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PIG DESTROYER: Announce Mass & Volume EP Release; Confirm Live Appearances

daea511e-b320-45f1-9397-caea66be7361Previously Digital-Only Doom EP to See Full Release This Fall

Grindcore Masters PIG DESTROYER are set to release a two song doom EP entitled Mass & Volume this fall. Previously available for a limited time as a digital only release with all of the proceeds going to the family of former Relapse Records employee Pat Egan, who tragically passed away last year, this cult release will now be available on physical formats for the first time ever.

Written and recorded during the final hours of the sessions for 2007’s Phantom Limb LP, Mass & Volume finds PIG DESTROYER’s typically break neck speed virtually come to a grinding halt with two epic songs of crushing doom. The album will be available on October 14th in North America, October 13th in the UK/World and October 10th in Germany/Benelux/Finland. Mass & Volume will be limited to a one time press of 2000 CDs worldwide and a limited run of colored vinyl, each featuring the stunning cover art from legendary artist Arik Roper (High on Fire, Sleep). Pre-Orders are available HERE while samples from the album can be heard HERE.

 

Additionally, the band has announced two special winter shows with direct support from Dropdead, including the band’s first ever appearance in Boston, MA. The dates are listed below with more openers to be announced shortly.

 

Stay tuned for more information on PIG DESTROYER including additional show announcements.

Hear a Sample of ‘Mass & Volume’ Here

Pig Destroyer Tour Dates:

 

Dec 19        Boston, MA             Brighton Music Hall

Dec 20        Philadelphia, PA     First Unitarian Church

Lachrimatory – Transient

O Lachrimatory sempre nos brindou com excelentes canções, vide o seu material anterior e nesse debut não seria diferente.
Após os primeiros acordes da faixa de abertura “Seclusion”, começa a nossa jornada pelos caminhos obscuros da alma. Ao fechar os olhos e se deixar levar pelas linhas de cello, o sujeito vai encarando/encarnando a música de uma forma que parece a trilha sonora de sua viagem transcendental. As já citadas linhas de cello, aliadas as melodias funestas do tecladista/vocalista Ávila Schultz e até passagens de flauta dão o toque especial no som desses curitibanos. A faixa seguinte, “Lachrimatory”, é para mim a depressão representada em forma de música. Seguindo numa linha funeral doom, eles conseguiram aliar melancolia e melodia de forma esplendorosa, e na hora que entra os corais na metade da música, são de fazer você começar a pensar seriamente sobre sua existência na terra. Ao vivo essa passagem da música se torna miserável e pode causar sérios transtornos obsessivos.
“Twilight” começa de uma forma mais “animada”, e novamente se faz presente as linhas de flauta, e temos o prazer de ouvir o vocalista Ávila deixando de lado o seu gutural para realmente cantar, e logo temos uma bela passagem atmosférica com piano sendo tocado em meio a vocais falados dando um toque especial na faixa.
“Clarity” e “Deluge” me trazem a mente os primeiros trabalhos de Celestial Season e My Dying Bride respectivamente, este último principalmente pelas linhas e timbre do vocal.
E para encerrar esse excelente debut temos “Void”, a passagem sinistras de cello/guitarras e vocais falados, dão um certo desespero no ouvinte e de forma magistral termina de lhe enterrar no limbo de sua existência, a sua vida sofrida que lhe foi trazido a mente durante a audição desse play.
Agora você tem mais uma chance para adquirir esse play, já que esse cd foi lançado de forma independente no passado e agora está sendo relançado via Solitude-Prod.
Está esperando o que para adquirir o seu?

 

 Lachrimatory – Transient (Solitude-Prod)
1. Seclusion
2. Lachrimatory
3. Twilight
4. Clarity
5. Deluge
6. Void

 

 

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Doom:VS – Earthless

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Há muito tempo esperei por esse lançamento e posso garantir que cada segundo de espera valeu a pena.

O Doom:VS conseguiu criar uma identidade para o seu som, e ao ouvir os primeiros acordes, você já reconhece a banda que está executando o som. E isso já vem desde os tempos de sua demo Empire of the Fallen, que coincidentemente completa 10 anos de seu lançamento.

Lembro que foi anunciada a participação de Thomas A.G. do grandioso Saturnus, e assim como seus outros lançamentos, pensei que seria apenas uma pequena participação. A surpresa maior foi saber que o cidadão citado, canta apenas no álbum todo e o resultado foi muito satisfatório.

