Funeral Wedding

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Oktor – Another Dimension Of Pain

sp096Lançado no dia 15 de dezembro do ano passado este novo álbum dos poloneses do Oktor, vêm para nos dar uma nova dimensão de seu trabalho.

É bem verdade que o meu caso com ele é de amor e ódio, pois após ter ouvido a compilação “All Gone in Moments” lançado em 2007, e que em partes me desagradou.

Mas deixando de lado esse meu lado rabugento e se concentrando no que esse álbum traz em seu conteúdo, são excelentes melodias funerais e vocais extremamente cavernosos. Este play se divide em 4 sons e 4 interlúdios que formam o nome do álbum “Another”, “Dimension”, “Of”, “Pain”.

Posso citar 2 grandes momentos deste play que é a primeira faixa após o interlúdio de abertura, “Conscious Somatoform Paradise”.

Outro destaque deste álbum fica para a maravilhosa “Mental Paralysis”, desde o seu início atmosférico, as guitarras pesadas, o andamento fúnebre e os impecáveis vocais de Matti Tilaeus (Skepticism) que faz uma participação pra lá de especial.

Um dos poucos pontos “negativos” se for para citarmos são alguns poucos vocais limpos, que de uma certa forma soaram estranhos, não me representaram algo sofrido ou triste. Mas há outros por exemplo em “Hemiparesis Of The Soul” que ficaram muito bons, tanto aquela parte caótica quanto nas passagens cantados em sua língua natal.

 

Oktor – Another Dimension Of Pain (Solitude-Prod.)

1. Another

2. Conscious Somatoform Paradise

3. Dimension

4. Mental Paralysis

5. Of

6. Hemiparesis Of The Soul

7. Pain

8. Undone

 

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Shallow Rivers – The Leaden Ghost

BMM. 072-14 Em atividade a menos de 10 anos os russo do Shallow Rivers lançam seu segundo trabalho álbum, intitulado de “The Leaden Ghost” e o resultado é incrível novamente e de surpreender o ouvinte, uma vez que não faz nem dois anos desde o lançamento do álbum de estreia.

Na primeira audição é fácil perceber que continuam no mesmo ramo do Doom/Death Metal, mas agora dando muito mais ênfase às passagens atmosféricas e uma prova disso são as músicas que ficaram mais longas e densas, pois geralmente músicas com uma duração maior costumam apresentar uma gama maior de andamentos e atmosferas.

O que chama a atenção de cara certamente é a bateria, que está muito bem trabalhada e encaixada com os pedais duplos em trabalho constante. Musicalmente é visível uma evolução natural do grupo o que torna o álbum uma versão melhorada e trabalhada do anterior, “Nihil Euphoria”, podendo apenas cansar os ouvintes  que não gostam muito de músicas que ultrapassem os 10 minutos de duração, mas creio que ninguém aqui ligue pra isso.

Excelente álbum para se ouvir com calma e atenção, para verdadeiramente poder apreciar este excelente grupo que mais uma vez nos traz um excelente álbum para este ano.

 

Shallow Rivers – The Leaden Ghost (BadMoodMan/Solitude-Prod)

1. Of Silent Winds That Whistle Death

2. Light Upon Us, Haze Around Us

3. Scorched, Wrecked, Torn, Then Crumbled To The Sea

4. We Are Cold

5. Snow

6. The Leaden Ghost

 

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Resenha por: Guilherme Rocha

Frowning – Funeral Impressions

FROWLançado no último mês do ano passado, este álbum do Frowning pode ser resumido em apenas uma palavra: esmagador.

Após uma pequena “Intro” de teclado, lembrando em muito as bandas de Death/Doom dos anos 90, dando um clima sorumbático para os primeiros acordes de “Obsessed”. A citada faixa nos apresenta um Funeral Doom repleto de melodias depressivas e uma densa atmosfera que cerca cada andamento da faixa. O modo que é tocado os acordes, me trouxe a lembrança o fabuloso Doom:vs da época de seu debut.

Seguindo adiante temos uma das melhores músicas do cd, “Receive my Tears”. É uma faixa relativamente longa e muito bela, com um ar pesado e por vezes chega a ser difícil respirar, ainda mais se escutado nos fones de ouvido.

“Day in Black” por incrível que pareça, é uma faixa mais “animada” e não tão sorumbática quanto as faixas anteriores.

