Grown Below – The Long Now
A primeira ouvida nesse debut já nos causa uma impressão agradável pela diversidade ritmica e sentimental que nos é transmitida em pouco mais de 60 minutos.
O que temos aqui é um sludge + doom + post rock, e que toda essa mistura de ritmos foi construída de uma forma natural e é simplesmente chamada Grown Below.
Trojan Horses (they Ride) abre o play e te joga na cara a ira sludge, com as guitarras sujas, bateria quebrada e vocais guturais, para depois ter a sensação de ser jogado ao chão e ser surrado até perder as forças. A sensação miserável que você sente ao ouvir as guitarras limpas/viajantes e os vocais melancólicos são desesperadoras. Podemos considerar a faixa seguinte Devoid of Ages como a parte final de Trojan Horses, onde a faixa anterior termina de forma calma, Devoid mostra que o moribundo ainda luta pela vida e sua pegada sludge nos mostra realmente isso.
O início de The Abyss me trouxe a mente o grande Celestial Season, por seu início tendo algumas linhas de violino sendo tocadas com as guitarras distorcidas e vocais guturais.
Um destaque para a faixa, vai para o dueto com a cantora Aurore Picavet, conhecida sob alcunha de Arconic.
Minaco II – Nebula é uma faixa instrumental, que vem de forma climática, talvez para conseguirmos recuperar o fôlego para a próxima faixa.
End of All Time começa de forma viajante, alternando passagens de guitarra sem distorção com guitarras sujas até a entrada dos vocais sofridos de Matthijs Vanstaen.
Vale destacar não somente o trabalho da banda em si, mas os vocais de Matthijs, pois o cara consegue ir da “ira” ao “melancólico” de forma ímpar, e por algumas vezes lembra o timbre de Laine Stayle (Alice in Chains).
The Long Now vem para encerrar o play e ao longo de seus 16 minutos nos trás um resumo de tudo que o ouvimos/sentimos durante a audição desse cd faço minhas a penúltima frase do cd: “Breathing my last vital breath”.
E Malklara é uma faixa instrumental que vem somente para certificar que o cidadão está apodrecendo em vida antes de seu último acorde.
Grown Below – The Long Now (Slow Burn Records)
1. Trojan Horses (They Ride)
2. Devoid of Age
3. The Abyss
4. Minaco II – Nebula
5. End of All Time
6. The Long Now
7. Malklara
Contatos:
https://www.facebook.com/grownbelow
http://www.grownbelow.bandcamp.com
Profetus – … to Open Passages in Dusk
Há pouco tempo atrás recebi essa obra prima do funeral doom finlandês, e por muitas vezes tentei escrever uma resenha que expressasse todo o sentimento que esse álbum transpassa.
O álbum começa com When Autumn Cries a Fiery Canticle e logo nos primeiros acordes gélidos faz-se ouvir os vocais falados, fazendo o prenúncio dessa missa fúnebre. Ao longo de seus 14 minutos toda a áurea depressiva/suicida vai se instalando no corpo do ouvinte, e fica um tanto impossível não sentir toda a agonia que sai pelos auto-falantes.
The Watchers Dusk segue a mesma linha da faixa de abertura, nos dando impressão de ser uma faixa apenas e em seus 12 minutos um mix de sensações é nos passado. Mas é bom o ouvinte não começar a repensar muito sobre sua vida, pois tenho certeza que não chegará ao final desse cd.
Os destaques nessa faixa ficam primeiramente para a bateria, pois para tocar um som nessa “velocidade” e se manter no tempo e conseguiu preencher muito bem os espaços, e outra são os violões tocados ao fundo dando um toque sutil para ela.
The Shoreless é a maior faixa do play, com seus 17 minutos, e ao acompanhar as letras uma frase me deixou pensativo: “Dying words broken into silent bliss of soul” (trad. livre: Derradeiras palavras divididas em êxtase silencioso da alma).
E para encerrar Burn, The Lanters of Eve que chega para enterrar o cadavérico doomster após essa missa funesta. Vale destacar nessa faixa a participação de F. P. Kutzbach da banda Procession, fazendo um contraste com os vocais cavernosos de A. Mäkinen.
Uma coisa a ser relatada que a arte gráfica do LP é muito mais bonita, pois possui a paisagem toda e infelizmente no CD foi editada.
Altamente recomendados para fãs do mais fúnebre doom metal, e amantes de bandas como Skepticism, Tyranny e outras mais oriundas da gélida Finlândia.
Escondam as giletes e tirem as crianças da sala, ok.
Profetus – … to Open Passages in Dusk (Weird Truth Prod)
1. When Autumn Cries a Fiery Canticle
2. The Watchers Dusk
3. The Shoreless
4. Burn, The Lanters of Eve
Contatos:
http://www.facebook.com/SaturnineDoom
http://www.myspace.com/profetus
Entrevista: (EchO)
Algumas bandas nos marcam de alguma forma e por um bom tempo elas fazem parte de nosso playlist diário, e por muitas vezes você se pega cantarolando passagens de alguma música. Com relação a essa banda italiana é justamente isso que acontece, por vezes já me flagrei “cantando riffs” ou mesmo algumas frases. Nessa entrevista que fiz com o simpático guitarrista Simone, nos dá mais detalhes sobre o início da banda, a gravação do debut, sobre algumas letras que de certa forma são bem pessoais, vamos conferir.
