Funeral Wedding

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Gallow God – The Veneration of Serpents

375125Após um belo trabalho de estréia, eis que esses britânicos retornam com um full-lenght.

Em pouco mais de uma hora, temos um Doom Metal de altíssimo nível, por vezes empolgante e em outras bem depressivo.

Os vocais de Dan Tibbals estão ainda melhores que no EP anterior e o trabalho de guitarra dele e de Riccardo estão mais precisos, vide a faixa de abertura “The Circle”.

“Waters of Death, Thy Hands Will Not Cleanse” vem na seqüência e começa de forma pesada e depois cai numa depressão sem fim, onde podemos sentir o peito sendo esmagado lentamente. E dentro de seus 8 minutos temos várias sensações que variam da tristeza extrema ao alívio de poder respirar novamente.

“At Eternity’s Gate” começa de forma lenta e os vocais de Dan estão bem enigmáticos nessa faixa, ainda mais que as linhas de vocais foram encaixados nas linhas de guitarra, sendo cantado de forma morosa.

Em seguida temos “The Veneration of Serpents”, esta que dá nome ao disco e nela temos uma das mais pesadas faixas do álbum.

“Gaslight” segue na mesma linha das anteriores, mas possuindo ótimas linhas de guitarra.

Vale ressaltar a entrada dos novos integrantes Mitch Barret e Chris Takka (baixo e bateria respectivamente) e em pouco tempo se entrosaram tão bem que nem parece que entraram antes das gravações.

Em seguida temos uma das faixas mais “coverizadas” no meio musical e parece que é um pré-requisito das bandas britânicas gravar a sua versão. “Scarborough Fair” é uma música folclórica britânica e já esteve presente no EP dos também britânicos do My Dying Bride, isso sem contar as pessoas além daquelas fronteiras que já a gravaram, por exemplo: Leave’s Eyes, Simon & Garfunkel, entre outros.

Mas a versão do Gallow God ficou muito boa e acabou casando com o contexto de todo o álbum.

“A Misers Land” tem um dos riffs mais depressivos que eles já compuseram e com o perdão do trocadilho a música deveria se chamar “A Misery Land”. Voltando a faixa, dentro de seus 9 minutos encontramos além dos riffs arrastados, os vocais de Dan fazem muito bem o papel de terminar de deprimir o ouvinte, deixando em estado catatônico onde quer que você se encontre na hora em que esteja ouvindo-a.

E para encerrar temos “The Cranes of Ibycus” que segue na mesma linha da faixa anterior, ou seja, de forma lenta e depressiva acertando em cheio a última pazada de terra em cima do corpo em estado avançado de decomposição.

Entrem em contato com a banda para adquirir esse material, que com certeza irá agradar aos fãs de Doom Metal.

 

 

Gallow God – The Veneration of Serpents (Independente)

1. The Circle

2. Waters of Death, Thy Hands Will Not Cleanse

3. At Eternity’s Gate

4. The Veneration of Serpents

5. Gaslight

6. Scarborough Fair

7. A Misers Land

8. The Cranes of Ibycus

 

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Contatos:

http://www.gallowgod.co.uk/

https://www.facebook.com/pages/Gallow-God/185275254829537

The Howling Void – The Womb Beyond the World

sp065Via Solitude Productions, temos em mãos mais um grande lançamento do The Howling Void, banda de Funeral Doom dos EUA que lançou em 2012 seu ultimo álbum chamado “The Womb Beyond the World”. A banda tem dois ótimos álbuns anteriores chamados Megaliths of the Abyss e Shadows over the Cosmos, e no terceiro registro, a one man band formada por Ryan mostra que está em sua melhor forma.

