Funeral Wedding

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Evilhorse – Cabeza de Vaca

Mais uma grata surpresa vindo da Espanha, após os excelentes lançamentos dos compatriotas deles, Helevorn e Evadne, eis que chega a vez da Evilhorse nos presentear com essa massa sonora.

O que encontramos aqui é um sludge doom, muito pesado e bem executado.

E com apenas 3 sons em seus 28 minutos, esses catalães nos prendem a atenção de uma maneira e torna-se inevitável o ouvinte apertar o play, após o término do cd .

O petardo abre com Awake, onde encontramos uma levada lenta da guitarra/baixo e uma bateria quebrada, dando um certo ar macabro servindo de introdução para o próximo estágio da música, onde fica latente o lado sludge.

Contrariando o que muitas bandas de sludge fazem, onde geralmente os vocais são numa pegada hard core, aqui os vocais de Carlos são voltados ao death, e em muito me lembrou as bandas tipo Entombed, Pungent Stench.

Após uma pequena “invocação tribal”, Cabeza de Vaca surge nos auto-falantes, e sua batida vai invadindo os ossos e logo você está batendo cabeça.

Essa faixa tem uma vibração forte, e em muitas vezes você tem vontade de aumentar o volume do rádio e urrar dentro de seu quarto e mandar os vizinhos à merda.

E para encerrar o este EP, The Path Must be Walked.
Essa faixa me lembrou muito a banda norte americana Faces of Bayon, por seu instrumental hipnotizador e os vocais desesperados fazem a tônica dela.

Encontramos um solo de guitarra, numa linha psicodélica e com uma certa melodia, tendo a cozinha preenchendo de forma satisfatória a lacuna da guitarra.

Em meio a massa sonora, há um momento que uma pessoa começa a rezar, dando um toque macabro a ela, e logo vem a mente o personagem Silas do filme “O Código DaVinci” na hora em que se auto flagelava.

Entra em contato com a banda e adquire a sua cópia o quanto antes, pois foram lançados apenas 500.
Tá esperando o que? Vai!!!

 

Evilhorse – Cabeza de Vaca (Discos Macarras/Suffering Jesus/Odio Sonoro/Le Crépuscule du Soir Prod)

1. Awake

2. Cabeza de Vaca

3. The Path Must be Walked

 

 

http://evilhorse.bandcamp.com/

http://www.facebook.com/pages/Evilhorse/179553832082677

When Nothing Remains – As All Torn Asunder

Recebido esse material há um certo tempo e fiquei encantado com a beleza do mesmo e confesso que me faltou palavras para descrevê-lo.

Encontramos aqui um death/doom muito melodioso, nos mesmos moldes que os suecos do Draconian fazem, com excessão dos vocais femininos. Há também a participação de Johan Ericson (Draconian/Doom:vs) fazendo os vocais limpos, e seu timbre me lembrou muito os vocais de Ed Warby (The 11th Hour).

Essa banda tem em sua formação ex-membros da Nox Aurea e ao comparar com sua antiga banda, nota-se um algo a mais na sonoridade.

Embrace her Pain abre essa pérola e ao escutá-la, você já percebe o que vai encontrar no álbum todo, ou seja, guitarras pesadas, vocais guturais, muita melancolia,

encontramos algumas passagens que também nos lembram Doom:vs, seja ela por seu sentimento ou por algumas vocalizações como nas faixas The Sorrow Within e Mourning of the Sun.

A Portrait of the Dying é uma faixa que começa rápida, fazendo com o doomer até esboce uma batida de cabeça, para logo dar uma quebrada em seu tempo e se manter atmosférica pelos minutos seguintes.

Solaris é uma faixa instrumental e serve de uma intro para o segundo ato do cd. Her Lost Life vem na seqüência, trazendo consigo uma dose de melancolia em seu início e tão logo ganha um pouco de velocidade. Acredito eu, que essas faixas mais embaladas sirvam muito bem para as apresentações ao vivo, dando um contraponto com a morosidade das outras músicas e não deixando o show maçante.

Chegada a faixa que o ouvinte irá decidir se deixa esse mundo ou não. In Silence I Conceal the Pain começa toda melancólica e essa tristeza vai se estendendo à medida que a faixa vai avançando e lá pela metade dela, temos uma linha de teclado que ao se misturar aos vocais de Jan Sallander, são como se um punhal lentamente fosse introduzido em seu peito.