1. Gostaria que nos desse uma pequena biografia desde o surgimento da banda até a gravação de Devoid of Illusion.
Simone: Claro! A banda foi formada durante o Outono de 2007 com base em uma idéia de Tony (voz) e Simone M (teclados) com o objetivo de tocar doom metal com diferentes influências, em primeiro lugar o psicodélico. O line-up foi completado nos meses seguintes com Mauro (guitarra) e Simone S (guitarra). Após diversas mudanças de formação, apenas na Primavera de 2011 Agostino (baixo) se junta à banda dando estabilidade ao line-up.
Sobre lançamentos, publicamos uma demo chamada “Omnivoid” em 2008, um promo em 2010 e, finalmente, em 11/11/11 o nosso álbum de estréia “Devoid of Illusions”, gravado na Priory Recording Studios (Sutton Coldfied, UK) e Studios CMAT (Birmingham, Reino Unido) e produzido por Greg Chandler (Esoteric), que também aparece como convidado na última música do disco (Sounds from out of Space).
Nestes anos tivemos o prazer de dividir palcos com bandas como Agalloch, Dornenreich, Esoteric, October Tide, Dayligth Dies, Forgotten Tomb e muitos outros.
2. O álbum Devoid of Illusions foi lançado há pouco mais de três meses. Como está o feedback dele?
Simone: O retorno até agora está realmente bom, tanto do público e dos críticos, e o álbum também está vendendo muito bem, estamos realmente satisfeitos com isso.
3. Para mim Unforgiven March é uma das faixas mais marcantes do álbum, principalmente nessa passagem: “When hope is lost, When darkness is pain, No more love…no more hate… When the end is here, Just me and my denied chance, The time of doom has come…” . Como surgiu a idéia para ela?
Simone: A idéia básica além de “Unforgiven March” é (alguém que sofre de) dupla personalidade, a letra foi escrita como pensamentos de duas pessoas diferentes, mas no final você percebe que ele é apenas uma pessoa.
O refrão é como uma resposta do “meio ruim” para a “metade boa” (no verso citado).
4. Omnivoid tem uma sonoridade que vai para um lado mais post-rock, moderno ou mesmo djent. Gostaria que comentasse sobre essas sonoridades não tão corriqueiras ao death doom.
Simone: Na verdade, nós não nos importamos com qual gênero estamos tocando ao compor nossas músicas, baseamos nossa fase criativa em nossos sentimentos e sensações e todas as influências diferentes que você ouve no disco são uma conseqüência disso. E assim também o som de “Omnivoid” que vem das nossas origens musicais (já que somos 6 pessoas diferentes).
“Omnivoid” é também uma das músicas mais antigas (que era a faixa-título de nossa primeira demo também foi re-arranjadas e re-gravadas para o álbum). Então eu acho que lhe dá uma boa perspectiva sobre como começou e como nós evoluímos.
5. Disclaiming my Faults tem uma linha melódica em seu início que me lembrou muito a Disappear do Paradise Lost. E a letra dela é um tanto “doentia”, principalmente nessa parte “Whispering a deadly lullaby…it must end tonight… Cover my sight… Cover my sinfulness… Your primordial fears are the same as mine… Can I smother my child with a pillow? …disclaiming my faults… It’s in your eyes…” Como surgiu a ideia para essa também?
Simone: Esta idéia surgiu enquanto Tony e Paolo estavam discutindo sobre a negação.
Ele fala sobre como as pessoas se defendem contra a dor e se recusam a pensar sober o que aconteceu com eles foi real.
6. E quem você ja teve vontade de sufocar com um travesseiro?
Simone: Com o “meu filho” pretendemos que a criança interior que cada pessoa tem dentro, que é menos relacionado com dogmas sociais, e que está ligado com a negação.
Sufocando a criança interior que temos dentro é apenas um símbolo que usamos para expressar negação.
7. Apesar de ter somente uma demo e um álbum lançado e se alguém que não conhece a sonoridade do (EchO), qual faixa você recomendaria e que acha que melhor definiria o som.
Simone: Bem, eu acho que “Summoning The Crimson Soul” tem quase todas as características avaliadas da banda, mas eu pessoalmente escolho 2 músicas e que seria “The Coldest Land” e “Omnivoid”.
8. Muita coisa tem se falado sobre a internet e seus “downloads ilegais”. Qual sua opinião sobre isso?
Simone: Hoje ninguém compra mais os cds (também se houver um retorno da vinil e da fita), eu acho que uma boa idéia para o futuro seria começar a colocar os álbuns para download gratuito, também porque as bandas que tem sorte de ter a “banda” como um trabalho de viver só com os shows ao vivo e turnês, talvez colocassem o álbum para download grátis é também uma maneira melhor de ser conhecido por um maior leque de pessoas, que talvez venham a seus shows, e talvez comprem sua merchandising, se eles querem apoiá-lo.
9. Depois daquela onda metal melódico que veio da Italia e assolou o mundo anos atras, e agora parece que as bandas de metal extremo estão tendo uma abertura maior. Qual banda você destacaria?
Simone: Há um monte de bandas muito boas na Itália, no ano passado, dividimos o palco com grandes bandas como “Kubark”, “While Sun Ends” e “Sephira”, só para citar alguns deles.
Depois, há também os nossos bons amigos da “Synapses” e “Sunpocrisy” que acaba de lançar seus álbuns de estréia como nós, e para as bandas que eu acho que você já conhece que são “Forgotten Tomb” e “The Foreshadowing” que estão saindo com álbuns novos este ano e “Hour Of Penance” que fará uma turnê americana com Nile em poucos meses.
10. Obrigado pela entrevista e sinta-se livre em nos dar suas ultimas palavras aos leitores do Funeral Wedding.
Simone: Obrigado por esta entrevista e, obrigado a leitores do Funeral Wedding pela leitura.