O CD começa com a faixa que dá nome ao CD, “The Womb Beyond the World“, e a mesma se mostra enigmática e destruidora já em seu início. Quando se apresentam os instrumentos, a qualidade que sai das caixas é ótima, de grande produção. Soando pesada, densa e mesmo assim soando limpo. Fico satisfeito em ouvir um trabalho de grande qualidade no gênero. Os vocais de Ryan são cavernosos e transmitem o vazio espiritual que o CD tenta repassar ao ouvinte por toda a audição. Porém, os timbres usados nas programações das orquestras e dos teclados soam meio infantis e são um pouco ultrapassados para o que a banda poderia proporcionar na segunda década do século XXI. A segunda música a ser apresentada é “The Silence Of Centuries”, que nos mostra riffs agonizantes e levada hipnótica. A banda usa muito bem elementos extras nas músicas para aumentar a carga de densidade e agonia, como sinos. Eu sei que muitas bandas usam sinos em suas músicas, mas são poucas que conseguem transmitir o que o The Howling Void conseguiu colocando esses elementos e alguns outros ao longo do play, ponto positivo. “Lightless Depths” tem um começo agonizante ao extremo, e belas notas em seguida. A música aposta num clima lento e carregado ao extremo, porém com sucesso. Teclados bem postados (Porém ainda soando de forma não convicente em algumas partes) aumentam a carga emocional da canção. Outra música bem grande (dezoito minutos), porém mostra ao que veio. “Eleleth”, a última música do álbum é um emocionante registro instrumental composto apenas por teclados e timbres ambientais. Terminando o álbum de forma primorosa e tocante, deixando um gostinho na boca para um próximo trabalho.

O CD se encontra para aquisição de forma fácil e rápida no site da Solitude Prod. Mais um passo a frente na carreira de uma banda que mostra que ainda tem muita lenha pra queimar. Que venham os próximos trabalhos!

 

The Howling Void – The Womb Beyond the World (Solitude-Prod.)
1. The Womb Beyond the World
2. The Silence Of Centuries
3. Lightless Depths
4. Eleleth

 

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Contatos:

http://solitude-prod.com/blog/lang/eng/2012/09/sp-065-12-the-howling-void-the-womb-beyond-the-world/

https://www.facebook.com/TheHowlingVoid

http://thehowlingvoid.bandcamp.com/

 

Resenha por Luiz Mallet. guitarrista das bandas Boreal Doom e Vociferatus

Zgard – Astral Glow

bmm057-13Das terras geladas da Ucrânia, chega até nós o terceiro full-length da banda Zgard, formada por Yaromisl (Guitarra, vocal, teclados, mouth harp e programações) e Hutsul (Flauta), com uma bela apresentação visual, a bolacha chega até nós via BadMoodMan Music.

A primeira música se chama “Balance in Universe” e somos apresentados de cara a teclados bem postados e com ótimos timbres, a música se desenvolve bem e podemos vislumbrar a interessante forma como os instrumentos étnicos são colocados na música. A faixa tem ótimos riffs e ambientação primorosa, já abrindo o álbum de forma positiva. “When Breakin Down All the Ideals” vem em seguida, fincando o black metal rústico e folclórico praticado pelo grupo, porém com gravação acima da média do estilo. “Letargy Dream” é a próxima, mostrando as ambientações muito bem feitas pela banda logo no começo. Efeitos bem postados e guitarras ríspidas dão o tom da canção, que tem um trabalho de piano magnífico e riffs de guitarras épicos, criando uma faixa grandiosa. Novamente o trabalho étnico é muito bem explorado e dando o diferencial no som da banda. “Stars In The Night Sky” tem um começo mais arrastado, bem influenciado pelo doom metal, e novamente carregada de bons timbres ambientais. A faixa mostra um ótimo trabalho da guitarra de Yaromisl, com riffs intricados e exalando complexidade. Na parte do meio da música, temos o lado extremo da banda se fazendo presente. A faixa também contém um solo de guitarra simples mas eficaz. “Old Woods” começa de forma agressiva, mas logo volta ao lugar comum da banda, apresentando bons riffs e levada precisa. A música apresenta passagens extremas em toda a sua extensão e é a mais agressiva do play. “Astral Glow” vem na sequência destilando riffs de muito bom gosto por todos os setores da música.

