigante grupo que é o Moonspell, mas a verdade é que uma tarefa bastante difícil, obviamente. E é baseado nas linhas sonoras dos portugueses que os ucranianos do Grimfaith apostam para fazer um som de qualidade, e conseguem bem… Ou quase.

Tendo iniciado suas atividades em 2002, o Grimfaith lançou em 2013, seu segundo trabalho, intitulado de: Preacher Creature. Pois bem, intercalando o som entre um Gothic Metal e alguns traços de Suomi e Doom Metal a banda se sai muito bem até a sexta canção do álbum. De verdade, o grupo é matador em suas 6 primeira músicas, com destaque para, “Saint-Demonic Smile Or Sex In Heaven” que é a perfeita amostra de qualidade do grupo em todos os gêneros melancólicos que abordam, sobrando até espaço para blast beats no final da música. Os vocais de Moregrim são sensacionais, e devo ser justo e frisar que, Fernando Ribeiro não é a única influência do ucraniano, pois é evidente a similaridade vocal com, Ville Vallo e Ville Laihiala (H.I.M e Sentenced respectivamente).

Infelizmente, como já mencionei, as outra metade do álbum não é tão brilhante. As canções são mais simples, e não chamam a atenção. Talvez tenha faltado a criatividade. Tanto é que colocaram um até um cover de Mick Jagger no meio do cd (God Gave Me) o que me desagradou bastante aliás, apesar de ser a canção que mais lembra Ville Laihiala nos vocais.

Aconselho a ouvir sem compromissos este álbum, pois quanto mais chances você dá a ele, mais ele vai lhe agradando, ou desagradando no meu caso. Mas vale a pena dar uma chance à esta banda que pode ter algo mais produtivo num futuro próximo.

 

Grimfaith – Preacher Creature (BadMoodMan/Solitude-Prod)

1. Beyond my closed doors

2. Aberration

3. E.V.O.-3: Cyberlover

4. Saint-Demonic Smile or Sex In Heaven (2012)

5. Radioactive Rain

6. Dead In Soho (At the Suburbs of the Art World)

7. My Cruelty

8. Creepy Crawlers (feat. Anders Jacobsson – Draconian)

9. Flower And The Bone (feat. Lisa Johansson – ex-Draconian)

10. After a Sin

11. God Gave Me… (Mick Jagger cover)

12. Preacher Creature

 

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Resenha por: Guilherme Rocha

Vassafor / Sinistrous Diabolus – Split LP

sinistrous diabolus sideVejam como são as coisas, estava dando uma olhada nos promos que recebo por esses tempos e me deparo com esse que vos resenho.

É um split-LP lançado pelo selo Iron Bonehead e contém duas bandas do cenário australiano. Ambas as banda já possui uma certa base sólida, pois foram fundadas na década de 90.

O lado A desse play é com a banda Vassafor, onde tocam um som mais voltado ao Black/Death Metal. A primeira metade da música, tem uma levada bem esporrenta e ríspida, lembrando as bandas de black metal da época como Blasphemy. Da segunda metade em diante o som se torna mais cadenciado e uma certa pitada de Doom Metal podemos sentir nela.

A segunda e última faixa do lado A, começa também de forma lenta, mas na chegada ao terceiro minuto, temos uma mudança de andamento até irmos em direção a pancadaria. Mantendo-se nessas nuances de ora mais lenta, alternando com a agressividade vamos seguindo até o final desse lado do disco. Essa segunda faixa me lembrou o Ancient Rites daquele split 7″ com o Thou Art Lord.

Iniciando o lado B desse vinil, temos o Sinistrous Diabolus e o que encontramos nesses 20 minutos de música: atmosfera densa, se sentir envolto por uma névoa macabra e um sentimento de repúdio à raça humana.

Instrumentalmente falando, o som me lembrou um pouco bandas como Tyranny/Wormphlegm e algumas passagens um pouco mais cadenciadas numa levada a lá Evoken. Se você é fã dessa vertente sonora e se encarna em alguns momentos depreciativos, eis o próximo material que deverá conferir.