“Sleep Eternally” segue na mesma vibe da faixa de abertura. Sentimos aqui a mesma necessidade de isolamento e curtir a densa atmosfera que cerca os acordes melancólicos.

“Murdered by Grief” é a maior faixa do disco, com pouco mais de 15 minutos. E já nas primeiras batidas de bateria temos a noção que esta será uma faixa longa e dolorida para o ouvinte. Após uma pequena pausa, a sonoridade torna-se mais lenta, lê-se, quase parando. A medida que a faixa avança, temos uma pequena alternância em sua melodia, e aqui novamente me traz a mente o já citado Doom:vs.

Temos novamente uma pequena pausa e aqui o baixo se faz presente e nos traz um último suspiro antes de entrar em estado catatônico.

Para encerrar e nos trazer a óbito “A Way into Relief”. É novamente uma faixa longa, com apenas 12 minutos e serve como um alento após ter passado por uma hora de depressão intensa.

 

Frowning – Funeral Impressions (Solitude-Prod.)

1. Intro

2. Obsessed

3. Receive My Tears

4. Day In Black

5. Sleep Eternally

6. Murdered By Grief

7. A Way Into Relief

 

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Review geral: Horseskull, Idre, Black Capricorn e Blackwitch Pudding

Devido a correria diária, o acúmulo de materiais recebidos tornou-se quase que uma constante, por isso acabei tomando esta atitude e apresentar de uma vez quatro lançamentos que ocorreram no ano de 2014.

 

458321• Começando com este lançamento de setembro do ano passado, este Stoner/Doom, vem a galope conquistando os fãs do estilo. Com os pés fincados na psicodelia do estilo, o som do Horseskull é ao mesmo tempo empolgante e repleto de passagens arrastadas. Eu ja havia recebido um web-single pouco tempo antes de lançamento deste álbum e já naquela época eu havia ficado impressionado com o som deles. Um dos destaques vai para os vocais de Anthony Staton, que chega a flertar com o Sludge e para os solos cheios de fuzz e wha-wha.

Destaque para as faixas “Outlaw Wolf Fire”, “Falling into Addiction” e para a sensacional “Ara:h:ari”.

 

a2770565129_10• Vindos de Oklahoma, e indo em direção oposta da correnteza, temos este projeto Doom que flerta com o Post-Metal e tem em sua sonoridade o experimentalismo.

São apenas 2 sons que estão disponíveis para download free e nos impressiona da forma que conseguem nos deprimir.

Uma das coisas que podemos destacar no som deles, são os vocais de Ryan Davis que acabaram por lembrar o grandioso Johnny Cash, principalmente nas primeiras estrofes da faixa “Factorie”. Seguindo adiante deste longa faixa, com pouco mais de 25 minutos, temos uma viagem completa em seu instrumental e por muitas vezes eu me pergunto, como será uma apresentação deste trio ao vivo?

A segunda e última faixa “Witch Trial” deste material é tão hipnótica quanto a anterior, ainda mais pelas rufadas de tambor, que parece estar nos convocando para a guerra que se aproxima e que o fim de tudo é certo.

 

cover• Mudando de país, temos este potente Psychedelic Doom dos italianos do Black Capricorn.

Este é o terceiro play deste trio e sucessor do excelente Born Under the Capricorn.

A faixa de abertura é uma instrumental de 4 minutos e a guitarra é carregada de um efeito estranho, o que me deixou com uma má impressão deste play.

Passado o susto, temos uma sonzeira realmente Doom aqui, e é “Cult of the Friars”, faixa que dá nome ao disco e que poderia facilmente ter sido escolhida para abrir o álbum. Destaque do álbum vai para as garotas Virginia e Rakela que seguram muito bem a cozinha. Os vocais de Kjxu estão mais hipnóticos e soturnos, cantados quase que como se estive em uma missa negra.

 

bp• Desembarcando em Portland/USA temos este Stoner/Doom regado a muita erva

e humor, coisa que caminham praticamente juntas.

Mas voltando ao som que é o mais importante, este play foi originalmente lançado em 2013 e teve uma tiragem muito pequena, mas no bandcamp abaixo é possível adquirir via download free este material.

Se você curte a erva, o Stoner ou os dois, certamente irá se divertir ao som destes malucos norte americanos. Destaque deste material vai para “Gathering Panties” que é uma faixa muito convidativa ao headbanging.

