Funeral Wedding

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Cemetery Fog – Towards the Gates

cemetery fog - EP coverRecebi no início deste ano uma demo tape dessa banda, que foi lançada pelo selo alemão Iron Bonehead e apesar de ter gostado do som, acabei não me atentando muito e mal acabei escutando.

Alguns meses depois chega um novo lançamento deles, esse MLP intitulado Toward the Gates, lançado também pela Iron Bonehead.

Pouca coisa é encontrado deles na internet e o press release é bem defasado, mas podemos dizer que da demo tape para esse material, a banda sofreu uma baixa de 2 integrantes.

Esse play tem apenas 5 músicas, sendo uma intro e um outro que serve de abertura e encerramento do play, respectivamente, e as faixas tocadas são de duração mediana, sendo a menor com pouco mais de 7 minutos.

Analisando a parte sonora, encontramos um Death/Doom Metal com os 2 pés fincados na sonoridade do início dos anos 90, ou seja, bem Old School.

Após a climática “Intro” temos “Withered Dreams of Death” e seu riff introdutório me lembrou de leve o EP do Rotting Christ – Passage to Arcturo. Principalmente com os “voices” de teclado dando aquele clima sombrio.

“Embrace of Death” vem na sequência e tem uma pegada um pouco mais rápida, lembrando ao longe o primeiro disco do Paradise Lost. Aqui também encontramos aqueles teclados a lá Rotting Christ, e seu uso é bem sutil, apenas preenchendo supostas lacunas e dando mais melodia para os riffs cortantes de J. Filppu, que também é encarregado dos vocais. Um destaque para a mudança de andamento próximo ao final da música, com arpejos de guitarra (lê-se dedilhado) e vocalização limpa.

“Shadow of her Tomb” tem um clima bem arrastado, quase lembrando um Funeral Doom, destaque para o baterista V. Kettunen que varia bem as batidas e não deixa a música monótona. Vale destacar tambem uma pequena vocalização ao fundo, que acompanha o riff de guitarra, trazendo uma certa melancolia para a música.

Para encerrar temos a “Outro” que dá nome ao disco para dar fim de forma pacífica e deixar-se morrer em paz.

 

Cemetery Fog – Towards the Gates (Iron Bonehead Records)

1. Intro

2. Withered Dreams of Death

3. Embrace of the Darkness

4. Shadow of Her Tomb

5. Outro – Towards the Gates

 

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cemeteryfogband@outlook.com

Iron Bonehead

Hell/Amarok – split

amarok_split-coverRecebi há pouco tempo esse split lançado via Pesanta Urfolk, contendo as bandas Hell e Amarok.

Iniciando a primeira faixa, temos uma one man band de Sludge/Drone/Doom Metal e temos 3 atos que totalizam pouco mais de 18 minutos.

“Deonte” dá início a saga arrastada e desesperada, com riffs soturnos e afinação extremamente baixa, aliados às batidas cadenciadas de bateria e os grunhidos desesperados em forma de vocal. No segundo ato temos “Oblitus” que me pareceu ser apenas uma passagem instrumental, já que a minha cópia é digital e veio tudo num track só, e serve como abertura para a desoladora “Dolore”.

Esta última faixa é de uma beleza ímpar, mesmo não trazendo nada de novo, a maneira que M.S.W. utiliza os instrumentos causa uma certa angústia ao ouvinte. Nos minutos finais temos uma passagem com violino, o que me lembrou muito o My Dying Bride em seu álbum de estreia.

Na sequência dessa depressão toda, temos os também estadunidenses oriundos de Portland, Amarok.

E já nos primeiros acordes dessa faixa, posso me dizer que me tornei fã da banda. Pois o som deles consiste em tudo aquilo que precisamos: acordes pesados, vocais cavernosos, andamento arrastado, tudo envolto por uma atmosfera densa e inebriante.

As linhas de vocais são divididas entre o baixista Brandon e os guitarristas Dave e Jeremy.