Há o link para comprar o nosso disco de nossa gravadora BadMoodMan Records
http://www.solitudestore.com/en/product/echo-2011-devoid-of-illusions/
E aqui a nossa página no Facebook, que atualizamos todos os dias com links e notícias sobre a banda, datas de shows, turnês e tudo mais, portanto, fique atento lá se você quiser nos seguir.
http://www.facebook.com/pages/EchO/141116903052
Obrigado pela leitura!
Cheers
Simone & (Echo)
interview: (EchO)
Some bands mark in some way and for a long time they are part of our daily playlist, and you often find yourself humming some song passages. With relation to this Italian band that’s just what happens sometimes have found myself ”singing riffs” or even a few sentences. In this interview I did with friendly guitarist Simone, give us more details on starting the band’s recording debut, on some letters that somehow are very personal, we’ll check.
1. Would you like to give us a short biography of the band since the beginning until the recording Devoid of Illusion.
Simone: Sure! The band was formed during autumn 2007 based on an idea of Tony (voice) and Simone M (Keyboards) with the aim to play doom metal with different influences, first of all the psychedelic. The line-up was completed in next months with Mauro (guitar) and Simone S (guitar). After different line-up changes only in spring 2011 Agostino (bass) joins the band giving stability to the line-up.
About releases we published a demo called “Omnivoid” in 2008 a promo in 2010 and finally on 11/11/11 our debut album “Devoid of Illusions” recorded in the Priory Recording Studios (Sutton Coldfied, UK) and CMAT Studios (Birmingham, UK) and produced by Greg Chandler (Esoteric) that also appears as a guest in the last song of the record (Sounds from out of Space).
In these few years we had the pleasure to share stages with bands like Agalloch, Dornenreich, Esoteric, October Tide, Dayligth Dies, Forgotten Tomb and many others.
2. Devoid of Illusions The album was released just over three months. How is it feedback?
Simone: The feedback about now is really good both from the public and from the reviewers, and the album is also selling pretty good, we are really satisfied about it.
3. To me Unforgiven March is one of the most outstanding tracks on the album, especially this passage: “When hope is lost, When darkness is pain, No more love…no more hate… When the end is here, Just me and my denied chance, The time of doom has come…” .. How did the idea for her.
Simone: The basic idea besides Unforgiven March is that one of the double personality, the lyrics are written as they are the thoughts of 2 different persons, but at the end you realize that it’s only one person.
The chorus is like an answer from the “bad half” to what said by the “good half” (in the verse).
4. Omnivoid has a sound that goes to a more post-rock, modern or even djent. Would you like to comment on these sounds not so common to the death doom.
Simone: Actually we don’t care about what genre we’re playing while composing songs, we base our creative phase on our feelings and sensations and all the different influences you hear on the record are a consequence of this. And so also the sound of ”Omnivoid” comes from our musical backgrounds (we are 6 people so they are really diversified).
Omnivoid is also one of the most old songs (it was the title track of our first demo also if it has been re-arranged and re-recorded for the album) so I think it gives you a good prospective about how we started and how we evolved.
5. Disclaiming my Faults have a melodic line in its beginning it reminded me a lot to Paradise Lost’s Disappear . And her handwriting is a bit “sick”, especially this part “Whispering a deadly lullaby…it must end tonight… Cover my sight… Cover my sinfulness… Your primordial fears are the same as mine… Can I smother my child with a pillow? …disclaiming my faults… It’s in your eyes…” How did the idea for this too?
Simone: This idea came up while Tony and Paolo were discussing about denial.
It speaks about how people sometimes as first defends against pain refuse to think that what happened to them was real.
6. And who will you ever had to smother with a pillow?
Simone: With “my child” we intended the interior child that every person has inside, that is less connected with social dogmas, and that’s connected with denial.
Smothering the interior child we have inside is just a symbol we used to express denial.
7. Despite having only a demo and an album out and if someone does not know the sound of (EchO), which track would you recommend and do you think best define the sound.
Simone: Well, I think that “Summoning The Crimson Soul” has almost all the characteristics of the band, but i personally would choose 2 songs and they would be “The Coldest Land” and “Omnivoid”.
8. Much has been said about the internet and its “illegal downloads”. What is your opinion about that?
Simone: Today nobody buys anymore the cd’s (also if there is a coming back of the vinyl and of the tape), i think that a good idea for the future would be to start to put the albums for free download, also because the bands that are so lucky to have the band as a job live only with the live shows and tours and maybe putting the album in free download is also a better way to be known by a largest range of people, that maybe will come to your gigs, and maybe will buy your merchandise if they want to support you.
9. After that melodic metal where that came from Italy and devastated the world years ago, and now it seems that the extreme metal bands are having a larger opening. What band you highlight?
Simone: There are a lot of really good bands in Italy, last year we shared stage with great bands such as “Kubark”, “While Sun Ends” and “Sephira”, just to mention some of them.
Then there are also our good friends “Synapses” and “Sunpocrisy” who just released their debut albums like us, and for the bands that I think you already know there are “Forgotten Tomb” and “The Foreshadowing” that are coming out with new albums this year and “Hour Of Penance” that will make an american tour with Nile in a few months.
10. Thanks for the interview and feel free to give us his last words to the readers of Funeral Wedding
Simone: Thank you for this interview and thanks to Funeral Wedding’s readers for reading.
There is the link to buy our record from our label BadMoodMan Records http://www.solitudestore.com/en/product/echo-2011-devoid-of-illusions/
And here our facebook page, we update it everyday with links and news about the band, tour dates and everything, so stay tuned there if you want to follow us.
http://www.facebook.com/pages/EchO/141116903052
Thanks for reading!!!