“Return To The Void” é a música mais lenta do disco, com levadas bem cadenciadas e grandes partes mezzo-acústicas que engradecem a música e dão um charme ímpar ao longo de seus onze minutos. “Then Time Comes To Go Away” termina o CD de forma concisa, mas sem apresentar nada diferente do restante do CD.

O material é por vezes cansativo, por ser bastante homogêneo e ter músicas bem parecidas entre si, mas para fãs do black metal atmosférico e de bom gosto, a pedida é certa.

 

Zgard – Astral Glow (BadMoodMan/Solitude-Prod.)
1. Balance In Universe
2. When Breakin Down All The Ideals
3. Letargy Dream
4. Stars In The Night Sky
5. Old Woods
6. Astral Glow
7. Return To The Void
8. When Time Comes To Go Away

 

depress4

Contatos:

http://zgard.bandcamp.com/

https://www.facebook.com/pages/Zgard/203165013034128

 

Resenha por Luiz Mallet. guitarrista das bandas Boreal Doom e Vociferatus

Mental Torment – On the Verge

364897Pensa numa banda que toca um Death/Doom nos moldes do Mourning Beloveth, mas com a veia melódica do Officium Triste. Esta banda chama-se Mental Torment.

Apesar de não apresentarem nada de inovador, podemos sentir através de suas linhas de guitarra uma sinceridade ímpar.

O disco abre com uma pequena intro “The Path To Shining” que serve de aperitivo para o que o disco nos reserva.

“Maelstrom” é a primeira faixa e observando a capa, encontramos um náufrago e os vocais “desesperados” de Mad acabam que nos levando para ela e acabamos nos sentindo como se nós estivéssemos à deriva.

“My Torment” é a maior faixa do disco e dentro de seus 8 minutos temos um andamento carregado de tristeza, ainda mais se o ouvinte se deixar levar pelas linhas de guitarras de Miha Esp e Ross.

“Unspoken Word” tem uma pegada bem Mourning Beloveth, com fortes riffs de guitarra, peso e melodia na dose certa. Destaque para a atmosfera que ela cria lá pela metade dela.

“Cold Rusted Flame” é uma música com uma velocidade um pouco maior do que o restante encontrado no álbum. Mas não esperem que ela termine com algum blast beat, pois tão logo ela embala, há uma quebrada em seu andamento deixando novamente lenta. Vale destacar uma passagem com as guitarras limpas e os vocais mezzo guturais de Mad que vai guiando a faixa. Essa música carrega consigo um certo grau de melancolia, deixando-a como uma das melhores músicas do disco.

“I see this End” é uma faixa bem “down-tempo” e até um pouco atmosférica, seguindo numa linha My Dying Bride da fase do grandioso The Angel and the Dark River, só que sem os violinos.

“The Tragedy” vem no mesmo feeling do início do álbum, ou seja, muita melodia e tristeza. E a última faixa “The Drowned Man” é toda instrumental, selando de forma melancólica o fim do náufrago.

 

Mental Torment – On the Verge (Solitude-Prod)

1. The Path To Shining (intro)

2. Maelstrom

3. My Torment

4. Unspoken Word

5. Cold Rusted Flame

6. I See This End

7. Tradegy

8. The Drowned Man

 

depress5

 

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http://www.solitudestore.com/product/mental-torment-2013-on-the-verge/
http://mentaltorment.bandcamp.com/album/on-the-verge
https://www.facebook.com/mentaltorment.ua