E para a última “pazada” de terra no moribundo ouvinte, temos a faixa que dá nome ao álbum, As All Torn Asunder. E ao decorrer de seus 13 minutos temos uma música arrastada, quase Funeral Doom, alguns vocais desesperados, melodias fúnebres e uma atmosfera funesta e não poderia haver uma faixa melhor para encerrar o álbum. Os vocais limpos de Johan se fazem presentes nela, e melancolia transmitida por essa passagem é tamanha que fica impossível o cidadão não se deprimir e refletir ao ouvir “It’s the End…”.

Outro destaque para esse material é a sua arte, muito bela por sinal, casando totalmente com o clima do álbum.

Mais um ótimo lançamento da Solitude Prod., que sem dúvidas nos dias atuais, é o principal selo voltado ao estilo.

 

When Nothing Remains – As All Torn Asunder (Solitude Prod)

1. Embrace Her Pain

2. The Sorrow Within

3. A Portrait of The Dying

4. Mourning of The Sun

5. Solaris

6. Her Lost Life

7. In Silence I Conceal The Pain

8. As All Torn Asunder

9. Outro – Tears

 

 

http://solitude-prod.com/blog/lang/eng/2012/03/sp-056-12-when-nothing-remains-as-all-torn-asunder/

https://www.facebook.com/pages/When-Nothing-Remains/108534192567302

Mythological Cold Towers – Dordrecht Doom Day 12/05/2012

Texto e fotos: Steve Whytock
Trad. livre: Rodrigo Bueno

 

Pela primeira vez na Europa e em um palco holandês, pudemos finalmente dar as boas-vindas, com muita antecipação ao Mythological Cold Towers do Brasil.

Tem sido uma longa jornada para todos os fãs europeus destes mestres do doom/death e eu, pelo menos, estava ansioso para este show.

Como a faixa de abertura “In The Forgotten Melancholic Waves Of the Eternal Sea” do álbum de estréia Sphere Of Nebaddon foi iniciado o set, era óbvio que o cara do PA ainda precisava fazer um pequeno ajuste, mas durante a “Race The Fallen” isso (o “problema técnico”) foi superado e o tom foi estabelecido para uma noite soberba de doom metal melancólico e melódico.

O vocalista Samej estava em boa forma,  grunhindo profundamente o seu caminho através de uma memorável versão de “The Shrines Of Ibez”, chamando a multidão mais perto do palco e agarrando a sua atenção pelo restante da noite.

Como era de se esperar, a ênfase foi no último álbum da banda “Imemorial” e com “Akakor” a próxima do setlist, com um papel proeminente para tecladista Hécate (Miasthenia) e as melodias sedutoras e riffs assustadores dos guitarristas Nechron e Shammash, um destaque foi alcançado, assim como, o público foi levado em uma viagem para outro mundo. Que uma obra-prima!

Até agora os espectadores estavam totalmente nas mãos da banda e depois de “Like An Ode Forged In Immemorial Eras” senti subir um frio pela espinha na faixa título “imemorial”, em que a beleza e a tristeza foram de mãos dadas, a banda não poderia ter feito melhor.

Em seguida foi a faixa de abertura do último álbum, “The Lost Path To Ma-Noa”, em que a banda “aumentou” um pouco o ritmo e os fãs foram bater cabeça durante a execução dela.

Com “Contemplating The Brandish Of The Torches” do álbum Remoti Hymni Meridiani, infelizmente veio o fim para uma noite inesquecível do doom/death metal clássico e sem dúvida, a cena metal brasileira tem um novo destaque. Apenas uma nota “negativa” que eu poderia falar e é uma questão pessoal, é que o minha faixa favorita “Enter The Halls Of Petrous Power” não foi tocada, mas hey, depois de um show como este eu não vou reclamar!

Para todos aqueles que faltaram, eu convido vocês a ver esta incrível banda quando eles vierem novamente no próximo ano, e esperemos que mais datas para vocês possam testemunhar esta banda ao vivo.

Nos vemos lá!