Cheers
Simone & (EchO)
Serviço de Utilidade Pública

Os italianos doomers do (Echo) lançaram neste domingo, 29 de abril de 2012, um video para a canção “Once Was a Man”, do álbum de estréia “Devoid of Illusions”, que foi lançado em novembro passado pelo selo russo BadMoodMan / Solitude Prod.
O vídeo foi produzido em abril de 2012, por Black Night Productions.
Confira o vídeo no link abaixo.
Italian doom metal act (EchO) Released Sunday, April the 29th 2012, a videoclip for the song “Once was a man” from the debut album “Devoid of Illusions” Released last November by russian label BadMoodMan Records/Solitude Prod.
The video was produced during April 2012 by Black Night Productions.
Check the video on link below.
Interview: Tyranny
Going back to 2004, the first edition of Funeral Wedding, when I got the promo EP from Firebox, I was impressed with the sound of this band. And for a few months this album was my soundtrack. A year after we had the pleasure to witness the debut of “Tides of Awakening”, and after that the band disappeared. Going through the Metal-Archives, the band was with the status ”active” but no news related sites. Behold, I scour the internet and got the contact of guitarist Matti Mäkelä and exclusively did this little interview where we reported what was going on walks in the paths of Tyranny.
1. Would you like to give us more information about what happened with since the release of “Tides of Awakening” until the present day?
Matti Mäkelä: Tyranny has been quite silent and lying in wait for the most of this time, save for a few live performances. We’ve slowly been gathering our strength and composing songs though it seems it has taken ages. It requires the correct mood to be able to write this material, and we’ve also been quite busy with other aspects of life as well…
2. You mentioned that you perform some shows, who is in the current “live-lineup”?
Matti Mäkelä: The current live-lineup consists of 4 people… that being me (Matti) on leadguitars, Lauri on bass/vocals, a drummer and a sessionguitarist. Lately Jyri Lustig, a mate of mine from my other death metal band Corpsessed, has been helping us out as a liveguitarist. Before him we had J. of TotalSelfHatred and Night Must Fall on second guitar. The drummer is Lauri’s brother Tuomas. Lauri used to do synths/vocals live previously but switched to bass and we’ve currently dropped most of the keyboards out of our live sound. At one point we experimented with playing the keyboards from a tape/backingtrack with the drummer playing to a click, but somehow this destroyed too much of the mood of the performance, so we just decided to go without keyboards for the time being. Tyranny is a different beast live as on albums.
3. You already have two new songs, and some few more skeletons. You want to throw them all into the next album, or intend to give a preview of some EP?
Matti Mäkelä: We have a few recorded tracks and need to complete the other few to complete the whole album… These skeletal stages of the songs have existed for a few years now, but still need work to get them right. We’ve also been playing one of these new tracks live called “The Stygian Enclave”. It could perhaps be possible to release an EP with 2 new tracks, but it feels more natural for us to strive to complete a full conceptual album. The process will take as long as needs and there’s no point in rushing things…. though keeping silent for this long might make it seem to outsiders that the band would have ceased to be, which is not the case.
4. Did you get to record a track for the tribute to Skepticism and ended up getting out. Can you tell us what happened? And one day this version could be launched?
Matti Mäkelä: This was such a long time ago, somewhere after the “Bleak Vistae” EP was released. The Polish label Foreshadow were contacting bands for participating on the Skepticism tribute and invited us to join in. We were at first given free hands to start working on a song, and we chose “The March and The Stream” which to us was the most essential Skepticism track there is. We almost finished the song recordings (there are a few parts missing but mostly it was complete) when we suddenly got a message from the label that Skepticism didn’t want this particular track covered by anyone. Their reason for this was that the track was too personal for them, nothing personal against Tyranny… Very well then. The label asked us if we wanted to create another cover track, but we just decided to back out on the project – didn’t seem worth the work anymore. I’ve actually played our cover version to Matti from Skepticism later on and he didn’t seem to have anything against it. It’ll probably never be officially released anywhere, but rumour has it is floating somewhere around the internet, those who search might find it.
5. Both you and Lauri played in Wormphlegm and had a full length released in 2006 and then broke up. There is a forecast for a possible new release or definitely “Tomb of the Ancient King” is the first and last record?
Matti Mäkelä: Wormphlegm is me on guitars/vocals and Dirtmaster (A.K.) on drums/vocals, which was always the creative core of that band. Lauri joined us later as a live bassplayer and participated also on the recordings on the TOTAK album, with also providing vocals on the last track. It’s true that there hasn’t been much activity after the release of TOTAK as Dirtmaster hasn’t been really interested or involved in creating music within the last few years. He is such a pivotal part of the Wormphlegm concept that I simply can not do that project without him, which has put the band on hold. Wormphlegm was never a regularly active band to begin with. We were only active when we had an approaching live performance or something to record. So who knows, maybe something will emerge. I don’t know if the band is completely dead… perhaps just slowly rotting?
6. Comparing the two bands despite the different sound, there is the same sense desolation of both. How would you describe about them?
Matti Mäkelä: The concepts of both bands are completely different. My riffing might be similar, which certainly echoes similar sense of atmospheres in both, I would guess… I am but a slave to the manners of my style of playing. Wormphlegm dwells in more putrid depths and deals with pain, torture and nightmares and has a more violent and attackful nature. Tyranny tries to capture different atmospheres. Fear is one of the most prominent of those, but the atmospheres also appear more lucid and transcendental, but also there is certain defiance in the concept. Tyranny does not dwell in sorrow, but rather struggles against it.
7. Thanks for this short interview, and I hope to soon be able to talk more about the new material. I leave free space for your last considerations.