Dê uma passada no bandcamp deles, lá você encontrará alguns materiais antigos para download “free”.

 

Vassafor / Sinistrous Diabolus – Split LP (Iron Bonehead Productions)

A1.Vassafor – Ossuary in Darkness

A2.Vassafor – Son of the Moon

B1. Sinistrous Diabolus – Aeon Tenebris – Aeon Lacrimis – Aeon Mortem

 

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Nothing – Guilty of Everything

guiltyofeverything_364Banda formada nos idos de 2011 por Domenic Palermo, após ter passado um tempo recluso do meio musical, depois que cumpriu uma pena de 2 anos por ter esfaqueado um cidadão em uma briga.

Após uma demo lançada sob a alcunha de “Poshlost”, e numa vontade de ter uma formação estável, eis que encontra com Brandon Setta e aí está o embrião criativo intitulado de Nothing.

Lá no início da carreira musical de Palermo, ele era a mente criativa de uma banda hc/punk chamada Horror Show e após o incidente que mencionei no início, acredito que esses tempos de reclusão fizeram com que exteriorizasse esse sentimento de amargura e uma certa dose de melancolia que é sentida desde os primeiros acordes de “Hymn to the Pillory”.

“Dig” soa como seria se o Neige do Alcest, resolvesse fazer uma jam session com o pessoal do My Bloody Valentine.

Para situar o leitor, o som aqui é calcado no Post Metal/Shoegaze, mas mantém também uma influência Post Punk muito latente, e podemos sentir um toque de Jesus and Mary Chain, principalmente na faixa “Get Well”.

As músicas não são longas e quando você menos espera o álbum já acabou. Mas a vontade de ouvir novamente vem à tona, pelo menos em meu caso, pois é um álbum de fácil audição.

Os vocais de Palermo são cativantes e de certa forma suaves e seu timbre lembra de longe os de Kevin Shields.

Destaques desse álbum são, além das já citadas: “Endlessly”, “Somersault” e sua viagem musical, “Guilty of Everything”, isso para não acabar citando o álbum todo.

Se você curte alguns momentos de introspecção, reflexão sobre a vida que tens levado, ou apenas curte ouvir um som com uma carga depreciativa, eis o disco que procurava.

 

Nothing – Guilty of Everything (Relapse)

1. Hymn To The Pillory

2. Dig

3. Bent Nail

4. Endlessly

5. Somersault

6. Get Well

7. Beat Around The Bush

8. B&E

9. Guilty Of Everything

 

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Relapse

Crypt of Silence – Beyond Shades

sp085-14Às vezes fico pasmo de como pode surgir bandas com grande qualidade dos países que menos esperamos. Vindos da longínqua Ucrânia e agora também conturbada Ucrânia, este grupo está na ativa desde 2009 e somente agora lançaram seu primeiro álbum, Beyond Shades e posso adiantar que o resultado é muito agradável para quem gosta de Doom/Death Metal.

Composto por: Andriy Pabif (Bateria), Romam Kharandyuk (guitarra), Roman Komyati (guitarra) e Mikhael Graver (Vocai e Baixo) o grupo lança seu primeiro álbum pelo selo da Solitude Productions com o resultado bastante agradável, apostando forte no peso das guitarras e abrindo algumas brechas para alguns vocais limpos de Mikhael.

Possuindo apenas 4 longas faixas o álbum pode perder um pouco o impacto que devia causar pela metade da terceira faixa. Talvez o grupo pudesse apostar em dividir as faixas e diminuir o tempo de cada música aumentando o número de faixas, o que poderia aumentar a aceitação de outros ouvintes fora do gênero Doom Metal. Por outro lado você ouvinte compartilha da minha visão de que o trabalho deve ser admirado como a banda o lançou vai perceber na metade da terceira faixa, “The Wrath Song”, (que por obséquio é a melhor faixa do álbum) o álbum é um álbum para se escutar somente quando você puder dar muita atenção á ele e que merece mais do que três audições para que se possa tirar uma conclusão decente do trabalho que é apresentado pelos ucranianos.

