Funeral Wedding

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HELEVORN “Burden Me”

Antecedendo o lançamento de seu novo álbum “Compassion forlorn”, os espanhóis do Helevorn liberaram seu primeiro single intitulado “Burden me”.
O video é bem produzido e dirigido, além de ter uma história bem angustiante.

Nux Vomica – Nux Vomica

nux_1500Definitivamente o noroeste estadunidense está se tornando o celeiro de bandas Sludge/Doom Metal. Após aquela onda “grunge” que assolou Seattle e aquela região lá nos anos 90, desta vez é Portland que está com os punhos cortados.

Vasculhando no metal-archives, essa banda está como “Melodic Death Metal/Crust”, talvez esse fosse o estilo adotado anos atrás, na época em que residiam em Maryland.

Cinco anos após terem lançado seu último álbum, eis que retornam com essa pedrada na orelha, contendo apenas 3 faixas em pouco mais de 40 minutos.

O disco abre com “Sanity is for the Passive” e tem seu início bem agressivo, não chegando a soar Melodic Death, mas é bem brutal. Já nos primeiros minutos temos uma bela quebrada em seu andamento e o som vai se arrastando até o seu final. Destaque para o vocal Just Dave que consegue passar agressividade e melancolia em seus grunhidos.

Seguindo em frente temos a depressiva “Reeling”, que se estende em seu início melancólico até seus 2 minutos, quando entra os vocais de Dave e a música ganha um approach mais voltado ao Sludge. Destaque nessa música para as linhas melódicas de guitarra de Tim Messing e Chris Control, que tocam também nas bandas Rotting Sky e Ephemeros respecticamente.

“Choked at the Roots” inicia com uma vibe meio hipnótica, numa levada de baixo e bateria e ao fundo as guitarras trabalhando de forma harmônica. Esta é a maior música do álbum, beirando os 20 minutos e nela encontramos diversas partes instrumentais que causam diversas sensações em quem as escuta, isso sem citar as inúmeras variações de andamento. Encontramos desde aquela melancolia extrema com uma levada mais arrastada até partes mais agressivas com direito a inúmeros ligados de guitarra, pedais dobrados e quase um blastbeat.

Quem procura um álbum agressivo, bem tocado mas sem perder sua áurea melancólica, eis o disco que procura.

 

Nux Vomica – Nux Vomica (Relapse Records)

1. Sanity is for the Passive

2. Reeling

3. Choked at the Roots

 

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Relapse Records

Doom of the Week: Pantáculo Místico

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No meio underground do metal, em qualquer lugar do Brasil, e até de outros países, sempre existem algumas bandas que acabam recebendo uma denominação ou um status bem peculiar para o estilo que eles representam: as bandas lendas-vivas.

Essas são as bandas que você ouve fala quando começa a conhecer mais da cena e sempre tem aquele amigo headbanger que conhece as bandas mais underground (sempre tem essa galera…) que, sabe-se lá como o indivíduo conheceu, ou que fez história por ser uma das primeiras de um determinado estilo ou por ter sobrevivido por tanto tempo apenas através da relevância de um álbum.

O Pantáculo Místico é uma dessas bandas que podem pegar com todo orgulho o medalhão dos lendas-vivas do metal cearense.

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Quando entrei no Lacryma Sanguine, sempre ouvi falar do Pantáculo Místico pelos outros membros da banda. Era, segundo eles uma das primeiras bandas de Doom Metal da terrinha, feito bem incrível diga-se de passagem. O Pantáculo surgiu em 1999 com a demo Magnitude Oculta, demo pedra que hoje talvez seja um item raríssimo para os fãs de Doom Metal.

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Com um Doom Metal clássico no estilo do My Dying Bride nos primeiros álbuns, o Pantáculo Místico possui uma tématica lírica sobre paganismo e ocultismo (como o próprio nome já entrega de bandeja, né?) e em português. A demo de Magnitude Oculta é um som tão pedra e tão 90’s Doom que é quase como sentir Baphomet dando aquela fungada marota no seu cangote aos poucos que os riffs lentos da banda vão se arrastando com o desenrolar das 6 faixas do album, em meios aos arranjos característicos dos teclados que davam aquela vibe “suave” ao estilo da época (e que até hoje muitas bandas do estilo ainda utilizam dessa sonoridade).