Ocean Chief – Sten

795_10151336582951676_736286132_nApesar de já ter mais de 10 anos de estrada, esses suecos são bem poucos conhecidos por esses lados do globo.
Esse novo álbum lançado pelo selo sueco IHate, já é o 4º álbum da carreira da banda, isso sem contrar os splits e EP’s.
Temos aqui um Sludge/Doom/Stoner muito pesado e sombrio. Os temas cantados em sua língua natal (sueco) deixa as músicas mais assustadoras.
“Den Sanna Styrkan” traz em sua faixa tudo aquilo o que iremos presenciar no álbum, andamentos carregados, mudanças de andamento, desespero em suas vocalizações.
“Slipsen” é a segunda música, e os vocais de Tobias Larsson soam mais “melodiosos” nas primeiras frases. Tobbe também é encarregado bateria, o que não deve ser uma tarefa fácil e mesmo a banda sendo lenta, o trabalho dele em cima do instrumento é bem variado.
Uma coisa que vale salientar, é que as letras da banda não são muito extensas e com as faixas extremamente longas, a ênfase no instrumental é absurda.
Fui dar uma pesquisada sobre essa banda na internet, e a partir do álbum anterior que eles começaram a cantar em sueco e hoje apesar de serem um quinteto, esse álbum foi gravado como um quarteto e é o primeiro disco gravado com o tecladista Johan Pettersson, que fica encarregado de tocar um pequeno sintetizador.
“Stenhög” é a faixa mais curta do álbum, com pouco mais de 15 minutos e é uma faixa bem viajante. O baixo de Jocke é bem presente nela, assim como as linhas de sintetizadores.
E para encerrar temos “Oden”. Começa com uma linha de guitarra de Björn Andersson, como se fosse uma invocação aos poderes de Odin. O peso que emana dos falantes nessa música é absurda e a atmosfera carregada deixa a faixa bem melancólica e ao longo de seus 20 minutos podemos sentir num campo de batalha na época medieval acompanhando os guerreiros vikings em sua jornada.
Este álbum é altamente recomendado e não se atenham em apenas “baixar”, entre em contato com a banda ou com o selo para adquirir uma cópia física do disco.

 

Ocean Chief – Sten (IHate)
1. Den sanna styrkan
2. Slipsten
3. Stenhög
4. Oden

 

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Evoke Thy Lords – Drunken Tales

sp071-13Num passado não muito distante, foi formado na Russia mais uma entre muitas bandas de Gothic/Doom Metal. Anos se passaram e eles debutaram com o bom Escape to the Dreamlands e na sequência lançaram um split intitulado Twofaced com a banda Riders on the Bones.

Esse split ainda mantinha em sua sonoridade aquele Gothic/Doom mas apresentava um algo a mais.

Eis que chegamos a esse novo material intitulado Drunken Tales, e o que ouvimos aqui, segundo rótulo do selo trata-se um “Psychodelic Doom Metal”, o que nada mais é do que um Sludge/Doom.

Talvez a parte psicodélica fique a cargo das passagens de flauta de Irina Drebushchak que dão um toque viajante para as músicas.

A música de abertura Routine of Life, serve como uma amostra do que nos espera esse álbum, pois além das já citadas passagens de flauta, encontramos andamentos arrastados, ora intrincados (vide a bateria swingada de Alexandr Mironov), ora pesados, onde podemos sentir o peso do baixo do também vocalista Alexey Kozlov.

Dirty Game começa com um belo trampo das guitarras de Yury e Sergey, onde novamente a linha de flauta se faz presente, levado o ouvinte para longe. Uma coisa que podemos notar no trabalho deles, pelo menos nesse álbum, que as letras não são muito extensas, o que dá uma ênfase muito maior no instrumental.

Down the Drain é a faixa mais curta com pouco mais de 7 minutos, e seu início traz consigo uma certa influência stoner. Apesar de manter o peso das guitarras, próximo ao meio da faixa, temos um riff numa linha Sabbathica que poderíamos imaginá-lo em qualquer álbum que o mr. Iommy teria composto.

Dregs segue numa linha jazzistica, sendo carregada pela linha de flauta deixando totalmente chapado o ouvinte, e lá pelo final que a pessoa se toca que essa faixa não possui vocal e devido a massa sonora que ela produz, nem fez falta.

E para finalizar essa caminhada pelo psicodelia, Cause Follows Effect. A única faixa que traz um vocal feminino, lembrando de longe sua antiga sonoridade. E na metade dela temos aquele clima característico do Type O Negative, guitarra pesadíssima, linha de teclado dando o clima e bateria extremamente lenta.

Para quem procura algo diferente para escutar, eis a banda que procuravam. Evoke thy Lords: guardem bem esse nome.