Próximo da metade da faixa temos uma passagem calma, quase atmosférica, com uns arpejos de guitarra e linhas de teclado e violino criando toda uma ambientação fúnebre.
Após essa ambientação toda, fica impossível o ouvinte não começar a pensar seriamente sobre os acontecimentos de sua vida, ou o que virá a seguir.
Seguindo para a reta final da música, encontramos um belo fraseado que poderíamos chamar de solo e chegamos ao final em meios a urros e grunhidos e com o sentimento de ter sido atropelado por uma pick-up desgovernada.

Para quem ainda não os conhece, fica a dica de duas bandas que irão fazer seu dia ser mais “feliz”.

 

Hell/Amarok (split) – (Pesanta Urfolk)

1. Deonte : Oblitus : Dolore

2. V- Red Oak Wisdom

 

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Amarok Bandcamp

Steak – Slab City

DAX112XT.pdfApós lançarem duas EP’s, Disastronaught (2012) e Corned Beef Colossus (2013), o quarteto londrino da banda STEAK lança o tão aguardado CD Slab City. Gravado em Palm Springs, na Califórnia e com participação nos vocais do renomado John Garcia, o que demonstra as influências e semelhanças na sonoridade da banda pela grande Kyuss.

Esse álbum evidencia o amadurecimento do grupo iniciado em 2010, que se diferencia não somente pelas boas músicas, mas também pela originalidade em transpor suas letras e promos no ambiente dos quadrinhos homônimos estilizados pela DC Comics.

Slab City contém 10 faixas, sendo oito inéditas (Liquid Gold e Machine fizeram parte das EP’s anteriormente lançadas) e destacam-se pela ótima sonoridade em cada uma delas e os coloca em lugar de destaque no cenário stoner metal. Sons recheados de efeitos, distorções e levadas fuzz com wah-wahs, grooves, riffs de guitarra, solos de batera e vocais rasgados compõe o álbum.

O álbum inicia-se com “Coma”, uma espécie de intro que nos remete a uma atmosfera psicodélica e um ambiente espacial, que é interrompido com leves riffs de guitarra e um vocal nervoso e rasgado de Kippa.

Em seguida rola a já conhecida e bem trabalhada “Liquid Gold”, faixa destaque da EP Corned Beef Colossus, que em Slab City foi ligeiramente regravada, mas sem perder sua essência.

Na seqüência rola a música-trabalho do álbum, “Slab City”. Uma faixa com boa levada sonora e um vocal mais limpo.

Mas engana-se quem acha que o álbum tomaria esse rumo de calmaria até ouvir “Pisser”. Uma faixa que com pegada speed metal com uma grande entrada de guitarra e batera, nos remetendo a uma cena de filme em que ladrões fogem da polícia em uma auto-estrada a toda velocidade.

“Quaaludes and Interludes” com pouco mais de 1 minuto é a única faixa instrumental do álbum, parecendo ser a finalização de “Pisser”.

“Roadhead” é outra pancada nos ouvidos variando do speed ao heavy com ótimo vocal e sonoridade. Ideal pra ouvir no carro a caminho da praia num sábado à tarde bebendo cerveja.

Outra regravação do álbum é a bem trabalhada “Machine”, segunda faixa da primeira EP.

Outro grande som é “Hanoid”, com boa levada no groove e belo vocal de Kippa e antecede a ótima “Rising”, faixa bem trabalhada com som e vocal tão perturbadores quanto o vídeo dessa música.

Essa debut fecha o bônus “Old Timer DW” que nos deixa com a expectativa do que esse quarteto poderá fazer nos próximos trabalhos, já que após esse lançamento, sem dúvidas, passaram de banda promissora para firmarem-se no concorrido cenário stoner metal.

Certamente, Slab City é uma ótima pedida pra quem curte um “bife” ao ponto.