 

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Horseskull.Bandcamp

Idre.Bandcamp

Black Capricorn.Soundcloud

Blackwitch Pudding.Bandcamp

Woe Unto Me – A Step Into The Waters Of Forgetfulness

sp082-14Em Janeiro de 2014, temos uma grata surpresa vinda da Bielorrússia, lançando seu debut conhecemos as obscuras melodias do Woe Unto Me. Intitulado “A Step into the Waters of Forgetfulness” esse é um com certeza um álbum para bom apreciadores de funeral doom.

O álbum se inicia com “Slough of Despond”, a faixa já começa com um belo trabalho de teclados, levando o ouvinte para uma atmosfera única, logo em seguida sentimos o peso da bateria que convida os outros instrumentos a se iniciarem, o belo vocal de Artyom fica logo destacado, forte e cadenciado, em seguida destaque para a mudança de vocais, onde entra os vocais limpos Sergey. Acompanhar essa faixa é viajar por um ambiente atmosférico bem trabalhado e longo, os vocais se alternam deixando a faixa muito atrativa aos ouvidos dos fã de death/doom.

Dando continuação temos “The Gospel Reading”, logo de início já notamos todo o potencial dos vocais de Sergey, ao fundo temos a percepção dos vocais femininos de Julia, trazendo uma faixa mais “funeral”, tem seu início cadenciado levando por longos minutos, e mais uma vez os vocais de Artyom se destacam, colocando a melodia em completa escuridão e peso, a faixa termina com um ambiente chuvoso espetacular, que liga de imediato a próxima.

“Stillborn Hope” tem a continuação do ambiental trazido na sua antecessora, a chuva continua e vai encaminhando o ouvinte de encontro com os instrumentos, nesta faixa notamos mais presente o vocal da Julia, fazendo uma ótima mescla com Sergey, com riffs cadenciados a faixa segue a mesma linha “funeral”, destaque no fim para uma voz macabra de um bebê.

A quarta faixa é um instrumental de 6 minutos, leva o nome de “4”, totalmente ambiental e funerária, mostrando todo o potencial dessa banda em administrar uma melodia obscura.

Fechando este trabalho temos “Angels to Die”, uma das melhores faixas que ouvi no ano passado, onde você encontra todos os vocais em perfeita harmonia, o peso do death/funeral segue levando o ouvinte pelos seus 14 minutos. Essa faixa com certeza agrada a todos os fãs de doom, e deixa ainda mais ansioso para um segundo trabalho dessa ótima banda.

 

Woe Unto Me – A Step Into The Waters Of Forgetfulness (Solitude Prod)

1. Slough Of Despond

2. The Gospel Reading

3. Stillborn Hope

4. 4

5. Angels To Die

 

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Resenha feita por Diego Augusto (Depressão Doomster)

Merkstave – Merkstave

12 Jacket (3mm Spine) [GDOB-30H3-007}Merkstave lançou em agosto de 2013 seu único full-lenght, sendo uma remasterização de seus demos anteriores, que foram lançados em cassete, passando agora para o formato de vinil.  Contendo três faixas, no “side-a” temos a faixa “Lament for The Lost Gods pt.1”, e no “side-b” temos 2 faixas, “Lament for The Lost Gods pt.2” e “Spawn of a Lower Star”.

Iniciando o álbum já podemos notar a mescla bem forte de drone com a lentidão do funeral doom, “Lament for The Lost Gods pt.1”, é uma faixa forte, que alcança bem seu objetivo de criar algo lento e caótico, destaque para os vocais que dão um certo “ar de desgraça e desespero”.

Na sequencia temos sua segunda parte, “Lament for The Lost Gods pt.2” por alguns minutos segue um ritmo mais cadenciado e lento, até por seguir a risca os últimos minutos de sua antecessora. Sendo a faixa mais curta, em seus momentos finais ela flerta com um death/black doom com uma levada mais rápida e vocais mais “gritados”.

“Spawn of a Lower Star” encerra esse trabalho, trazendo uma mistura de atmosfera e peso, com momentos acústicos a banda trabalha muito bem o “ambiente” que essa mescla proporciona.