 

 

Black Oath – Cursed Omen

Ep 7″ lançado ano passado, contendo 2 músicas próprias e um cover do Black Sabbath. Para quem não conhece a sonoridade desses italianos, eles fazem um doom metal tradicional, com muita influência de Black Sabbath e metal setentista.

A faixa Wisdom of the Flesh carrega essa sonoridade, sendo arrastada e tétrica e nos brindando com ótimos momentos de sua audição.

O lado B do disco tem a faixa Lamiae Sinagoge que é instrumental e tem uma pegada mais psicodélica, para não dizer “ácida”.
Para fechar a bolachinha temos uma versão para Electric Funeral e essa versão aqui ficou bem interessante. A banda não se limitou em apenas “gravar” a música e sim a sua versão, com a inclusão de órgão de igreja em algumas passagens.

Para quem não os conhecia, acredito que esse 7″ seja de boas-vindas, e para quem se interessou nela, entre em contato com a banda e adquira alguns itens de sua discografia.

 

Black Oath – Cursed Omen (I Hate Records)

1. Wisdom of the Flesh
2. Lamiae Sinagoge
3. Electric Funeral

 

 

http://www.facebook.com/blackoath666

Eclipse Doom Metal V (Manifesto, São Paulo, 19/07/2012

Texto: José Antonio Alves
Fotos: Pierre Cortes

 

O Manifesto Rock Bar, em São Paulo, recebeu na fria noite de 19 de julho um dos grandes eventos do gênero Doom Metal em nosso país, o Eclipse Doom Festival V, que contou com as bandas O MITO DA CAVERNA, MORTARIUM e HELLLIGHT. O evento também serviu para o lançamento da coletânea “Doomed Serenades”, trabalho pioneiro que reuniu somente bandas brasileiras do estilo como as participantes do festival MORTARIUM e HELLLIGHT, além de IMAGO MORTIS, LACRYMA SANGUINE, entre outras.

 

O festival também contaria com a presença da banda de São José Dos Campos LES MÉMORIES FALL, que está presente na coletânea e que acabou cancelando sua apresentação por motivos de saúde, desta forma, por volta das 19 horas, os paulistanos da banda O MITO DA CAVERNA subiram ao palco para a abertura do evento.

A banda teve a ajuda da iluminação para criar um clima sufocante e aflitivo, usando de passagens cadenciadas e de um vocal mais que extremo de Augusto Miranda. Adotando um discurso politizado, notado antes da execução da faixa “Anti-Capital”, a banda usa certa influência do Crust mesclada com o Doom Metal que ainda não ganhou nenhum registro no que se refere a álbuns. Com conceitos como “Todo burguês é um parasita”, a banda trouxe uma experiência atormentadora que é fruto dos diversos sons distorcidos usados, também considerando-se a postura de palco mais contida (com membros tocando de costas) em total contraste com a performance do vocalista.

 

Pouco tempo depois foi a vez da banda carioca MORTARIUM executar um pouco de seu Doom Metal. Formado por Vivi Alves (vocal/baixo), Tainá Domingues (vocais guturais/guitarra) e Julie Sousa (bateria), a banda que recentemente liberou um single chamado “The Awakening Of The Spirit” se prepara para a gravação de um EP em breve. Com linhas de baixo bem notáveis que encontram a mistura de vocais limpos e guturais, o som apresentado nos leva a uma viagem composta por cadências e passagens intensas na bateria, como na faixa “The Awakening Of The Spirit”. Fechando com a faixa “Celebrity Eternity”, o grupo demonstra uma fusão Death/Doom que ganha alguns tons de agressividade em certos momentos.

 