 

Steak – Slab City (Napalm Records)
1. Coma
2. Liquid Gold
3. Slab City
4. Pisser
5. Quaaludes and Interludes
6. Roadhead
7. Machine
8. Hanoid
9. Rising
10. Old Timer D.W

 

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Napalm Records

 

Resenha por: JC Wanzuita

PIG DESTROYER: Announce Mass & Volume EP Release; Confirm Live Appearances

daea511e-b320-45f1-9397-caea66be7361Previously Digital-Only Doom EP to See Full Release This Fall

Grindcore Masters PIG DESTROYER are set to release a two song doom EP entitled Mass & Volume this fall. Previously available for a limited time as a digital only release with all of the proceeds going to the family of former Relapse Records employee Pat Egan, who tragically passed away last year, this cult release will now be available on physical formats for the first time ever.

Written and recorded during the final hours of the sessions for 2007’s Phantom Limb LP, Mass & Volume finds PIG DESTROYER’s typically break neck speed virtually come to a grinding halt with two epic songs of crushing doom. The album will be available on October 14th in North America, October 13th in the UK/World and October 10th in Germany/Benelux/Finland. Mass & Volume will be limited to a one time press of 2000 CDs worldwide and a limited run of colored vinyl, each featuring the stunning cover art from legendary artist Arik Roper (High on Fire, Sleep). Pre-Orders are available HERE while samples from the album can be heard HERE.

 

Additionally, the band has announced two special winter shows with direct support from Dropdead, including the band’s first ever appearance in Boston, MA. The dates are listed below with more openers to be announced shortly.

 

Stay tuned for more information on PIG DESTROYER including additional show announcements.

Hear a Sample of ‘Mass & Volume’ Here

Pig Destroyer Tour Dates:

 

Dec 19        Boston, MA             Brighton Music Hall

Dec 20        Philadelphia, PA     First Unitarian Church

Lachrimatory – Transient

O Lachrimatory sempre nos brindou com excelentes canções, vide o seu material anterior e nesse debut não seria diferente.
Após os primeiros acordes da faixa de abertura “Seclusion”, começa a nossa jornada pelos caminhos obscuros da alma. Ao fechar os olhos e se deixar levar pelas linhas de cello, o sujeito vai encarando/encarnando a música de uma forma que parece a trilha sonora de sua viagem transcendental. As já citadas linhas de cello, aliadas as melodias funestas do tecladista/vocalista Ávila Schultz e até passagens de flauta dão o toque especial no som desses curitibanos. A faixa seguinte, “Lachrimatory”, é para mim a depressão representada em forma de música. Seguindo numa linha funeral doom, eles conseguiram aliar melancolia e melodia de forma esplendorosa, e na hora que entra os corais na metade da música, são de fazer você começar a pensar seriamente sobre sua existência na terra. Ao vivo essa passagem da música se torna miserável e pode causar sérios transtornos obsessivos.
“Twilight” começa de uma forma mais “animada”, e novamente se faz presente as linhas de flauta, e temos o prazer de ouvir o vocalista Ávila deixando de lado o seu gutural para realmente cantar, e logo temos uma bela passagem atmosférica com piano sendo tocado em meio a vocais falados dando um toque especial na faixa.
“Clarity” e “Deluge” me trazem a mente os primeiros trabalhos de Celestial Season e My Dying Bride respectivamente, este último principalmente pelas linhas e timbre do vocal.
E para encerrar esse excelente debut temos “Void”, a passagem sinistras de cello/guitarras e vocais falados, dão um certo desespero no ouvinte e de forma magistral termina de lhe enterrar no limbo de sua existência, a sua vida sofrida que lhe foi trazido a mente durante a audição desse play.
Agora você tem mais uma chance para adquirir esse play, já que esse cd foi lançado de forma independente no passado e agora está sendo relançado via Solitude-Prod.
Está esperando o que para adquirir o seu?

 

 Lachrimatory – Transient (Solitude-Prod)
1. Seclusion
2. Lachrimatory
3. Twilight
4. Clarity
5. Deluge
6. Void

 

 

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Solitude Prod

Doom:VS – Earthless

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Há muito tempo esperei por esse lançamento e posso garantir que cada segundo de espera valeu a pena.

O Doom:VS conseguiu criar uma identidade para o seu som, e ao ouvir os primeiros acordes, você já reconhece a banda que está executando o som. E isso já vem desde os tempos de sua demo Empire of the Fallen, que coincidentemente completa 10 anos de seu lançamento.