Matti Mäkelä: Thank you Rodrigo! I hope we can finish the next album soon as well… the work has seemed endless, and we are already way beyond the reasonable barriers of objectivity. Maybe we need to do something drastic… Time shall tell.
http://www.myspace.com/tyrannydoom
Entrevista: Tyranny
Voltando aos idos de 2004, na primeira edição do Funeral Wedding, quando recebi o promo do selo Firebox, fiquei abismado com o som dessa banda. E por alguns meses esse cd foi a minha trilha sonora. Um ano após tivemos o prazer de presenciar o debut “Tides of Awakening”, e depois disso a banda sumiu. Recorrendo ao Metal-Archives, a banda estava com o status de “active” mas nenhuma notícia em sites relacionados. Eis que fui vasculhar pela internet e consegui o contato do guitarrista Matti Mäkelä e com exclusividade fiz essa pequena entrevista onde nos foi relatado o que anda ocorrendo nos caminhos do Tyranny.
1. Gostaria que nos desse mais informações sobre o que ocorreu com o Tyranny desde o lançamento de Tides of Awakening até os dias atuais?
Matti Mäkelä: O Tyranny tem estado bastante silencioso e à espreita de mais este tempo, salvo para algumas apresentações ao vivo. Nós estamos lentamente reunindo força e compondo músicas que parecem que tomaram uma eternidade. Elas exigem o clima certo para podermos escrever este tipo de material, e nós também estivemos muito ocupados com outros aspectos da vida.
2. Você mencionou que realizam alguns shows, quem está na atual “live-lineup”?
Matti Mäkelä: A atual formação ao vivo é composta por 4 pessoas, sendo eu (Matti) na guitarra, Lauri no baixo e vocais, um baterista e um guitarrista. Ultimamente Jyri Lustig, um amigo meu da minha outra banda de death metal Corpsessed, tem nos ajudado como segundo guitarrista. Antes dele, tivemos J. TotalSelfHatred e Night Must Fall na segunda guitarra. O baterista é o irmão do Lauri, Tuomas.
Lauri costumava tocar teclado e fazer os vocais ao vivo, mas mudou para o baixo e estamos atualmente sem a maioria dos teclados do nosso som ao vivo. Teve um momento que nós experimentamos tocar os teclados de uma fita (backingtrack) com o baterista tocando em um clique (metrônomo), mas de alguma forma isso destruiu muito do ânimo do show, então nós decidimos ir sem teclados para as apresentações. O Tyranny é um animal diferente ao vivo do que nos álbuns.
3. Vocês já possuem 2 músicas novas, e alguns esqueletos de mais algumas. Vocês pretendem lançá-las todas num próximo álbum, ou pretendem dar um preview em algum EP?
Matti Mäkelä: Temos algumas faixas gravadas e precisamos terminar algumas outras para completar o álbum inteiro. Estes esqueletos (das canções) já existem há alguns anos, mas ainda precisam de trabalho para deixá-las melhor. Nós também estamos tocando uma dessas novas faixas ao vivo chamada “The Stygian Enclave”. Poderíamos talvez, lançar um EP com 2 músicas novas, mas parece mais natural para nós lutarmos para completar um álbum conceitual. O processo vai demorar tanto quanto as nossas necessidades e não há nada que nos apresse a fazer as coisas, embora se mantendo em silêncio por tanto tempo e faz com que as pessoas de fora pensem que a banda deixou de existir, o que não é o caso.
4. Vocês chegaram a gravar uma faixa para o tributo ao Skepticism e que acabou ficando de fora. Você pode nos dizer o que houve? E um dia essa versão poderá ser lançada?
Matti Mäkelä: Isso foi muito tempo atrás, em algum lugar depois do que o EP “Bleak Vistae” foi lançado. O selo polonês Foreshadow contataram algumas bandas para participar do tributo ao Skepticism e nos convidaram para participar. Estávamos prontos para começar a trabalhar em uma canção, e nós escolhemos “The March and The Stream”, que para nós foi a faixa essencial para que o Skepticism existisse. Nós quase terminamos as gravações da música (faltava alguns pedaços, mas a maioria estava completa), quando de repente recebi uma mensagem do selo que o Skepticism não queria que essa música em particular fosse gravada por qualquer pessoa. A razão para isso foi que a música era muito pessoal para eles, nada pessoal contra o Tyranny. Muito bem, então o selo nos perguntou se queríamos gravar uma outra faixa, mas nós decidimos desistir do projeto – não pareceu valer mais a pena o trabalho. Eu toquei a nossa versão cover para Matti do Skepticism, e ele não pareceu ter nada contra ela. Ela provavelmente nunca será lançada oficialmente, mas há rumores de que ela está navegando em algum lugar pela internet, aqueles que buscarem poderão encontrá-lo.
5. Tanto você como Lauri tocavam no Wormphlegm e teve um full lenght lançado em 2006 e então se separaram. Há uma previsão para um possivel novo lançamento ou definitivamente “Tomb of the Ancient King” é o primeiro e último registro?
Matti Mäkelä: Wormphlegm era eu nas guitarras / vocais e Dirtmaster (AK) na bateria / vocais, que sempre foi o núcleo criativo da banda. Lauri juntou a nós mais tarde como um baixista ao vivo e participou também das gravações do álbum TOTAK, com também fornecendo vocais na última faixa. É verdade que não houve muita atividade após o lançamento do TOTAK como Dirtmaster não está realmente interessado ou envolvido na criação de música nos últimos anos. Ele é uma parte fundamental do conceito Wormphlegm que eu simplesmente não posso fazer esse projeto sem ele, então colocamos a banda em espera. Wormphlegm nunca foi uma banda ativa regularmente para começar. Nós só a ativávamos quando tínhamos alguma performance ao vivo se aproximando ou algo para gravar. Então, quem sabe, talvez alguma coisa possa surgir. Eu não sei se a banda está completamente morta, talvez apenas apodrecendo lentamente?