 

Evoke Thy Lords – Drunken Tales (Solitude-Prod)

1. Routine Of Life

2. Dirty Game

3. Down The Drain

4. Dregs

5. Cause Follows Effect

 

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Doom of The Week: Indesinence

ind01Se tem uma gravadora que anda se superando a cada lançamento do seu cast, essa é a Profound Lore. Lar de bandas como Disma, Agalloch, A Storm of Light, Altar of Plagues, The Atlas Moth, Evoken, Loss, entre muitas outras cacetadas do Doom e outros estilos.

 

E mais uma vez essa gravadora super antenada do mundo da vibe torta joga outra maravilha de banda para os fãs: Indesinence. Essa banda é formada na cidade onde o hype-coxinha toma de conta em cada esquina, Londres, na Inglaterra, tendo como conterrâneos o Warning (ou 40 Watt Sun, se preferir), o Esoteric, além dos clássicos Anathema, Paradise Lost e My Dying Bride.

 

Tive contato com esta banda através do broder Richardson, na comuna da Sinewave, e desde então o papai aqui tá in love com essa banda! Um vício que só é comparado com a sensação que tive ao escutar pela primeira vez o Pallbearer.

 

O Indesinence na verdade surgiu em 2001. Durante esse tempo lançou uma demo em 2003, um full-lenght e EP ambos em 2006. 6 anos depois a banda viria a lançar mais um material novo, o Vessels of Light and Decay, que só não figurou nos lançamentos top de 2012 porque vim a escutar e descobrir essa banda só a umas semanas atrás. Hahahahahaha.

 

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O som do Indesinence não é focado apenas nos andamentos clichês e não se renega a apenas fazer o arroz com feijão do Doom Metal. Na verdade, o som dos caras é bem variado, hora carregando uma vibe de bateria bem arrastada, quase Funeral, outra puxando para um death metal no estilo do Incantation e de quebra com riffs bombados de guitarra que vai fazer a alegria de qualquer fã de Sludge. A atmosfera super intensa das músicas e o vocal de Ilia Rodriguez por hora me fazia lembrar do bom e velho Novembers Doom, quando a banda ainda fazia uns lançamentos de responsa.

 

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A abertura do álbum com a intro “Flux” dá aquela sensação de que você está em algum cenário cabuloso de um filme do Dário Argento e que algo de ruim vai acontecer mais na frente. E daí em diante é só bad vibe de qualidade!!

 

O álbum é sensacional do começo até os últimos suspiros sonoros de Unveiled, mas se há uma forma de destacar o full-lenght como um todo, então a forma seria as duas melhores músicas do álbum: “Vanished Is The Haze” e “Fade (Further Beyond)”. A primeira simplesmente começa com um riff de Doom da melhor qualidade, com a guitarra abafando junto com o rítmo arrastado da bateria. Uma maravilha! A segunda é um riff de se apaixonar com os riffs dissonantes e toda a mudança de andamento na música.


Ao final de todo os 60 minutos do álbum, Vessels… é um álbum digno de honrar o estilo da melhor forma. Se este rapaz que vos escreve não estivesse desempregado, já estaria encomendando meu CD agora mesmo para ter minha cópia na minha estante e fazer a pose das laranjas invisíveis do metal toda vez que escuto esse álbum. Não sabe que pose é essa? Só ver a imagem abaixo e vai entender o que eu disse.

 

ind04O EP antecessor do Indesinence é o chamado Neptunian. Fuçei bastante a internet até achar o material na net, porém sem sucesso. Mas dá para escutar o álbum inteiro que está disponível no Youtoba, caso tenham interesse. O EP possui uma produção mais pedra mas ainda assim tem uma qualidade altíssima em termos de Doom Metal. Rola até um cover do Cocteau Twins (!!) que ficou do caralho, tamanho a qualidade da roupagem mais Doom que os caras deram a uma música de Dream Pop! Hahahahaha! Dá uma sacada como era a parada original pra versão dos caras:

 

E a original:


 

Os outros materiais ainda não consegui encontrar. Fica ai o apelo a alguma alma caridosa que me ache o primeiro álbum dos caras porque aqui na net não achei de jeito nenhum, mas, independente disso, o Indesinence é a dica para começar essa semana com o pé direito no abismo da vibe torta.