Concluindo, escute este álbum com muita atenção, pois em suas quatro longas canções escondem-se muitos detalhes que podem lhe passar despercebidos, o que pode empobrecer a experiência da audição deste trabalho. Um honesto e digno trabalho que vale a algumas audições!

 

Crypt of Silence – Beyond Shades (Solitude-Prod.)
1. Walk With My Sorrow

2. Bleeding Her Eyes

3. The Wrath Song

4. End Of Imaginary Line

 

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Resenha por: Guilherme Rocha

Bullet Course – Into the Solitude

bcHoje em dia no Heavy Metal muitas bandas tentam buscar a identidade própria, outras nem se dão trabalho, fazendo o feijão com a arroz, apostando em  fórmulas prontas ou em algum gênero que que esta sendo mais visado comercialmente. Toda essa busca por diferenciação é obvia: quanto mais criativo se é, mais rápido vai se destacar e consequentemente mais visada vai ser a banda.

Pois bem, o Doom Metal é com certeza o gênero menos visado comercialmente dentre todos dentro do Heavy Metal, mas não é por isso que todas as bandas que pretendem seguir por essa trilha estão isentas regra que explanei no primeiro parágrafo, na verdade creio que a busca por diferenciação sonora nesse gênero deve de ser ainda mais intensa, tendo em vista que é um gênero que é baseado totalmente no sentimento, deve haver uma conexão muito forte entre banda e ouvinte, e esse sentimento de conexão, quase hipnótico que o grupo Bullet Course apresenta com muita qualidade.

Em atividade desde 2010, o grupo natural de Curitiba, lançou seu primeiro EP contendo 3 canções no ano de 2013 e o resultado é incrivelmente sensacional, de entorpecer. Ainda que seja um EP com apenas três faixas (uma pena), já podemos notar que o grupo consegue chamar a atenção do ouvinte, seja pelas estruturas de composição, que não nada maçantes, mas principalmente pelo uso do Cello no lugar do, às vezes não tão eficiente teclado.

Cielinszka Wielewski, é quem fica encarregada de dar o toque melancólico e é sem sombra de duvidas o que deixa o som destes curitibanos mais interessantes. O uso de instrumentos como o Cello ou violino sempre é mais intenso e válido do que sintetizar esse som pelo meio do teclado. O resultado e muito mais impactante, faz toda diferença, sem contar que em shows ao vivo a intensidade fica ainda maior, seja sonoramente ou visualmente.

Enfim, se você está procurando algo que não seja sintetizado, já programado como geralmente é a grande maioria dos grupos, recomendo e muito este EP. Agora é só ficar de olho no grupo e esperar pelo primeiro Full-Lenght.

 

Bullet Course – Into the Solitude (independente)

1. Into the Solitude  (instrumental)

2. Wild

3. Rusty Leaves Fall

 

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Resenha por: Guilherme Rocha

Domovoyd – Oh Sensibility

Domovoyd Oh SensibilityAo colocar o play desses finlandeses pra rodar, logo me vem a mente o saudoso sr. Oswaldo com a sua célebre frase: – É a psicodelia, cara!.

Após uma breve introdução que abre esse play, essa banda nova de Doom/Stoner Metal investe pesado nas viagens lisérgicas, no peso de suas guitarras e isso fica evidente já nos primeiros acordes de “Incarnation”. A faixa tem linhas marcantes de guitarra e os vocais de Oskar Tunderberg me lembraram os de Jus Oborn do saudoso Electric Wizard. A faixa termina de modo arrastado, abrindo passagem para “By Taking Breath”. Aqui a viagem vai se tornando maior, ainda mais se o ouvinte se deixar levar pelos vocais caóticos de Oskar e o instrumental enigmático que a massa sonora produzida por esses finlandeses, é capaz de gerar.