 

Merkstave – Merkstave (Pesanta Urfolk)

1. Lament for The Lost Gods pt.1

2. Lament for The Lost Gods pt.2

3. Spawn of a Lower Star

 

 

 

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Resenha feita por Diego Augusto (Depressão Doomster)

Grown Below – The Other Sight

burn017-13Lançado exatamente nos últimos dias de 2013, este álbum esteve presente em algumas situações comigo e que por alguma razão acabava por não resenhá-lo. Para quem acompanha a banda desde seu material anterior, o excelente The Long Now, saiba que neste novo disco, eles apresentam uma pequena evolução natural, mas mantendo toda aquela sonoridade soturna e viajante, ou seja, a combinação do seu Sludge + Doom + Post-Metal.

“New Throne” é uma boa faixa de abertura, pois ela meio que faz um ele de ligação com o já citado álbum anterior e não há como não citar como destaque os vocais de Matthijs Vanstaen.

“My Triumph” vem a seguir, sendo a maior música do disco, e também a que mais investe numa sonoridade Post-Metal. Não há como destacar algo nesta faixa pois tudo soa tão singular e rica em detalhes, que nos resta apenas nos deixar levar por esta viagem musical.

Seguindo adiante temos “Vallo Etendi” que serve como um ato de abertura para “Phantoms” que começa bem “atmosférica”, como algumas batidas nos tambores, aos poucos outros instrumentos vão sendo adicionados e a música vai ganhando forma, até que pouco mais da metade as guitarras distorcidas invadem a calamaria e os vocais desesperados de Matthijs são incorporados.

“Reverie” tem uma pegada mais voltada ao Post-Metal, principalmente nas linhas de guitarra com muito reverb. Apesar da música toda possuir um sentimento próprio, não há como não destacar os vocais sofridos de Matthijs e acabar sofrendo junto.

E encerramos o álbum com “Malwarma”, que nos traz um pequeno alento e um gosto de quero mais.

 

Grown Below – The Other Sight (Slow Burn/Solitude Prod.)

1. New Throne

2. My Triumph

3. Valo Etendi

4. Phantoms

5. Reverie

6. Malvarma

 

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Slow Burn

Pig Destroyer – Mass & Volume

Mass&VolumeMuitos deverão estar se perguntando, o que é que uma banda de grindcore está fazendo num blog dedicado ao Doom Metal? Pode deixar que eu explico.

Nas horas restantes do estúdio em que gravaram o seu álbum Phantom Limb, eles acabaram gravando essas duas faixas e nunca haviam lançado, até que em fevereiro de 2013, Pat Egan, um membro da Relapse Records foi desta para uma melhor. A banda por sua vez, resolveu disponibilizá-las em sua página do Bandcamp e todo o dinheiro arrecadado seria repassado para a filha de Pat poder pagar seus estudos.

E o que encontramos nesse EP com pouco mais de 25 minutos, são o mais puro e esmagador Doom Metal. Há influências de Drone/Doom, vide a que dá nome ao play e também encontramos elementos Sludge/Doom como na segunda e última faixa.

A música “Mass & Volume” é a maior do play e beira os 20 minutos. Com passagens arrastadas, cheias de microfonias, batidas cadenciadas de bateria e encontramos alguns samples no meio da música, não consegui identificar direito, mas me pareceu o fanático Jim Jones em um dos seus depoimentos. Um destaque especial para ela, é o conteúdo filosófico contido em sua letra, no mínimo intrigante.

Para encerrar este EP, “Red Tar”, segue numa pegada Sludge e apesar de não ser tão lenta quanto a faixa anterior, ela agrará em cheio os fãs do gênero.

Em alguns comentários sobre o disco que andei lendo pela internet, muitos acabaram torcendo o nariz para este material, eu particularmente adorei, pois podemos descobrir uma nova faceta da banda e explorar elementos que não caberiam dentro do grindcore deles.

Se tu quiser dar uma força para a banda e também para a filha do Pat Egan, adquira oficialmente este EP, pois será de uma grande ajuda.

 

Pig Destroyer – Mass & Volume (Relapse Records)

1. Mass & Volume

2. Red Tar

 

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Relapse Records

Without God – Circus of Freaks

sp093-14E no ano que se findou, foi lançado um dos álbuns mais “alto astral” por meio do depressivo selo Solitude Prod.

É nítida a influência do grandioso Cathedral e do Electric Wizard, principalmente pelo embalo do riff de abertura do álbum.