O álbum abre com “Earthless” e para mim não haveria abertura melhor para o disco. Riffs soturnos, andamento arrastado e o toque especial para as linhas de vocal saturnianas de Thomas. Passando paraque segue na mesma pegada e a cada minuto passado, o álbum vai se tornando mais intimista.

Chega a vez de “White Coffins” e para mim, essa é uma das melhores faixas já compostas por Johan Ericson, pois ela meio que reflete tudo aquilo que já foi construído nesses 10 anos desse projeto. O riff principal me levou lá para o início da banda da época da já citada demo/Aeternum Vale e ainda assim, mantém uma sonoridade atual do decorrente álbum.

“The Dead Swan of the Woods” mantém aquela levada dos primeiros álbuns do Doom:VS, sem soar datado e sua melodia depressiva serve como uma prévia para as duas próximas músicas. “Ocean of Despair” mal inicia seus acordes e você sente a atmosfera ao seu redor se transformando, se tornando muito mais pesada que o usual. Passado os primeiros minutos de toda aquela morosidade, eis que para meu espanto, surge um vocal diferente do que estava acontecendo até então no álbum. Na hora pensei que fosse mais uma participação especial e ninguém menos que Patrick Walker (40 Watt Sun / ex-Warning), e cheguei a indagar o Johan sobre esse vocal, mas ele falou que era apenas ele mesmo cantando.

E para encerrar essa depressão sonora com pouco menos de 1 hora de duração a derradeira “The Slow Ascent”, e se o estrago causado ao ouvinte no decorrer do álbum já era grande, nessa faixa que ele vai juntar os pedaços que restaram de seu corpo mutilado.

Fica uma dica para o depressivo ouvinte, para sua segurança, esconda os objetos cortantes quando for ouvir esse álbum.

 

Doom:VS – Earthless (Solitude-Prod)

1. Earthless

2. A Quietly Forming Collapse

3. White Coffins

4. The Dead Swan of the Woods

5. Oceans of Despair

6. The Slow Ascent

 

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Solitude-Prod

Mantar – Death by Burning

File_1148, 3/21/11, 2:33 PM, 16C, 2848x3627 (1091+1438), 75%, New Setting 2,  1/15 s, R91.6, G87.5, B128.0Lançado no início deste ano via Svart Records, esse duo consegue ser tão barulhento e cativante com seu Sludge Metal.

Contendo apenas guitarra, bateria e voz, eles conseguem em pouco menos de 45 minutos deixar o ouvinte desnorteado como se tivesse acabado de ser atropelado por uma carreta.

O play abre com a esporrenta “Spit”, que é uma escarrada na cara dos menos desavisados. Os vocais de Hanno são verdadeiros grunhidos e tu consegue sentir sua ira em cada verso.

Na sequência temos “Cult Witness” e seu início me lembrou o grandioso Khold, pela sua simplicidade envolvente. No avançar da música, sentimos a mesma ira da faixa anterior emanando pelos falantes.

“Astral Kannibal” é uma faixa bem cadenciada e deve funcionar muito bem ao vivo, pois ela tem peso e uma levada bacana na bateria. E quando menos esperar você está cantarolando o refrão.

“Into The Golden Abyss” mal começa e fica inevitável não esboçar uma bateção de cabeça. A sua levada no decorrer da música é mais lenta, recheada de notas dissonantes e uma boa pegada na guitarra. Vindo na sequência temos “Swinging the Eclipse” onde destacamos a quebrada em seu andamento, no meio da música para  o final, servindo de preparação para a faixa seguinte “The Berserkers Path”.

Essa faixa tem um riff principal, e uma voz meio que narrando ao invés de cantar.

Não sei o porque, mas o timbre desse “vocal” me lembrou o enfadonho grupo Comunidade Nin-jitsu com a sua música Detetive, mesmo eu sabendo que não tem nada a ver.

Passando por esse ponto mediano temos o pique batendo lá em cima com “The Huntsmen”. Essa para mim é uma das melhores faixas do disco. Temos além das guitarras pesadas e grunhidos, um blast beat que deixaria muitos bateristas com inveja. O que mais me chama a atenção, não apenas nessa música mas no álbum todo é essa alternância de tempo e andamentos, sem perder a dinâmica das músicas.

“The Stoning” é outra música que te tira pra bater cabeça no meio da sala. A única coisa que podemos lamentar nessa faixa é ela ter quase 3 minutos, e por muitas vezes eu coloco novamente para rodar.