Para o fechamento do evento, uma das maiores bandas de Funeral Doom Metal atualmente no Brasil, o HELLLIGHT, banda liderada pelos poderosos vocais de Fábio de Paula que com sua guitarra possui a companhia de Alexandre Vida no baixo, e neste show, contou com a estréia do baterista Evandro Camellini. Desde 1996 na estrada, o grupo já abriu dois shows da banda sueca THERION, esta inclusive requisitando a abertura dos paulistas em sua última turnê por terras brasileiras, o que mostra o talento e prestígio da banda. Por mais que não seja simples executar faixas longas com mais de 10 minutos de duração e conseguir prender bem o público, o HELLLIGHT consegue fazer com que apreciemos toda a performance de forma atenciosa, tendo em vista toda a atmosfera criada que é bem intensa, alternando partes vigorosas com outras extremamente melancólicas, unindo bem a ferocidade dos guturais com vocais limpos.  Destaque para a incrível e sombria “Funeral Doom” e para a bela faixa “Deep Siderial Silence”, estas últimas presentes no álbum “Funeral Doom”, de 2008 e que fecharam a apresentação.  Quanto aos músicos, uma apresentação louvável, que comtemplou desde os ótimos riffs de guitarra de Fábio, a boa presença de palco do baixista Alexandre Vida e a cozinha “recém-assumida” por Evandro Camellini.

 

O Doom Metal é um estilo que tem adeptos fiéis, infelizmente não contando com grande divulgação nas mídias do Heavy Metal. Iniciativas como este festival e também a coletânea só surgem para engrandecer ainda mais o trabalho das bandas que seguem este gênero e que trabalham com competência. O público que compareceu pode até não ter lotado o Manifesto, mas sem dúvidas pode desfrutar de uma noite ao melhor estilo “Doom Metal”, onde a baixa temperatura ditou os ritmos lentos usados nas canções das bandas que se apresentaram.

 

 

 

Mais fotos aqui:
 

Serviço de Utilidade Pública

Eclipse Doom Festival V – 15/07/2012 – Inicio às 18h
Bandas

Hell Light – Funeral Doom (São Paulo/SP)
http://www.myspace.com/helllight

 

Mortarium – Doom Metal (Rio de Janeiro/RJ)
www.reverbnation.com/mortariumdoommetal

 

Les Mémoires Fall – Doom Metal (São José dos Campos/SP)
www.reverbnation.com/lesmémoiresfall

 

O Mito da Caverna – Doom Metal / Grind Core Morto
http://www.facebook.com/pages/O-Mito-da-Caverna/151489491586589
http://www.myspace.com/omitodacaverna

 

+ Lançamento da 1° Coletânea Doom Metal do Brasil

Aguardem maiores informações…

+ Sorteio Exclusivo da Persephone D.C de corpete e peça masculina.

+ Cobertura exclusiva do Evento Funeral Wedding
http://www.funeralwedding.com/

 

::Ingressos Antecipados::

http://ticketbrasil.com.br/pesquisa/?pesquisa=eclipse

 

Ticket Brasil – 15$

 

::Patrocínio::

Persephone D.C e Refuge Rock Wear

Apoio: Camisetas Extremas, União Doom Metal BR e Garagem Joinville

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Ogre – Plague of the Plane

Banda relativamente “velha”, mas que tive contato com esse que é seu último lançamento.
Plague of the Planet foi lançado em 2008 e contém somente uma faixa, homônima, que é divida em atos e com um pouco menos de 40 minutos.
Variando entre o doom/stoner/metal setentista, temos um disco recheado de harmonias aliados a riffs inspiradíssimos.
Começando com um belo dedilhado de End-Days, até com um certo ar deprê, mesmo na sequência emendando uma pegada stoner.
Drive e Queen of Gasoline já tem uma pegada de stoner e metal setentista.
A Call to Colossus e Colonizer Rex são sofridas, arrastadas no melhor estilo doom metal.
Temos uma “dobradinha” psicodélica que fica por conta de Colossus, Queen, Colossus e Queen como se fosse um diálogo. Ora variando para o doom, ora para o metal setentista.
Após uma pequena pausa de alguns segundos, surge para encerrar esse material a faixa Dawn of the Protoman.
Essa faixa tem uma pegada bem viajante, até porque ela é como se fosse uma narrativa, tem a parte da letra muito maior que as outras, e no último verso entra um solo de guitarra interminável, fazendo jus as bandas setentistas que muito fizeram e para finalizar retornam aquele dedilhado do início, nos dando uma idéia de um novo ciclo que se inicia.
Para você que quer dar uma fugida da “depre”, e dar uma variada em sua playlist, fica a dica desse excelente álbum.

 

Ogre – Plague of the Planet (Shadow Kingdom Records)
1. Plague of the Planet

 

http://shadowkingdomrecords.com/
http://www.myspace.com/ogre