Lembro que foi anunciada a participação de Thomas A.G. do grandioso Saturnus, e assim como seus outros lançamentos, pensei que seria apenas uma pequena participação. A surpresa maior foi saber que o cidadão citado, canta apenas no álbum todo e o resultado foi muito satisfatório.

O álbum abre com “Earthless” e para mim não haveria abertura melhor para o disco. Riffs soturnos, andamento arrastado e o toque especial para as linhas de vocal saturnianas de Thomas. Passando paraque segue na mesma pegada e a cada minuto passado, o álbum vai se tornando mais intimista.

Chega a vez de “White Coffins” e para mim, essa é uma das melhores faixas já compostas por Johan Ericson, pois ela meio que reflete tudo aquilo que já foi construído nesses 10 anos desse projeto. O riff principal me levou lá para o início da banda da época da já citada demo/Aeternum Vale e ainda assim, mantém uma sonoridade atual do decorrente álbum.

“The Dead Swan of the Woods” mantém aquela levada dos primeiros álbuns do Doom:VS, sem soar datado e sua melodia depressiva serve como uma prévia para as duas próximas músicas. “Ocean of Despair” mal inicia seus acordes e você sente a atmosfera ao seu redor se transformando, se tornando muito mais pesada que o usual. Passado os primeiros minutos de toda aquela morosidade, eis que para meu espanto, surge um vocal diferente do que estava acontecendo até então no álbum. Na hora pensei que fosse mais uma participação especial e ninguém menos que Patrick Walker (40 Watt Sun / ex-Warning), e cheguei a indagar o Johan sobre esse vocal, mas ele falou que era apenas ele mesmo cantando.

E para encerrar essa depressão sonora com pouco menos de 1 hora de duração a derradeira “The Slow Ascent”, e se o estrago causado ao ouvinte no decorrer do álbum já era grande, nessa faixa que ele vai juntar os pedaços que restaram de seu corpo mutilado.

Fica uma dica para o depressivo ouvinte, para sua segurança, esconda os objetos cortantes quando for ouvir esse álbum.

 

Doom:VS – Earthless (Solitude-Prod)

1. Earthless

2. A Quietly Forming Collapse

3. White Coffins

4. The Dead Swan of the Woods

5. Oceans of Despair

6. The Slow Ascent

 

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Solitude-Prod

Mantar – Death by Burning

File_1148, 3/21/11, 2:33 PM, 16C, 2848x3627 (1091+1438), 75%, New Setting 2,  1/15 s, R91.6, G87.5, B128.0Lançado no início deste ano via Svart Records, esse duo consegue ser tão barulhento e cativante com seu Sludge Metal.

Contendo apenas guitarra, bateria e voz, eles conseguem em pouco menos de 45 minutos deixar o ouvinte desnorteado como se tivesse acabado de ser atropelado por uma carreta.

O play abre com a esporrenta “Spit”, que é uma escarrada na cara dos menos desavisados. Os vocais de Hanno são verdadeiros grunhidos e tu consegue sentir sua ira em cada verso.

Na sequência temos “Cult Witness” e seu início me lembrou o grandioso Khold, pela sua simplicidade envolvente. No avançar da música, sentimos a mesma ira da faixa anterior emanando pelos falantes.

“Astral Kannibal” é uma faixa bem cadenciada e deve funcionar muito bem ao vivo, pois ela tem peso e uma levada bacana na bateria. E quando menos esperar você está cantarolando o refrão.

“Into The Golden Abyss” mal começa e fica inevitável não esboçar uma bateção de cabeça. A sua levada no decorrer da música é mais lenta, recheada de notas dissonantes e uma boa pegada na guitarra. Vindo na sequência temos “Swinging the Eclipse” onde destacamos a quebrada em seu andamento, no meio da música para  o final, servindo de preparação para a faixa seguinte “The Berserkers Path”.

Essa faixa tem um riff principal, e uma voz meio que narrando ao invés de cantar.