Chegando ao final do play, temos as duas maiores músicas, “White Nights” e “March of the Crows” respectivamente.

A primeira tem um andamento bem lento, beirando ao Doom Metal e ao entrar os vocais de Hanno o riff começa a soar um tanto apocalíptico.

Não haveria faixa melhor para encerrar o álbum e literalmente se sentir marchando com os corvos. A lentidão e peso da faixa nos brinda com um belo instrumental e nos faz morrer em paz.

 

Mantar – Death by Burning (Svart Records)

1. Spit

2. Cult Witness

3. Astral Kannibal

4. Into the Golden Abyss

5. Swinging the Eclipse

6. The Berserker’s Path

7. The Huntsmen

8. The Stoning

9. White Nights

10. March of the Crows

 

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Svart Records

WINDHAND – “Orchard” from the album ‘Soma’


credits:
WINDHAND – “Orchard” from the album ‘Soma’
Subscribe to Relapse: http://bit.ly/RelapseYouTube

Purchase on Relapse Recordshttp://bit.ly/WindhandSoma
Purchase on iTunes: http://georiot.co/14Qj
Purchase on Bandcamp: http://bit.ly/wg5C8i

Available now on CD/2xLP/Digital on Relapse Records.

Footage compiled by Jordan
www.admit2nothing.tumblr.com

Shallow Rivers – Nihil Euphoria

bmm065-13A internet trouxe aos headbangers uma vantagem imensa de conhecer bandas dos mais longínquos países e deu as bandas também a chance de divulgar seu trabalho para o mundo todo. É muito fácil hoje em dia você conhecer um grupo de cabo a rabo, conhecer a história de um grupo ou até mesmo de todos os gêneros. Basta um dia de pesquisa para que o mais recente fã já se ache capaz de poder explanar sobre cada subgênero e de onde surgiu cada vertente e etc… Todo esse acesso ás informações e bandas fez crescer o Heavy Metal em geral. Bandas e mais bandas brotam a cada dia, ao custo de fama ou de apenas fazer o som que lhes agrada e agradar os fãs que gostam do mesmo subgênero. Uma coisa é certa: A dificuldade de se destacar em meio ás já consagrado bandas, tentar não passar despercebido no meio de um mar que transborda cada vez mais grupos qualificados tecnicamente. Obviamente que isso é uma tarefa bem difícil, se destacar não depende somente da qualidade executada na música, você pode ser um excelente músico individualmente, mas uma banda não será reconhecida se apenas os solos de guitarras forem bons, ou vai?

Enfim, me desculpem se fui longe demais com a introdução acima, mas fiz, pois, assim como em qualquer outro estilo, o Doom Metal pode ser bastante maçante aos ouvidos. Tem de ter certa paciência e uma propensão á melancolia e depressão (não é uma regra), mas acima de tudo é preciso saber filtrar as bandas á se conhecer.

Os russos do, Shallow Rivers, se denominam como Doom/Death Metal . O que faz uma banda ser do subgênero “Doom Metal”? O som mais cadenciado? Letras referentes a tristeza e solidão? Clima mais atmosférico e sombrio? O Shallow Rivers agrega tudo isso, mas não tão brandamente como outras bandas do mesmo segmento. Creio que isso se deve ao de muita atenção ao desenvolver as músicas. O grupo existe desde 2007 e somente em 2013 lançaram esse excelente álbum intitulado, “Nihil Euphoria”. Composto apenas por dois integrantes, o Shallow Rivers não é nada original, é Death Doom Metal mesmo, mas de muita qualidade nas composições, não soando maçante ou enjoado em nenhum momento, tentam sempre criar uma atmosfera marcante em cada passagem de suas longas canções. Podem conferir na excelente faixa, “The Weeping Lotus Dance”, lindos riffs, algumas até “Opethianos”. É bem verdade que isso os afasta um pouco do Doom Metal, mas as essências atmosféricas e líricas estão lá, apenas incrementadas com muita técnica.

Indico muito que ouça não só uma vez essa bolacha, pois é preciso algumas audições para chegar à conclusão que esse é na realidade um baita lançamento de Doom Metal, um dos melhores do ano sem dúvida. Matador!