6. Comparando as duas bandas, apesar da sonoridade diferente, há um mesmo sentimento de desolação de ambas. Como você descreveria sobre elas?
Matti Mäkelä: Os conceitos de ambas as bandas são completamente diferentes. Meu riffs podem ser semelhantes, o que certamente ecoa o sentido similar de atmosferas em ambos, eu acho. Eu sou apenas um escravo do meu estilo de tocar. Wormphlegm habita nas profundezas mais podres e trata de tortura, dor e pesadelos e tem uma natureza mais violenta e predadora. Tyranny tenta capturar diferentes atmosferas. O medo é um dos mais proeminentes, mas essas ambiências também parecem mais lúcidas e transcendental, mas também há o desafio determinado em seu conceito. O Tyranny não habita em tristeza, mas sim as lutas contra ela.
7. Agradeço por essa pequena entrevista, e espero para logo podermos conversar mais sobre o novo material. Deixo o espaço livre para suas ultimas considerações.
Matti Mäkelä: Obrigado Rodrigo! Espero que possamos terminar o próximo álbum em breve também. O trabalho parece não ter fim, e já estamos muito além das barreiras razoáveis da objetividade. Talvez precisamos fazer algo drástico. O tempo dirá.
Contato:
http://www.myspace.com/tyrannydoom
Entrevista: Mythological Cold Towers
Tive meu primeiro contato com essa banda na falecida coletânea “The Winds of a New Millennium”, onde um amigo havia adquirido o cd e veio até a mim e falou: cara, escuta essa banda aqui. E para a minha sorte pouco tempo depois havia saído o debut “Sphere of Nebaddon”. Anos se passaram, álbuns foram lançados e hoje prestes a viajarem para a Europa em sua primeira “tour” pelo velho continente, conversei com o guitarrista Shammash que nos deu mais explicações sobre o conceito do novo álbum “Immemorial”, sobre a expectativa da viagem e traçou um comparativo sobre a cena nos anos 90 e hoje.
1. O álbum Immemorial foi lançado no final do ano passado, gostaria de saber como está a aceitação dele, se vocês estão tendo um feedback legal desse play?
Shammash: Está bem satisfatória, pois a Cyclone Empire está fazendo um ótimo trabalho em divulgá-lo. O álbum saiu em Outubro de 2011, mas antes disso o selo enviou várias promos para diversos veículos ligados ao underground. Sendo assim, tivemos ótimas resenhas acerca de Immemorial, o qual foi muito bem aceito tanto pelos apreciadores de Doom Metal como na cena Metal underground.
2. Este novo álbum fecha a trilogia iniciada pelo Remoti Meridiani Hymni, mas sonoramente ele se aproxima muito do debut Sphere of Nebaddon, sei que não foi algo pensado, mas como foi o processo de composição dele?
Shammash: Aconteceram diversas coisas após o lançamento do penúltimo CD, The Vanished Pantheon, entre elas, mudanças na formação do Mythological Cold Towers. Então, começamos a pensar na proposta de um novo album. Queríamos uma sonoridade que estivesse mais próxima do Doom/death, mais frio e desolador que os albuns anteriores, mesmo mantendo as características épicas sempre exitentes durante longa jornada da banda. Desta forma, o resultado foi o que esperávamos, um álbum que resgatasse a profunda essência do Doom Metal, como nos velhos tempos, do início dos gloriosos anos 90. A sonoridade de Immemorial foi relativamente associada a do primeiro album, Spheres Of Nebaddon, justamente por ter essa característica fria, moribunda e austera de ambos os álbuns.
3. Como estão os ensaios para o show na Europa, mesmo sabendo que o baterista Hamon está morando na Irlanda?
Shammash: Ensaiamos com o áudio da bateria de Hamon. Sendo assim, estamos tranqüilos quanto a isso e os ensaios estão bem executados.
4. E como está a expectativa/ansiedade para esse show?
Shammash: Estamos ansiosos para tocar na Europa, onde muitos fãs de Doom Metal terão a oportunidade de nos assistir pela primeira vez. Há tempos planejávamos esta tour e agora acreditamos que seja o momento certo, devido a grande aceitação de nosso novo álbum que consolidou o nome da banda na cena Doom Metal mundial e por estarmos bem estruturados para que isso ocorra. Será memorável para nós e para a cena Doom Metal brasileira.
5. Já possuem alguma outra data agendada ou somente esta por enquanto?
Shammash: Por enquanto somente estas datas estão confirmadas, mas estamos trabalhando para que surja mais eventos em outros países. Assim que tivermos algo concreto anunciaremos em breve.
6. Estava vasculhando por alguns blogs pela net, (http://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2012/01/16/os-10-melhores-albuns-de-metal-de-2011/) e nele continha o novo álbum como um dos melhores discos lançados em 2011, vocês chegaram a ver sobre essa nota?
Shammash: Sim, nós vimos essa matéria. Ficamos muito satisfeitos porque acreditamos que, com o álbum Immemorial, nós alcançamos a nossa identidade como música e conceito e num país onde o Doom Metal é quase desconhecido e, algumas vezes, denegrido. Então essa boa repercussão que o álbum está tendo, fez com que muitas pessoas que não nos conheciam antes, ouvissem e respeitassem o nosso trabalho.