Não sei o porque, mas o timbre desse “vocal” me lembrou o enfadonho grupo Comunidade Nin-jitsu com a sua música Detetive, mesmo eu sabendo que não tem nada a ver.

Passando por esse ponto mediano temos o pique batendo lá em cima com “The Huntsmen”. Essa para mim é uma das melhores faixas do disco. Temos além das guitarras pesadas e grunhidos, um blast beat que deixaria muitos bateristas com inveja. O que mais me chama a atenção, não apenas nessa música mas no álbum todo é essa alternância de tempo e andamentos, sem perder a dinâmica das músicas.

“The Stoning” é outra música que te tira pra bater cabeça no meio da sala. A única coisa que podemos lamentar nessa faixa é ela ter quase 3 minutos, e por muitas vezes eu coloco novamente para rodar.

Chegando ao final do play, temos as duas maiores músicas, “White Nights” e “March of the Crows” respectivamente.

A primeira tem um andamento bem lento, beirando ao Doom Metal e ao entrar os vocais de Hanno o riff começa a soar um tanto apocalíptico.

Não haveria faixa melhor para encerrar o álbum e literalmente se sentir marchando com os corvos. A lentidão e peso da faixa nos brinda com um belo instrumental e nos faz morrer em paz.

 

Mantar – Death by Burning (Svart Records)

1. Spit

2. Cult Witness

3. Astral Kannibal

4. Into the Golden Abyss

5. Swinging the Eclipse

6. The Berserker’s Path

7. The Huntsmen

8. The Stoning

9. White Nights

10. March of the Crows

 

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Svart Records

WINDHAND – “Orchard” from the album ‘Soma’


credits:
WINDHAND – “Orchard” from the album ‘Soma’
Subscribe to Relapse: http://bit.ly/RelapseYouTube

Purchase on Relapse Recordshttp://bit.ly/WindhandSoma
Purchase on iTunes: http://georiot.co/14Qj
Purchase on Bandcamp: http://bit.ly/wg5C8i

Available now on CD/2xLP/Digital on Relapse Records.

Footage compiled by Jordan
www.admit2nothing.tumblr.com

Shallow Rivers – Nihil Euphoria

bmm065-13A internet trouxe aos headbangers uma vantagem imensa de conhecer bandas dos mais longínquos países e deu as bandas também a chance de divulgar seu trabalho para o mundo todo. É muito fácil hoje em dia você conhecer um grupo de cabo a rabo, conhecer a história de um grupo ou até mesmo de todos os gêneros. Basta um dia de pesquisa para que o mais recente fã já se ache capaz de poder explanar sobre cada subgênero e de onde surgiu cada vertente e etc… Todo esse acesso ás informações e bandas fez crescer o Heavy Metal em geral. Bandas e mais bandas brotam a cada dia, ao custo de fama ou de apenas fazer o som que lhes agrada e agradar os fãs que gostam do mesmo subgênero. Uma coisa é certa: A dificuldade de se destacar em meio ás já consagrado bandas, tentar não passar despercebido no meio de um mar que transborda cada vez mais grupos qualificados tecnicamente. Obviamente que isso é uma tarefa bem difícil, se destacar não depende somente da qualidade executada na música, você pode ser um excelente músico individualmente, mas uma banda não será reconhecida se apenas os solos de guitarras forem bons, ou vai?

Enfim, me desculpem se fui longe demais com a introdução acima, mas fiz, pois, assim como em qualquer outro estilo, o Doom Metal pode ser bastante maçante aos ouvidos. Tem de ter certa paciência e uma propensão á melancolia e depressão (não é uma regra), mas acima de tudo é preciso saber filtrar as bandas á se conhecer.