 

Shallow Rivers – Nihil Euphoria (BadMoodMan/Solitude-Prod)
1. Nihil Euphoria
2. Echoes of the Fall
3. Leda and the Swan
4. The Weeping Lotus Dance
5. To the Fairest
6. If Ever
7. Down the River to Vortex
8. Before the Light Fades
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Resenha por: Guilherme Rocha

Grimfaith – Preacher Creature

bmm060-13É inegável a importância do grupo português Moonspell para cena do Gothic Metal, e grande parte dessa importância é atribuída ao estilo vocal de Fernando Ribeiro, um verdadeiro mestre do gênero. Percebemos muitos grupos novos tentando traçar os mesmos caminhos deste gigante grupo que é o Moonspell, mas a verdade é que uma tarefa bastante difícil, obviamente. E é baseado nas linhas sonoras dos portugueses que os ucranianos do Grimfaith apostam para fazer um som de qualidade, e conseguem bem… Ou quase.

Tendo iniciado suas atividades em 2002, o Grimfaith lançou em 2013, seu segundo trabalho, intitulado de: Preacher Creature. Pois bem, intercalando o som entre um Gothic Metal e alguns traços de Suomi e Doom Metal a banda se sai muito bem até a sexta canção do álbum. De verdade, o grupo é matador em suas 6 primeira músicas, com destaque para, “Saint-Demonic Smile Or Sex In Heaven” que é a perfeita amostra de qualidade do grupo em todos os gêneros melancólicos que abordam, sobrando até espaço para blast beats no final da música. Os vocais de Moregrim são sensacionais, e devo ser justo e frisar que, Fernando Ribeiro não é a única influência do ucraniano, pois é evidente a similaridade vocal com, Ville Vallo e Ville Laihiala (H.I.M e Sentenced respectivamente).

Infelizmente, como já mencionei, as outra metade do álbum não é tão brilhante. As canções são mais simples, e não chamam a atenção. Talvez tenha faltado a criatividade. Tanto é que colocaram um até um cover de Mick Jagger no meio do cd (God Gave Me) o que me desagradou bastante aliás, apesar de ser a canção que mais lembra Ville Laihiala nos vocais.

Aconselho a ouvir sem compromissos este álbum, pois quanto mais chances você dá a ele, mais ele vai lhe agradando, ou desagradando no meu caso. Mas vale a pena dar uma chance à esta banda que pode ter algo mais produtivo num futuro próximo.

 

Grimfaith – Preacher Creature (BadMoodMan/Solitude-Prod)

1. Beyond my closed doors

2. Aberration

3. E.V.O.-3: Cyberlover

4. Saint-Demonic Smile or Sex In Heaven (2012)

5. Radioactive Rain

6. Dead In Soho (At the Suburbs of the Art World)

7. My Cruelty

8. Creepy Crawlers (feat. Anders Jacobsson – Draconian)

9. Flower And The Bone (feat. Lisa Johansson – ex-Draconian)

10. After a Sin

11. God Gave Me… (Mick Jagger cover)

12. Preacher Creature

 

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Resenha por: Guilherme Rocha

Vassafor / Sinistrous Diabolus – Split LP

sinistrous diabolus sideVejam como são as coisas, estava dando uma olhada nos promos que recebo por esses tempos e me deparo com esse que vos resenho.

É um split-LP lançado pelo selo Iron Bonehead e contém duas bandas do cenário australiano. Ambas as banda já possui uma certa base sólida, pois foram fundadas na década de 90.

O lado A desse play é com a banda Vassafor, onde tocam um som mais voltado ao Black/Death Metal. A primeira metade da música, tem uma levada bem esporrenta e ríspida, lembrando as bandas de black metal da época como Blasphemy. Da segunda metade em diante o som se torna mais cadenciado e uma certa pitada de Doom Metal podemos sentir nela.

A segunda e última faixa do lado A, começa também de forma lenta, mas na chegada ao terceiro minuto, temos uma mudança de andamento até irmos em direção a pancadaria. Mantendo-se nessas nuances de ora mais lenta, alternando com a agressividade vamos seguindo até o final desse lado do disco. Essa segunda faixa me lembrou o Ancient Rites daquele split 7″ com o Thou Art Lord.

Iniciando o lado B desse vinil, temos o Sinistrous Diabolus e o que encontramos nesses 20 minutos de música: atmosfera densa, se sentir envolto por uma névoa macabra e um sentimento de repúdio à raça humana.

Instrumentalmente falando, o som me lembrou um pouco bandas como Tyranny/Wormphlegm e algumas passagens um pouco mais cadenciadas numa levada a lá Evoken. Se você é fã dessa vertente sonora e se encarna em alguns momentos depreciativos, eis o próximo material que deverá conferir.

Dê uma passada no bandcamp deles, lá você encontrará alguns materiais antigos para download “free”.