De volta a realidade, damos continuidade ao álbum com “Lamia”, outra música viajandona, apesar de seu início mais cadenciado. A faixa prossegue assim como as outras, ou seja, muita viagem em meio ao caos criado pelos vocais e termina de forma calma.

Toda aquela calmaria do final da música anterior, abre caminho para a “Effluvial Condenser”. Essa é uma faixa instrumental e aqui não encontramos nada de clima de teclado, ou qualquer tipo de interlúdio, aqui a brisa bate forte e a viagem é quase sem volta. Eu particularmente aprecio esse tipo de som, pois mesmo não sendo usuário de substâncias ilícitas, essas viagens musicais me permitem refletir sobre muitas coisas.

E para fechar o play temos “Argentum Astrum”, que além de ser a maior do disco, com pouco mais de 16 minutos, ela prossegue na mesma vibe psicodélica.

Para quem já conhecia os materiais anteriores (demo/EP), já sabe o que esperar desse material aqui. Para aqueles que desejam viajar, logo abaixo tem o link do Bandcamp deles e lá podem conferir este álbum via streaming e também é possível baixar grátis os EP’s deles.

 

Domovoyd – Oh Sensibility (Svart Records)

1. Introduction

2. Incarnation

3. By Taking Breath

4. Lamia

5. Effluvial Condenser

6. Argenteum Astrum

 

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Svart Records

Acid Witch / Nunslaughter – Spooky

PromoImage-1Spooky é o nome dado ao split de duas bandas estadunidense, Acid Witch e Nunslaughter. E devido ao Funeral Wedding ser um blog dedicado ao Doom Metal e vertentes, ficaria um tanto estranho resenhar um material pela metade, ainda mais se tratando de um split 7″ com apenas 4 músicas.

O lado A da bolachinha abre com Acid Witch tocando a faixa “Evil”.

O som do Acid Witch é bem característico e une linhas do Doom/Death Metal com uma pegada de Horror e Psicodelia em suas músicas, fato esse pode ser notado quando há inserção dos teclados. Essa música mantém um clima obscuro e soturno que muito me lembrou a saudosa demo do Songe D’Enfer.

A segunda música é da banda Nunslaughter e para quem já é familiarizado com o som deles, sabe que o buraco é mais embaixo quando eles empunham seus instrumentos e mandam ver em seu “Devil Metal”. Mas nessa faixa “Spooky Tails” a levada é bem mais cadenciada, em momento algum chegam a flertar com o Doom Metal, mas é diferente da faixa de abertura do Lado B, “A Sordid Past” que além da possuir apenas 1:50 ela é bem rápida e podre. No final podemos encontrar uma pequena mudança em seu andamento.

Fechando esse split temos novamente a Acid Witch com a faixa “Fiends of Old”, e traz consigo uma proposta diferente da faixa de abertura. Ela começa com um sampler que me parece ser de um noticiário e na sequência encontramos os mesmos teclados sinistros de outrora, só que o andamento dela é bem mais rápido, beirando o Death Metal Old School.

Um excelente lançamento da Hells Headbanger que irá trazer bons momentos em sua audição, mas podemos lamentar apenas por ser muito curto.

 

Acid Witch / Nunslaughter – Spooky (Hells Headbanger Records)

1. Acid Witch – Evil

2. Nunslaughter – Spooky Tails

3. Nunslaughter – A Sordid Past

4. Acid Witch – Fiends of Old

 

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Hells Headbanger Recs

Aut Mori – Pervaja Sleza Oseni

bmm055-12Em atividade desde 2009 o grupo russo, Aut Mori lançou seu debut álbum em 2012. Pervaja Sleza Oseni é um típico álbum de Gothic/Doom Metal, que aposta muito na emoção que os vocais no estilo, “Bela e a Fera”, podem proporcionar, ou não. Falo isso porque existem muitas bandas excelentes nesse sentindo, apresentando trabalhos de muita qualidade e criatividade, coisa que os russos ficaram devendo.