Au revoir!

 

Matéria escrita por Allan Daniel, baixista da banda Lacryma Sanguine.

 

 

Forgotten Tomb – …And Don’t Deliver Us from Evil

1351199423-forgotten_tomb_dont_deliverForgotten Tomb é uma banda italiana que dispensa comentários. Os primórdios na banda eram baseados numa sonoridade DSBM com grandes doses de doom metal, e a banda foi se moldando até chegar no som que pratica hoje, um depressive rock com grandes doses de desespero e agonia. E após o ótimo Under Saturn Retrograde, o grupo lança o ótimo “…and Don’t Deliver Us from Evil”, em 2012, pela Agonia Records. Antes mesmo de escutarmos o registro, já somos arrebatados pelo ótimo trabalho gráfico despreendido no álbum, feito pelo artista e músico Tumulash, da banda de black metal italiana Tumulus Anmatus. “Deprived” é a primeira músca e nos mostra a faceta nova do Forgotten Tomb, um rock enérgico com riffs poderosos e embebidos em desespero. A música ainda tem espaço para um lindo interlúdio mezzo-acústico de muito bom gosto, já nos mostrando a qualidade que serão apresentadas nas sete faixas do álbum. a faixa que dá nome ao álbum, “..And Don’t Deliver Us from Evil“, é a próxima e de cara nos joga num clima perturbador criado por desenhos exóticos nas cordas e bateria avassaladora. A música é se apresenta como uma tentativa de volta as origens da banda de forma grandiosa, apresentando a pegada que a banda mostrava outrora. “Cold Summer” nos mantém no abismo escuro e úmido que o Forgotten Tomb cria e novamente nos apresenta riffs bonitos e de criatividade palpável, a música também apresenta passagens bem lentas, outra característica do Forgotten Tomb de outrora que não é mais presente no som atual da banda.
Let’s Torture Each Other” traz uma pegada mais rock n roll, porém sempre com a pitada que pontua o som dos italianos, faixa interessante e pra mim, uma ótima junção das facetas da banda.”Love Me Like You’d Love The Death” traz momentos de lentidão exacerbada e carrega uma aura emotiva e depressiva notável. Destaque na música para o solo na parte final da música, carregado de feeling e demonstrando técnica, fazendo da canção um dos grandes momento do álbum. “Adrift” mantém a qualidade apresentada nas músicas anteriores, com destaque para os bem colocados vocais limpos de Ferdinando Marchisio. O italiano mostra que além de competente nas seis cordas, possui maleabilidade para variar de um vocal rasgado e cheio de desespero para uma voz lúcida.”Nullifying Tomorrow” é a última música do álbum e nos mostra bons leads de guitarra no começo, vocais poderosos e ao final, seções mezzo-acústicas carregadas de feeling. Mais uma vez, tendo grande trunfo nas guitarras solos e leads, criando uma atmosfera ímpar e terminando assim um álbum que reinventa o som do Forgotten Tomb e eleva o nome do grupo após o ótimo álbum anterior. Nota máxima e item indispensável.

 

Forgotten Tomb – …And Don’t Deliver Us from Evil (Agonia Records)

1. Deprived

2. …And Don’t Deliver Us from Evil

3. Cold Summer

4. Let’s Torture Each Other

5. Love Me Like You’d Love the Death

6. Adrift

7. Nullifying Tomorrow

 

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Resenha por Luiz Mallet. guitarrista das bandas Boreal Doom e Vociferatus