 

Vassafor / Sinistrous Diabolus – Split LP (Iron Bonehead Productions)

A1.Vassafor – Ossuary in Darkness

A2.Vassafor – Son of the Moon

B1. Sinistrous Diabolus – Aeon Tenebris – Aeon Lacrimis – Aeon Mortem

 

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Nothing – Guilty of Everything

guiltyofeverything_364Banda formada nos idos de 2011 por Domenic Palermo, após ter passado um tempo recluso do meio musical, depois que cumpriu uma pena de 2 anos por ter esfaqueado um cidadão em uma briga.

Após uma demo lançada sob a alcunha de “Poshlost”, e numa vontade de ter uma formação estável, eis que encontra com Brandon Setta e aí está o embrião criativo intitulado de Nothing.

Lá no início da carreira musical de Palermo, ele era a mente criativa de uma banda hc/punk chamada Horror Show e após o incidente que mencionei no início, acredito que esses tempos de reclusão fizeram com que exteriorizasse esse sentimento de amargura e uma certa dose de melancolia que é sentida desde os primeiros acordes de “Hymn to the Pillory”.

“Dig” soa como seria se o Neige do Alcest, resolvesse fazer uma jam session com o pessoal do My Bloody Valentine.

Para situar o leitor, o som aqui é calcado no Post Metal/Shoegaze, mas mantém também uma influência Post Punk muito latente, e podemos sentir um toque de Jesus and Mary Chain, principalmente na faixa “Get Well”.

As músicas não são longas e quando você menos espera o álbum já acabou. Mas a vontade de ouvir novamente vem à tona, pelo menos em meu caso, pois é um álbum de fácil audição.

Os vocais de Palermo são cativantes e de certa forma suaves e seu timbre lembra de longe os de Kevin Shields.

Destaques desse álbum são, além das já citadas: “Endlessly”, “Somersault” e sua viagem musical, “Guilty of Everything”, isso para não acabar citando o álbum todo.

Se você curte alguns momentos de introspecção, reflexão sobre a vida que tens levado, ou apenas curte ouvir um som com uma carga depreciativa, eis o disco que procurava.

 

Nothing – Guilty of Everything (Relapse)

1. Hymn To The Pillory

2. Dig

3. Bent Nail

4. Endlessly

5. Somersault

6. Get Well

7. Beat Around The Bush

8. B&E

9. Guilty Of Everything

 

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Crypt of Silence – Beyond Shades

sp085-14Às vezes fico pasmo de como pode surgir bandas com grande qualidade dos países que menos esperamos. Vindos da longínqua Ucrânia e agora também conturbada Ucrânia, este grupo está na ativa desde 2009 e somente agora lançaram seu primeiro álbum, Beyond Shades e posso adiantar que o resultado é muito agradável para quem gosta de Doom/Death Metal.

Composto por: Andriy Pabif (Bateria), Romam Kharandyuk (guitarra), Roman Komyati (guitarra) e Mikhael Graver (Vocai e Baixo) o grupo lança seu primeiro álbum pelo selo da Solitude Productions com o resultado bastante agradável, apostando forte no peso das guitarras e abrindo algumas brechas para alguns vocais limpos de Mikhael.

Possuindo apenas 4 longas faixas o álbum pode perder um pouco o impacto que devia causar pela metade da terceira faixa. Talvez o grupo pudesse apostar em dividir as faixas e diminuir o tempo de cada música aumentando o número de faixas, o que poderia aumentar a aceitação de outros ouvintes fora do gênero Doom Metal. Por outro lado você ouvinte compartilha da minha visão de que o trabalho deve ser admirado como a banda o lançou vai perceber na metade da terceira faixa, “The Wrath Song”, (que por obséquio é a melhor faixa do álbum) o álbum é um álbum para se escutar somente quando você puder dar muita atenção á ele e que merece mais do que três audições para que se possa tirar uma conclusão decente do trabalho que é apresentado pelos ucranianos.

Concluindo, escute este álbum com muita atenção, pois em suas quatro longas canções escondem-se muitos detalhes que podem lhe passar despercebidos, o que pode empobrecer a experiência da audição deste trabalho. Um honesto e digno trabalho que vale a algumas audições!

 

Crypt of Silence – Beyond Shades (Solitude-Prod.)
1. Walk With My Sorrow

2. Bleeding Her Eyes

3. The Wrath Song

4. End Of Imaginary Line

 

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Resenha por: Guilherme Rocha

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