7. Mudando um pouco de assunto, já faz um bom tempo que venho reparando naquele ícone na logo de vocês e cada álbum ele muda, começando com aquela torre, que acredito que era a ideia original, passando por vários outros símbolos. Quais seus significados e como se deu a ideia para isso?
Shammash: Cada símbolo transmite uma espécie de ícone do contexto de cada álbum. No primeiro álbum, o símbolo é uma torre que marca a emersão do nome Mythological Cold Towers na cena underground. No segundo, trata-se de um guerreiro inca, que simboliza a mitologia sul americana. Já no terceiro álbum, o ícone simboliza o rituais sacrificiais das antigas raças pré-colombiana meso americanas. E no Immemorial, o símbolo sintetiza as lendas e raças que viveram nas profundas e frias florestas amazônicas.
8. Sabendo de sua grande atuação na cena nacional, gostaria que você citasse seu atual playlist e qual banda que você destacaria dentro do estilo.
Shammash: Difícil fazer uma lista, mas vou tentar listar o que tenho escutado ultimamente:
- TENHI – Savio
- ALCEST – Les Voyage de L’ame
- MY DYING BRIDE – The Barghest O’ Whitby
- DAVID GALAS – The Cataclysm
- TRIARII – Piece Heroique
- THE MOURNINGSIDE – TreeLogia
- ANKHAGRAM – Where are you now
- RAVENTALE – Mortal Aspirations
- SWALLOW THE SUN – Emerald Forest and the Blackbird
- SHATTERED HOPE – Absence
Como pôde notar, são várias bandas de estilos diferentes, difícil destacar uma em particular, pois elas tem sua importância pra cada estilo que elas seguem.
9. Por um período vocês estiveram diretamente ligados com a banda Spell Forest. Foi as conhecidas “diferenças musicais” que puseram o fim da parceria entre vocês?
Shammash: Minha saída foi por motivos de falta de tempo mesmo. Devido ao meu trabalho e faculdade, decidi me dedicar integralmente ao Mythological Cold Towers. Não havia diferenças musicais, pois nós gostamos de ouvir boas bandas de Black Metal também.
10. Sabendo que você sempre foi um batalhador pela cena underground, gostaria que você fizesse um comparativo da cena do início dos anos 90 com os dias atuais. O que mudou? O que continua igual? O que deveria ser feito para melhorar?
Shammash: A cena underground como um todo melhorou no sentido que há um público relativamente maior, mais estrutura, mais veículos de divulgação e a internet tem contribuído satisfatoriamente com isso. O problema é que, naquela época, as bandas, as pessoas que batalhavam na cena, eram mais perseverantes. Hoje em dia, por ser tudo mais fácil, as pessoas parecem que não dão o devido valor ao que realmente importa e muita coisa boa passa despercebido na cena, devido a grande concorrência e surgimento de muita coisa banal e clichê, falando de música pesada. Pouca coisa se salva. Em se tratando de Doom Metal, a cena no Brasil sempre foi algo isolado, sempre houve um descaso do público e da mídia especializada que nega ou faz do estilo, algo depreciativo. Mas estamos ai, junto com outras bandas de Doom, pra transformar essa imagem negativa e erguer a cena e resgatar o seu merecido respeito.
11. Agradeço pela entrevista e deixo o espaço aberto para suas últimas considerações.
Shammash: Agradecemos o espaço cedido ao Mythological Cold Towers. Força total ao Funeral Weeding blog, continuem apoiando o cenário Doom Metal. Aos leitores e fans de Doom, adquirem nosso último álbum, Immemorial, uma saga repleta de lendas vindas das profundas e úmidas florestas Amazônicas!
Contatos:
https://www.facebook.com/officialmythologicalcoldtowers
Barren Earth – The Devil’s Resolve
Quando debutaram no final da década passada, foi criada uma expectativa enorme acerca desse “super grupo” pois trata-se da a junção de ex-Amorphis + Swallow the Sun + Kreator + Moonsorrow. E confesso que apesar de ter achado bom o álbum de estréia, senti que ainda estava faltando algo e criei uma grande desconfiança a respeito desse The Devil’s Resolve. Para a minha sorte esse álbum acertou em cheio e em meios comparativos esse seria o álbum perdido entre o Tales from the Thousand Lakes e Elegy.
O álbum abre com Passing Of The Crimson Shadows, pois ela meio que resume o que vem a ser o álbum, passagens melódicas, guitarras pesadas, vocais guturais, uma certa dose de metal progressivo e servindo perfeitamente de aperitivo para aquela que chamo de Black Winter Day do Barren Earth.
The Rains Begin foi composta pelo mesmo cidadão que compôs um dos clássicos do Amorphis, e até a timbragem de seu instrumento, ao menos para mim, remete à citada canção. Não é cópia, muito pelo contrário, mas a sacada do teclado e aquela guitarra fraseando em cima já é bem conhecida.
Vintage Warlords segue numa mesma pegada de Drowned Maid, embalada e um pouco pegajosa. Chegando na metade da faixa, ela ganha velocidade e a vontade de aumentar o volume e enlouquecer dentro de casa batendo cabeça é grande, passado esse momento insano, ela tem uma quebrada de andamento e tudo soa tão melodioso, e novamente os vocais cavernosos de Mikko Kotamäki nos fazem companhia.
As it is Written começa com um toque de gaita-de-foles como se tivesse convocando todos para a batalha. Essa faixa tem um toque especial, pois mesmo com melodias fáceis e um apelo mais comercial, ela não enjoa, isso se deve à sua versatilidade/diversidade musical contida. Um detalhe nessa faixa é a parte de piano, com um toque “jazzistico” antecendendo a psicodelia no melhor estilo prog-metal que acompanha até o final dela.