E daí que depois dessa demo, não rolou muita coisa nesse intervalo de quase 15 anos! A banda sumiu para algum outro macrocosmo e ficou por lá descansando na boa até que no comecinho desse ano os caras lançam o EP “Velados Por Entidades”, que contam com regravações de algumas músicas da demo de 1999, além da instrumental “Canalizando Energias Nas Dimensões do Além”.

Vale a pena sacar o som dos caras com o EP novo, mas eu confesso que ainda prefiro o som pedrada da primeira demo, porque nada é melhor que aquele som de metal brasileiro anos 90 feito na raça e sem a produção maravilhosa que hoje quase todas as bandas de metal têm e deixam o som mais pasteurizado que leite Tipo C.

Detalhe legal: Meu colega de banda, o guitarrista do Lacryma Sanguine, Yuri Nobre já chegou a fazer parte do line-up da banda, assim como o tecladista/vocal da Tenebra, o Edilberto Monte.

 



 

Matéria escrita por Allan Daniel, baixista da banda Lacryma Sanguine.

Rippikoulu – Ulvaja

rippikoulu ulvaja coverApós um hiato de quase 20 anos, eis que surge 3 músicas dessa que foi uma das primeiras bandas finlandesas a cantar em sua língua natal.

Segundo o press-release, chegou essa fita master com essa depressão sonora no bunker do selo Svart Records.

Deixando a parte burocrática de lado, encontramos aqui aquele velho Death/Doom Metal de outrora.

Esse play abre lindamente com “Jää Hyvästi Kaunis Kesä” e não haveria faixa melhor para abrir o cd. Logo aos primeiros acordes, temos uma linha de teclado que vai guiando a música e após os primeiros urros de Anssi Kartela temos uma pequena pausa no instrumental deixando apenas os teclados e uma linha adicional de piano e uma inclusão de uma voz feminina. Esse clima sorumbático me trouxe a mente um momento do filme Twin Peaks, onde o tom da voz é bem próximo do que acontece no filme.

Na sequência temos a pesada “Loputon”. Essa faixa segue na linha sonora que a banda fazía lá no início da década de 90, e aqui com uma pequena inserção de teclados para manter a atmosfera obscura. E para encerrar temos a música que dá nome ao play: “Ulvaja”. Ela abre com uma pequena vociferação da garota da faixa de abertura. Uma forte depressão se abaterá no ouvinte após a audição dessa música, pois ela tem uma atmosfera muito sombria, e carregada.

Para os amantes do bom e velho Old School Doom/Death Metal, fica a dica desse excelente material e sua aquisição pode ser feita via CD, LP ou de forma digital.

 

Rippikoulu – Ulvaja (Svart Records)

1. Jää Hyvästi Kaunis Kesä

2. Loputon

3. Ulvaja

 

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October Doom Festival

10564903_572613019516311_637124358_nO October Doom Festival terá sua 1ª edição no estado do Rio De Janeiro, no dia 10/10/14, o festival apresentara 7 bandas nacionais de doom metal, death metal, black metal entre outros. Durante os intervalos haverá uma DJ tocando DSBM (Depressive suicidal black metal), sorteios de CD’s, camisas, tatuagens e 2 garrafas de Jack Daniel’s.

Asaradel……………………..……………………..…..Necro Doom Metal – MG
The Black Cold……………………..……………………..…….Black Metal – RJ
Shadow of Suicide ……………………..…………..Doom/Death Metal – MG
Mortiferik……………………..……………………..……………..Doom Metal – RJ
Poeticus Severus……………………..…….Opereto Barbaricus Metal – RJ
Boreal Doom……………………..…………………..Funeral Doom Metal – RJ
Silentio Mortis + Doom Metal……………………..………..Doom Metal – RJ

Local: Planet Music, Av. Ernane Cardoso, 66, Cascadura/RJ
Dia: 10/10/14
Horario: Às 21:00 H
Ingressos: Antecipados: R$ 20,00   Na Hora: R$ 25,00

Kuolemanlaakso – Tulijoutsen

fireswan (Custom)Tulijoutsen, “O Cisne de Fogo” é o nome deste lindo álbum que os finlandeses do Kuolemanlaakso, lançaram neste ano sensacional que o metal esta tendo. Largando na frente em questões de técnica por ter nos vocais, Mikko Kotamaki (Swallow the Sun), o grupo desempenha o Death/Doom Metal bastante denso e com leves pitadas de Black Metal nas linhas vocais, lembrando os aspectos de musicas DSBM.