Este quarteto russo não é novo na cena e tiveram seus materiais lançados por um selo menor, mas com este álbum eles estão aparecendo para um mercado muito maior e querendo ou não, este disco acabou tendo uma cara de debut.

O álbum já valeria a sua aquisição pela faixa homônima ao álbum. “Circle of Freaks” vai da felicidade enfumaçada do Stoner ao arrasto depressivo do Doom.

A influência de Cathedral perdura pelo álbum todo, principalmente nas linhas de vocal de Anton, que em muitas vezes o timbre de sua voz se assemelha ao de Lee Dorian. Podemos notar essa semelhança na faixa “Where the Sun Doesn’t Shine”, outro destaque nesta faixa vai para o excelente solo de guitarra, regado a muito wha-wha.

“Mushroom Man” é muita faixa que já em seus primeiros acordes me lembrou muito o Electric Wizard e a levada dos vocais seguem numa mesma vibe que Jus Oborn usualmente costuma fazer.

“Flood” é quase que uma baladinha, vide os arpejos durante a música, sendo acompanhados pelos vocais e dão um certo ar deprê para ela. Seguindo adiante temos a “Seven Sins”, que também possui uma bad vibe, que perdura até o final de  “Everything Decays”, mas a tristeza logo é sanada pela vibe psicodélica de “Fear”.

Voltando ao submundo dos desesperados, temos “Helter Skelter”, mas não se deixe enganar, pois não se trata de um cover dos Beatles. Como não possui as letras no encarte, acredito que seja algo baseado no Charles Manson e aquele fatídico dia do assassinato de Sharon Tate.

E para encerrar temos “Good Evil” que segue numa rifferama no melhor estilo Electric Wizard de ser.

Um bom segundo álbum Espero que, quando a pira passar eles ainda continuem levando a banda, pois na minha opinião, eles ainda tem muita tora pra queimar.

 

Without God – Circus of Freaks (Solitude-Prod)

1. Circus of Freaks

2. Where the Sun Doesn’t Shine

3. Mushroom Man

4. Flood

5. Seven Sins

6. Everything Decays

7. Fear

8. Helter Skelter

9. Good Evil

 

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Solitude-Prod

The Flight of Sleipnir – V

456335Sabe quando você faz aquele prato de comida e vai comendo tudo e deixando o seu alimento favorito por ultimo? Foi exatamente assim que terminou o ano de 2014, com o melhor álbum lançado na finaleira. Formado apenas por dois integrantes, os norte-americanos, Clayton Cushman (baixo, guitarras, vocais e teclado) e David Csicsely (bateria, guitarras e vocais) lançaram esta obra no dia 24 de Novembro e na primeira audição, é evidente que este álbum é figurinha fácil entre os melhores de 2014.

Com o som fincado no Stoner e no Doom a dupla além de saber explorar com excelência os dois subgêneros, incrementam á sonoridade elementos do Folk Metal e do Black Metal, sendo este ultimo citado mais bem representado pelos vocais rasgados típicos do gênero.

Com estruturas musicais sensacionais é difícil escolher canções que se destaquem. É mais fácil ressaltar os elementos técnicos usados pelo grupo, como as incríveis distorções e efeitos de pedal nas guitarras, bem evidenciados na canção, “Gullveig”, que para este escriba é a melhor do cd.  Logo em seguida notamos uma semelhança musical com o grupo inglês, Alunah, por usarem uma sonoridade bastante psicodélica e vocal femininos.

Acredito que o grande feito desta sensacional banda é não soar maçante nem por um minuto, justamente pela qualidade imensa dos dois artistas em mesclar de 3 a 4 subgêneros  de maneira bastante criativa, entretendo a atenção do ouvinte em todas as passagens, sejam distorcidas, atmosférica ou acústica.

Finalizando, a arte do álbum não fica atrás da qualidade das músicas também.  Arte extremamente envolvente e psicodélica. Resumindo, é o presente do final de ano para todos os amantes do Doom/Stoner Metal. Que 2015 nos proporcione álbuns tão belos quanto este aqui Doomers!

 

The Flight of Sleipnir – V. (Napalm Records)

1. Headwinds

2. Sidereal Course

3. The Casting

4. Nothing Stands Obscured

5. Gullveig

6. Archaic Rites

7. Beacon in Black Horizon

 

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Resenha por: Guilherme Rocha

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