The Dead Exiles é meio que o oposto da faixa anterior, com uma pegada mais voltada ao doom e um pouco introspectiva em seu início, apesar do caos sonoro que o acompanha ao fundo. Essa faixa mostra o quão diverso é o mundo musical do Barren Earth, pois passeia entre o doom, death e prog-metal, sem deixá-lo chato ou cair na mesmisse.
Oriental Pyre começa de uma forma nervosa e aos poucos vai se tornando a faixa mais progressiva desse disco.
White Fields segue a influência prog da faixa anterior e os vocais de Kotamäki principalmente nessa faixa, seguem a mesma linha de Jonas Renkse (Katatonia), fazendo um contraponto muito bom (musicalmente falando) para quem quiser comparar com o trabalho de sua outra banda.
E para fechar a versão normal do disco, Where All Stories End, outra faixa seguindo uma linha mais doom, num clima de despedida para deixar o ouvinte com vontade de botar a bolachinha para rodar novamente.
Para quem quiser desembolsar um pouco mais, pode comprar a versão de luxo que acompanha 2 bônus ou então a versão japonesa que traz de brinde, além dos citados bônus mais 2 faixas do ep Our Twilight.
Barren Earth – The Devil’s Resolve (Peaceville)
1. Passing of the Crimson Shadows
2. The Rains Begin
3. Vintage Warlords
4. As it is Written
5. The Dead Exiles
6. Oriental Pyre
7. White Fields
8. Where All Stories End
Contatos:
http://www.facebook.com/BarrenEarth
http://www.peaceville.com/
(EchO) – Devoid of Illusions
Após uma demo e um material promocional, eis que esses italianos chegam ao seu debut e já estava mais que na hora de ser lançado. Após a pequena intro, os primeiros acordes de Summoning the Crimson Soul surgem nos falantes e temos o início de um excelente melodic death/doom metal.
Abusando da afinação baixa e dos riffs sinistros aliados aos vocais cavernosos de Antonio Cantarin, deixam a faixa bem macabra, te levando do inferno ao céu após os climas de teclado e vocais limpos, para te trazer novamente ao vale das sombras.
Unforgiven March continua segurando sua alma fétida no umbral, principalmente pelas sensações de ira e angústia que essa faixa consegue lhe passar. Uma atenção especial para a letra, mesmo com pouco conhecimento de inglês o ouvinte é capaz de se imaginar perambulando pelo outro lado da vida.
The Coldest Land começa de uma forma viajante, com linhas de piano e guitarras sem distorção, vocais de um certo modo melódico e com a bateria acompanhando. Poucos segundos após temos o inverso, guitarras ultra pesadas e vocais cavernosos sendo vomitados, lembrando em muito o Swallow the Sun da época do Ghosts of Loss.
Internal Morphosis tem algo de moderno e doentio nela. Após um pequeno clima de teclado, temos um riff de guitarra/baixo até meio hipnotizante, principalmente ao ouvi-lo em fones de ouvido a seguinte frase: “… holding life for a lie…”.
Essa faixa pode funcionar muito bem ao vivo, mas o final dela seguindo uma linha math metal/djent, eu achei que poderia ter ficado de fora, mas nada que atrapalhe o andamento do disco, é somente uma opinião pessoal.
Após o turbilhão, chega a vez de Omnivoid e aquela viagem com uma dose de melancolia prosegue. Ao longo de seus primeiros 4 minutos, num total de 8, temos essas viagens psicodélicas/melancólicas e nos 4 minutos restantes temos uma mudança de andamento, com riffs ultra pesados e dignos de uma bateção de cabeça para já nos “acréscimos” se deixar morrer agonizando.
Os minutos finais da faixa anterior serve de preparação para Disclaiming my Faults. Guitarras pesadas intercaladas com notas de piano e logo me vem a mente a faixa Disappear do Paradise Lost, com o mesmo senso melódico/depressivo. A letra dessa música chega a ser doentia, e se torna tão atual aos fatos que acontecem em nosso dia a dia, e mesmo assim é capaz de chocar ao se imaginar tentando sufocar seu filho com um travesseiro.
Nos minutos finais com a intensidade musical aumentando, nos dá a impressão do seu eu racional tentando desesperadamente voltar ao seu corpo enquanto o animal interior insiste em lutar.
Once Was a Man é uma bela canção, sua linha melódica é poderosa, as dobras de vocais ficaram excelentes e fica impossível ouvi-la e não sentir o sopro melancólico em sua face.
Sounds from Out of Space vem para encerrar esse disco e de quebra temos a participação de Greg Chandler (Esoteric) que por acaso foi o produtor do disco.
E talvez pelo peso dessa participação, essa seja a faixa com uma levada mais funeral. Na segunda parte da música o vocalista Antonio Cantarin assume os vocais e a faixa ganha um pouco mais de “velocidade”.
Tenho certeza que ao chegar ao final desse disco, o ouvinte certamente irá olhar para o cd-player e colocará para rodar novamente.
(EchO) – Devoid of Illusions (Solitude Prod/BadMoodMan Music)
1. Intro
2. Summoning the Crimson Soul
3. Unforgiven March
4. The Coldest Land
5. Internal Morphosis
6. Omnivoid
7. Disclaiming My Faults
8. Once Was a Man
9. Sounds From Out of Space (feat. Greg Chandler)
Contatos:
http://www.facebook.com/pages/EchO/141116903052
http://solitude-prod.com/blog/lang/eng/2011/11/bmm-047-11-echo-devoid-of-illusions/