A arte do álbum que retrata o “cisne de fogo” já evidencia a criatividade do grupo e o sentimento de obscuridade e solidão. Uma das capas mais lindas que já vi, mostrando a grande ave em incandescência em primeiro plano, e num segundo plano a grande lua cheia emitindo uma grande quantidade de luz a ponto de fazer refletir as cores do belo cisne. Colírio para os amantes de imagens psicodélicas e enigmáticas.

Alem das sensacionais canções de Doom Metal, temos uma que foge totalmente a proposta do álbum. “Glastonburyn Lehto” quase não possui elementos de distorção, sendo quase totalmente violão, voz, baixo e percussão, um ambient rock, ou um quase burlesco, enfim, o fato e que apesar de a musica não se encaixar no Doom Metal, ela não fica pra trás, apenas uma amostra de que a banda pode se arriscar com facilidade em outros campos.

Pra terminar, gostaria de enfatizar, que apesar de toda a banda ser excelente de maneira geral, o que vai prender o ouvinte e o vocal de Mikko, que sabe alternar entre o gutural profundo, rasgados e o vocal limpo. Sensacional álbum de Doom Metal e certamente figura entre os melhores do gênero em 2014.

 

Kuolemanlaakso – Tulijoutsen (Svart Records)

1. Aarnivalkea

2. Verihaaksi

3. Me vaellamme yössä

4. Arpeni

5. Musta

6. Glastonburyn lehto

7. Tuonen tähtivyö

8. Raadot raunioilla

 

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Svart Records

 Resenha por: Guilherme Rocha

The Order of Israfel – Wisdom

549_TheOrderOfIsrafel_RGB[web]Quando recebi esse material pra resenhar, fiquei com uma pulga atrás da orelha, pois Doom Metal não é meu estilo de rock preferido. Mas basta ouvir os primeiros acordes de “Wisdom” para quebrar paradigmas e tentarmos decifrar a sabedoria desse álbum.

Nesse álbum de estréia da banda The Order of Israfel, há uma mescla de gêneros perfeitamente harmonizados variando do Doom, passando por Heavy, Hard e Folk, usando em suas letras temas espirituais, sombrios, filmes antigos de terror, magia, passagens épicas e medievais, vertendo para questões de autoconhecimento e assuntos da natureza.

Fortes influências de Black Sabbath e Candlemass são evidentes nessa debut, mas cabe frisar também Cathedral, Sepultura (Beneath the Remains), Krux, Place of Skulls e Reverend Bizarre, que serviram de grande inspiração a Tom Sutton para viajar ao interior de sua alma e compor as canções.

A sonoridade desse álbum é destacável. Riffs de guitarra em linha reta e pontuais, sem exageros, sem efeitos em demasia, vocais melódicos e limpos, sem berros ou guturais forçados, bateria e baixo em constante harmonia e até um violão acústico em estilo folk nos remetendo a um ambiente nostálgico na Idade Média ou nas longínquas florestas suecas, compõem Wisdom.

Sutton trabalhou anos nesse álbum e o resultado foi essa bela produção, unindo diversos elementos místicos e misteriosos, transpondo suas ideias e pensamentos de forma limpa e crua numa atmosfera única em consonância e em perfeita harmonia com seus colegas de banda.

Tal qual o arcanjo que dá nome à banda, “The Order” tem a missão de conduzir os cânticos de louvores por meio de suas trombetas (ou guitarras), levando vida (ou sabedoria) a milhares em diferentes línguas. Musicalmente, The Order of Israfel consegue transpor essa magia por meio dessa debut.