Ankhagram – Thoughts

343265Após a resenha do bom “Where Are You Now”, de 2010, venho até aqui novamente para resenhar o último álbum do Ankhagram, batizado “Thoughts”, lançado em 2012. O álbum chega até nós via Endless Winter. O registro começa com uma longa instrumental no piano chamada “Gates In Mind“, as melodias impostas são boas e até bem alegres, por assim dizer. Mas de qualquer forma é uma faixa longa para o começo de um CD (Quase seis minutos). Logo após temos “Don’t Feel This Life” e seus dezoito minutos de pura tristeza e depressão, com os vocais de Dead cumprindo bem o papel e superiores comparado ao cd anterior da banda. É uma ótima faixa e seu longo tempo não é notado devido a fluidez que a mesma apresenta. Logo após, temos “Lost In Reality” e seus teclados bem impostados (atenção no começo da segunda parte da música).
A quarta música da bolacha recebe o nome de “I’m A Fake” e novamente mostra bons teclados e levada na medida certa, monótona (nesse caso, não soando pejorativamente) e enérgica ao mesmo tempo, mantendo assim a linearidade em um nível superior. A próxima música se chama “Without Us” e possuí um vídeo oficial lançado no canal da banda (veja aqui). A música mantém o nível das outras (o final atmosférico é de uma beleza ímpar), porém, a banda usa de forma cansativa a mesma fórmula, fazendo assim com que o ouvinte sinta um cansaço na audição do CD, porém, sem perder a qualidade musical hora alguma. E por fim, temos a gigantesca instrumental de doze minutos nomeada “Thoughts” (que também tem um clipe oficial, veja aqui), terminando de forma perturbadora o registro. Um bom CD que mantém a regularidade do lançamento anterior, porém com alguns momentos cíclicos. De qualquer forma, um bom material para fãs do gênero.

 

Ankhagram – Thoughts (Endless Winter Records)

1. Gates in Mind

2. Don’t Feel this Life

3. Lost in Reality

4. I’m a Fake

5. Without Us

6. Thoughts

 

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Resenha por Luiz Mallet. guitarrista das bandas Boreal Doom e Vociferatus

Reino Ermitaño – Veneración del Fuego

Reino-Ermitaño-Veneración-del-FuegoFormado em Lima no Peru em 2001, e tendo debutado somente em 2003, confesso que esse material foi o primeiro álbum deles que tive contato.

E me surpreendeu pela ótima sonoridade, com suas guitarras pesadas e uma levada de metal setentista, fazendo um contraponto bacana com os vocais de Tania Duarte.

Os temas abordados nesse CD, vão desde a introspecção pura até os ritos antigos da floresta amazônica.

Esse é o primeiro álbum com o novo guitarrista Eloy Arturo e mesmo sem conhecer os trabalhos antigos, podemos notar o entrosamento da banda sendo um ótimo substituto.

O disco soa coeso e uníssono, deixando todas as faixas equilibradas, tornando difícil a escolha da melhor faixa, mas podemos citar algumas como Desangrándote, com uma levada sludge que empolga já nos primeiros riffs e dá até pra imaginar essa faixa ao vivo.

Cuando la Luz te Encontre tem uma levada Doom Tradicional e em seus 9 minutos podemos encontrar várias mudanças de andamento, ora arrastada ora psicodélica, temos uma passagem de violino que deixa a faixa mais melancólica e nos minutos finais temos até um solo de bateria.

Soy el Lobo e sua levada de metal setentista, El Rito e sua levada ritualistica (com o perdão do trocadilho) para depois seguir de forma lenta e sofrida, como se estivesse sangrando o animal em um ritual macabro.
Sangre India também é uma faixa que deve ser escutada com calma e certamente cairá no gosto dos fãs não só de Doom, mas de Heavy metal em geral. A parte acústica, seguindo uma influência das músicas folclóricas, com violão, arpejos de guitarra alternando com a sonoridade das flautas peruanas.

Para quem ainda não conhece o som desses hermanos peruanos, vale muito a pena e para quem já era fã, certamente esse álbum é um item indispensável em sua coleção.

 

Reino Ermitaño – Veneración del Fuego (I Hate)

1. Quimera

2. El Sueño del Condor

3. Sobre las Ruinas

4. Desangrándote

5. Cuando la Luz te Encuentre

6. Soy el Lobo

7. El Rito

8. Vente al Fuego

9. Sangre India

10. Cadáver, Semilla, Renacer

 

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