Vamos ao álbum. Um bom álbum do começo ao fim, sim! Bem produzido, muito bem feito, mas nada, além disso. Não é um álbum que chame muita atenção, tendo em vista que existem muitas bandas nesse estilo, e certamente uma que podemos citar em comparação é o, Draconian, que estes russos devem tomar como inspiração. Creio que uma banda que inicia sua carreira deva apresentar algo á mais, seja em técnica ou inovação para não ser esquecida, ou só mais uma entre outras tantas, e com certeza não é com este lançamento que os russos conseguiram o destaque necessário.

Algumas canções se destacam as primeiras principalmente, “Moja Pesnja – Tishina” e a melhor do álbum, “Nebo” e talvez eu esteja citando elas porque depois delas tudo é muito parecido, não atrai a atenção do ouvinte, parecendo um circulo vicioso, mesmices. Outro aspecto pode interferir são as músicas cantadas em somente em russo, isso não é era pra ser um problema, mas acaba se tornando pelo álbum ser inconsistente abrindo uma brecha para o ouvinte crer que se fosse cantado em inglês poderia ter ficado melhor.

Enfim, se você é um fã de Gothic/Doom Metal na linha de Draconian, dê uma chance á Aut Mori. Vale conferir pelo trabalho bem feito e para apoiar próximos trabalhos que podem ficar ter um resultado final melhor

 

Aut Mori – Pervaja Sleza Oseni (BadMoodMan/Solitude Prod)

1. Pervaja Sleza Oseni

2. Moja Pesnja – Tishina

3. Nebo

4. Prowaj

5. Moj Vechnyj Dozhd’

6. Zhdi

7. Jelegija Bezmjatezhnosti

8. Na Scene Osen

 

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Resenha por: Guilherme Rocha

Mortiferik – Empire of Sadness Return

Mortiferik - Empire of Sadness Returns (2013)Em atividade desde 1998, a banda Mortiferik, é do estado do Rio de Janeiro, e o gênero que é executado por esta banda, que é composta apenas pro um integrante é o Funeral Doom/Death Metal. Com duas demos lançadas uma em, 1998 e outra em 2012, (Memory e Agony in Silence respectivamente) Anderson Amorphis nos presenteou em 2013 com o lançamento do EP, Empire of Sadness Return, passando um leve recado de que está aí marcar presença definitiva na cena Doom Metal, cena essa que é pouco valorizada pela maioria dos headbangers.

O EP começa com uma breve intro, com um pouco mais de dois minutos de duração, com uma vocalização mais aproximada do DSBM, mudando logo depois para uma narração bastante chamativa, prendendo o ouvinte de cara. Gostaria primeiramente de exaltar o vocal de Anderson, sendo as partes narradas seu ponto forte, lembrando brevemente Fernando Ribeiro, do Moonspell.

Após a intro, temos “Death Infection”, que soa talvez demasiadamente arrastada demais, obviamente que o gênero requer isso, mas talvez pela sua duração de um pouco mais de 9 minutos ela precisasse de algumas passagens mais criativas e um pouco mais rápidas. Mas não se engane, não é uma canção meia boca, é uma excelente canção, e faz jus tremendo ao gênero.

Então chegamos a obra do EP, “Energies of Darkness” é deveras carrega de escuridão. Canção densa e pesadíssima, com belos riffs e uma percussão digníssima de elogios. Chegando ao derradeiro final da canção ela o prende novamente por meio de sussurros de Anderson e um belo trabalho atmosférico do teclado.