 

The Order of Israfel – Wisdom (Napalm Records)

1. Wisdom
2. On Black Wings, A Demon
3. The Noctuus
4. The Earth Will Deliver What Heaven Desires
5. The Order (Bonus Track)
6. Born For War
7. Promises Made To The Earth
8. The Vow
9. Morning Sun (Satanas)

 

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Napalm Records

Resenha por: JC Wanzuita

Cemetery Fog – Towards the Gates

cemetery fog - EP coverRecebi no início deste ano uma demo tape dessa banda, que foi lançada pelo selo alemão Iron Bonehead e apesar de ter gostado do som, acabei não me atentando muito e mal acabei escutando.

Alguns meses depois chega um novo lançamento deles, esse MLP intitulado Toward the Gates, lançado também pela Iron Bonehead.

Pouca coisa é encontrado deles na internet e o press release é bem defasado, mas podemos dizer que da demo tape para esse material, a banda sofreu uma baixa de 2 integrantes.

Esse play tem apenas 5 músicas, sendo uma intro e um outro que serve de abertura e encerramento do play, respectivamente, e as faixas tocadas são de duração mediana, sendo a menor com pouco mais de 7 minutos.

Analisando a parte sonora, encontramos um Death/Doom Metal com os 2 pés fincados na sonoridade do início dos anos 90, ou seja, bem Old School.

Após a climática “Intro” temos “Withered Dreams of Death” e seu riff introdutório me lembrou de leve o EP do Rotting Christ – Passage to Arcturo. Principalmente com os “voices” de teclado dando aquele clima sombrio.

“Embrace of Death” vem na sequência e tem uma pegada um pouco mais rápida, lembrando ao longe o primeiro disco do Paradise Lost. Aqui também encontramos aqueles teclados a lá Rotting Christ, e seu uso é bem sutil, apenas preenchendo supostas lacunas e dando mais melodia para os riffs cortantes de J. Filppu, que também é encarregado dos vocais. Um destaque para a mudança de andamento próximo ao final da música, com arpejos de guitarra (lê-se dedilhado) e vocalização limpa.

“Shadow of her Tomb” tem um clima bem arrastado, quase lembrando um Funeral Doom, destaque para o baterista V. Kettunen que varia bem as batidas e não deixa a música monótona. Vale destacar tambem uma pequena vocalização ao fundo, que acompanha o riff de guitarra, trazendo uma certa melancolia para a música.

Para encerrar temos a “Outro” que dá nome ao disco para dar fim de forma pacífica e deixar-se morrer em paz.

 

Cemetery Fog – Towards the Gates (Iron Bonehead Records)

1. Intro

2. Withered Dreams of Death

3. Embrace of the Darkness

4. Shadow of Her Tomb

5. Outro – Towards the Gates

 

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cemeteryfogband@outlook.com

Iron Bonehead

Hell/Amarok – split

amarok_split-coverRecebi há pouco tempo esse split lançado via Pesanta Urfolk, contendo as bandas Hell e Amarok.

Iniciando a primeira faixa, temos uma one man band de Sludge/Drone/Doom Metal e temos 3 atos que totalizam pouco mais de 18 minutos.

“Deonte” dá início a saga arrastada e desesperada, com riffs soturnos e afinação extremamente baixa, aliados às batidas cadenciadas de bateria e os grunhidos desesperados em forma de vocal. No segundo ato temos “Oblitus” que me pareceu ser apenas uma passagem instrumental, já que a minha cópia é digital e veio tudo num track só, e serve como abertura para a desoladora “Dolore”.

Esta última faixa é de uma beleza ímpar, mesmo não trazendo nada de novo, a maneira que M.S.W. utiliza os instrumentos causa uma certa angústia ao ouvinte. Nos minutos finais temos uma passagem com violino, o que me lembrou muito o My Dying Bride em seu álbum de estreia.

Na sequência dessa depressão toda, temos os também estadunidenses oriundos de Portland, Amarok.

E já nos primeiros acordes dessa faixa, posso me dizer que me tornei fã da banda. Pois o som deles consiste em tudo aquilo que precisamos: acordes pesados, vocais cavernosos, andamento arrastado, tudo envolto por uma atmosfera densa e inebriante.

As linhas de vocais são divididas entre o baixista Brandon e os guitarristas Dave e Jeremy.