Os russos do, Shallow Rivers, se denominam como Doom/Death Metal . O que faz uma banda ser do subgênero “Doom Metal”? O som mais cadenciado? Letras referentes a tristeza e solidão? Clima mais atmosférico e sombrio? O Shallow Rivers agrega tudo isso, mas não tão brandamente como outras bandas do mesmo segmento. Creio que isso se deve ao de muita atenção ao desenvolver as músicas. O grupo existe desde 2007 e somente em 2013 lançaram esse excelente álbum intitulado, “Nihil Euphoria”. Composto apenas por dois integrantes, o Shallow Rivers não é nada original, é Death Doom Metal mesmo, mas de muita qualidade nas composições, não soando maçante ou enjoado em nenhum momento, tentam sempre criar uma atmosfera marcante em cada passagem de suas longas canções. Podem conferir na excelente faixa, “The Weeping Lotus Dance”, lindos riffs, algumas até “Opethianos”. É bem verdade que isso os afasta um pouco do Doom Metal, mas as essências atmosféricas e líricas estão lá, apenas incrementadas com muita técnica.

Indico muito que ouça não só uma vez essa bolacha, pois é preciso algumas audições para chegar à conclusão que esse é na realidade um baita lançamento de Doom Metal, um dos melhores do ano sem dúvida. Matador!

 

Shallow Rivers – Nihil Euphoria (BadMoodMan/Solitude-Prod)
1. Nihil Euphoria
2. Echoes of the Fall
3. Leda and the Swan
4. The Weeping Lotus Dance
5. To the Fairest
6. If Ever
7. Down the River to Vortex
8. Before the Light Fades
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Resenha por: Guilherme Rocha

Grimfaith – Preacher Creature

bmm060-13É inegável a importância do grupo português Moonspell para cena do Gothic Metal, e grande parte dessa importância é atribuída ao estilo vocal de Fernando Ribeiro, um verdadeiro mestre do gênero. Percebemos muitos grupos novos tentando traçar os mesmos caminhos deste gigante grupo que é o Moonspell, mas a verdade é que uma tarefa bastante difícil, obviamente. E é baseado nas linhas sonoras dos portugueses que os ucranianos do Grimfaith apostam para fazer um som de qualidade, e conseguem bem… Ou quase.

Tendo iniciado suas atividades em 2002, o Grimfaith lançou em 2013, seu segundo trabalho, intitulado de: Preacher Creature. Pois bem, intercalando o som entre um Gothic Metal e alguns traços de Suomi e Doom Metal a banda se sai muito bem até a sexta canção do álbum. De verdade, o grupo é matador em suas 6 primeira músicas, com destaque para, “Saint-Demonic Smile Or Sex In Heaven” que é a perfeita amostra de qualidade do grupo em todos os gêneros melancólicos que abordam, sobrando até espaço para blast beats no final da música. Os vocais de Moregrim são sensacionais, e devo ser justo e frisar que, Fernando Ribeiro não é a única influência do ucraniano, pois é evidente a similaridade vocal com, Ville Vallo e Ville Laihiala (H.I.M e Sentenced respectivamente).

Infelizmente, como já mencionei, as outra metade do álbum não é tão brilhante. As canções são mais simples, e não chamam a atenção. Talvez tenha faltado a criatividade. Tanto é que colocaram um até um cover de Mick Jagger no meio do cd (God Gave Me) o que me desagradou bastante aliás, apesar de ser a canção que mais lembra Ville Laihiala nos vocais.

Aconselho a ouvir sem compromissos este álbum, pois quanto mais chances você dá a ele, mais ele vai lhe agradando, ou desagradando no meu caso. Mas vale a pena dar uma chance à esta banda que pode ter algo mais produtivo num futuro próximo.

 

Grimfaith – Preacher Creature (BadMoodMan/Solitude-Prod)

1. Beyond my closed doors

2. Aberration

3. E.V.O.-3: Cyberlover

4. Saint-Demonic Smile or Sex In Heaven (2012)

5. Radioactive Rain

6. Dead In Soho (At the Suburbs of the Art World)

7. My Cruelty

8. Creepy Crawlers (feat. Anders Jacobsson – Draconian)

9. Flower And The Bone (feat. Lisa Johansson – ex-Draconian)

10. After a Sin

11. God Gave Me… (Mick Jagger cover)

12. Preacher Creature

 

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Solitude-Prod

Resenha por: Guilherme Rocha

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