O EP termina de forma muito envolvente assim como ele começou, com narrações e uma bela passagem cantada em português. Isso faz todo o diferencial se você quer realmente ouvir algo que saia dos dogmas normais de uma canção de Heavy Metal, pois penso que as bandas que tocam quaisquer subgêneros do Heavy Metal e cantam em nossa língua de origem devem ser exaltadas, ganhar um destaque á mais. Sensacional o fechamento deste EP que deixa ansioso para ouvir um álbum inteiro. Sabemos que é um longo e árduo caminho ainda mais para quem trabalha sozinho e de maneira totalmente independente, mas a maquina não pode parar e existem sim, ainda que poucos ouvintes desse magnifico subgênero que quando apreciado deve se tomar a maior das atenções para não perder nenhum detalhe da arte que esta sendo proporcionada. Vale a pena os 22 minutos de audição, Confira ouvinte/leitor!

 

Mortiferik – Empire of Sadness Return (Independente)
1. Lamentations of Lost Dreams
2. Death Infection
3. Energies of Darkness
4. Only Agony

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Resenha por: Guilherme Rocha

Kröwnn – Hyborian Age

a2272362860_10Lembro de um tempo atrás, no final dos anos 90, início dos 2000, onde tive um envolvimento maior com inúmeras bandas graças a internet e sua facilidade de acesso. Me lembro também de muitas bandas italianas que conheci e que poucas ou quase nenhuma me agradava e muitas vezes me perguntava, como que um país com inúmeras qualidades em todas as áreas, seja ela culinária, artes, engenharia, não conseguia produzir bandas de qualidade?. Talvez eu estivesse procurando no lugar errado, e hoje me sinto agraciado por conhecer muitas bandas vindo do país da bota e todas elas tendo suas particularidades e suas qualidade. Bandas como (EchO), Urna, Whales and Aurora, Black Capricorn, Black Oath, entre outras e agora Kröwnn.

Apesar de seu pouco tempo de estrada, a banda foi formada no verão de 2012, esse trio vem fazendo músicas de qualidade, como é visto nesse material de estreia intitulado Hyborian Age.

Tendo os pés fincados no Doom Tradicional, podemos sentir uma pequena influência de Sludge em seu som.

Todas as 6 faixas contidas nesse material são de um bom gosto impressionante, que leva muito peso e melodia cativante, com algumas mudanças de andamento bem marcantes.

O play abre com “For the Throne of Fire”, passando por “The Woodwose” e logo emendando em “At the Cromlech” e sua alternância em seu andamento, sendo um belo convite para bater cabeça.

A cozinha da banda é muito bem segurada pelas belas Silvia e Elena (baixista e baterista respectivamente), mas um destaque especial para o guitarrista/vocalista Michele que segura muito bem a guitarra com um certo groove em suas palhetadas e um vocal ligeiramente hipnotizante.

Seguindo em frente nesse play, temos a melhor faixa de todas “Gods of Magnitogorsk”, que começa com um riff de guitarra certeiro para tão logo ser acompanhado pelas duas garotas e dar início a sua viagem ao pântano. Nessa faixa o trampo de bateria de Elena merece um destaque especial pela suas variações de batidas.

Indo em frente temos a instrumental “Stormborn”, que começa com um riff convidativo ao headbanging e assim segue música a dentro. Destaque para suas variações ritmicas e para os frasedos de baixo de Silvia em seu baixo, não deixando a música maçante em nenhum momento.

E para encerrar temos “The Melnibonean”, que inicia de uma forma mais arrastada que as faixas anteriores, sendo um excelente final. Alguns trechos de vocais de Michele me lembraram, ao longe, os vocais de Peter Steele na faixa Love you to Death, só que não tão graves. Podemos destacar também a linha de baixo precisa de Silvia e o “groove” de bateria de Elena.

Espero que esse trio italiano lance logo o seu debut album, para deleite da cena doomster italiana e porque não mundial.

 

Kröwnn – Hyborian Age (PRC Music)

1. For the Throne of Fire

2. The Woodwose

3. At the Cromlech

4. Gods of Magnitogorsk

5. Stormborn (instrumental)

6. The Melnibonean

 

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