Próximo da metade da faixa temos uma passagem calma, quase atmosférica, com uns arpejos de guitarra e linhas de teclado e violino criando toda uma ambientação fúnebre.
Após essa ambientação toda, fica impossível o ouvinte não começar a pensar seriamente sobre os acontecimentos de sua vida, ou o que virá a seguir.
Seguindo para a reta final da música, encontramos um belo fraseado que poderíamos chamar de solo e chegamos ao final em meios a urros e grunhidos e com o sentimento de ter sido atropelado por uma pick-up desgovernada.

Para quem ainda não os conhece, fica a dica de duas bandas que irão fazer seu dia ser mais “feliz”.

 

Hell/Amarok (split) – (Pesanta Urfolk)

1. Deonte : Oblitus : Dolore

2. V- Red Oak Wisdom

 

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Pesanta Urfolk

Amarok Bandcamp

Steak – Slab City

DAX112XT.pdfApós lançarem duas EP’s, Disastronaught (2012) e Corned Beef Colossus (2013), o quarteto londrino da banda STEAK lança o tão aguardado CD Slab City. Gravado em Palm Springs, na Califórnia e com participação nos vocais do renomado John Garcia, o que demonstra as influências e semelhanças na sonoridade da banda pela grande Kyuss.

Esse álbum evidencia o amadurecimento do grupo iniciado em 2010, que se diferencia não somente pelas boas músicas, mas também pela originalidade em transpor suas letras e promos no ambiente dos quadrinhos homônimos estilizados pela DC Comics.

Slab City contém 10 faixas, sendo oito inéditas (Liquid Gold e Machine fizeram parte das EP’s anteriormente lançadas) e destacam-se pela ótima sonoridade em cada uma delas e os coloca em lugar de destaque no cenário stoner metal. Sons recheados de efeitos, distorções e levadas fuzz com wah-wahs, grooves, riffs de guitarra, solos de batera e vocais rasgados compõe o álbum.

O álbum inicia-se com “Coma”, uma espécie de intro que nos remete a uma atmosfera psicodélica e um ambiente espacial, que é interrompido com leves riffs de guitarra e um vocal nervoso e rasgado de Kippa.

Em seguida rola a já conhecida e bem trabalhada “Liquid Gold”, faixa destaque da EP Corned Beef Colossus, que em Slab City foi ligeiramente regravada, mas sem perder sua essência.

Na seqüência rola a música-trabalho do álbum, “Slab City”. Uma faixa com boa levada sonora e um vocal mais limpo.

Mas engana-se quem acha que o álbum tomaria esse rumo de calmaria até ouvir “Pisser”. Uma faixa que com pegada speed metal com uma grande entrada de guitarra e batera, nos remetendo a uma cena de filme em que ladrões fogem da polícia em uma auto-estrada a toda velocidade.

“Quaaludes and Interludes” com pouco mais de 1 minuto é a única faixa instrumental do álbum, parecendo ser a finalização de “Pisser”.

“Roadhead” é outra pancada nos ouvidos variando do speed ao heavy com ótimo vocal e sonoridade. Ideal pra ouvir no carro a caminho da praia num sábado à tarde bebendo cerveja.

Outra regravação do álbum é a bem trabalhada “Machine”, segunda faixa da primeira EP.

Outro grande som é “Hanoid”, com boa levada no groove e belo vocal de Kippa e antecede a ótima “Rising”, faixa bem trabalhada com som e vocal tão perturbadores quanto o vídeo dessa música.

Essa debut fecha o bônus “Old Timer DW” que nos deixa com a expectativa do que esse quarteto poderá fazer nos próximos trabalhos, já que após esse lançamento, sem dúvidas, passaram de banda promissora para firmarem-se no concorrido cenário stoner metal.

Certamente, Slab City é uma ótima pedida pra quem curte um “bife” ao ponto.

 

Steak – Slab City (Napalm Records)
1. Coma
2. Liquid Gold
3. Slab City
4. Pisser
5. Quaaludes and Interludes
6. Roadhead
7. Machine
8. Hanoid
9. Rising
10. Old Timer D.W

 

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Napalm Records

 

Resenha por: JC Wanzuita

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